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ESPN ouviu 100 'especialistas' sobre a comparação Arrascaeta x Carlos Alberto.
Resultado: Arrascaeta 77 x 21 Carlos Alberto.
Joel Santana e Hamilton Rodrigues pularam.
🎥 @ESPNBrasil | @SportsCenterBR
@liberta___depre@CharlaPodcast Seu idiot@, você é jornalista e sabe muito bem disso… os caras puxa o saco de quem dar mais iBope pra eles, quem dar mais visibilidade, quem dar mais audiência 👍🏽
Arrasca: “o Flamengo é minha casa, eu estou muito a vontade aqui e muito feliz. Se tiver a oportunidade, eu quero me aposentar aqui.”
Pedro: "A frase que resume o sentimento que tenho pelo clube é ‘eu nasci Flamengo, e sempre vou te amar’.”
VALORIZEM QUEM VALORIZA O FLAMENGO!
Camisa 8 do Flamengo, titular absoluto, capitão do time, uma das grandes referências técnicas de uma geração tão vitoriosa e ídolo da arquibancada. Privilégio de estar na Seleção sem precisar estar na Europa.
Quando Gerson voltou, em 2021, uma parte de mim enquanto torcedor aceitou a realidade de que dificilmente nos despediríamos, ainda mais para um centro alternativo como a Rússia, no momento geopolítico conturbado que o país vive e com o Zenit afastado de competições europeias, além da idade do jogador, 28 anos.
Não deu certo na Fiorentina, e o Flamengo esteve aqui. Se reencontrou na carreira, conquistou muito, graças ao Flamengo, e foi pra Europa de novo. Deu certo mas não deu, disse ter sentido falta “de casa”, e o Flamengo mais uma vez esteve aqui, recusando lucro e fazendo o esforço para trazê-lo de volta.
Agora vai sair, de novo? Bem, então vai lá… Ele sabe o endereço, tem o telefone, mas espero que não bata na porta do Flamengo daqui pouco tempo após o frio russo, o distanciamento dos holofotes e a distância “de casa” e dos amigos cobrarem o seu preço. Está no pacote e ele sabe bem disso.
Quando criamos idolatria por alguns personagens, passamos a esperar deles comportamentos diferentes dos “normais”. É do jogo, futebol é isso! Afinal, idolatrar é esperar o diferente, é achar que “esse daí não faria isso, outros talvez”.
Gerson sair do Flamengo? Tá maluco, porra! Coringa é coisa nossa, Mengão, carioca, capitão, já foi e voltou antes, vai se aposentar aqui!
Pois é…
É um sentimento de mágoa, independente de qualquer compreensão financeira que o levou a essa decisão. Gerson renovou meses atrás pensando em sair, e a redução drástica da multa já era um indicativo disso, mas não sabíamos. Antes soubéssemos.
De alguma forma, como torcedor, me sinto decepcionado, frustrado, golpe duro.
Por outro lado, confortável e “aliviado” (não sei se é a palavra certa) de saber que o Flamengo não teve culpa alguma nisso, apenas entregou ao jogador as possibilidades concretas de realizar o próprio desejo de ir embora.
Queria sair? Ora, então vai lá.
Tá aí a multa de 25M€ que tanto queria…
Flamengo, na liderança do Brasileiro e com um caminho acessível pelo Tetra histórico da Libertadores, perde seu capitão, líder moral e um dos principais pilares da relação torcida-elenco.
Por decisão única e exclusivamente dele.
Ao sair dessa forma, ainda mais agora, Gerson demonstra pra torcida do Flamengo que, no fundo, nunca entendeu de fato o tamanho que atingiu no clube.
Inclusive, pelo passo que está dando, é possível dizer que Gerson não entendeu o próprio tamanho que sua carreira atingiu no futebol.
O Flamengo merecia mais do seu capitão.
Mais uma vitória do dinheiro.
A saída é por ali, o Flamengo segue.
Ele sempre segue!
Zico, sobre o Flamengo: “É meio estranho o que eu vou contar… Porque eu não sabia de onde vinha nem como tinha começado, e demorei pra entender o significado. Mas em determinada altura da vida eu percebi que o amor, a paixão, a gratidão, a felicidade, tudo o que eu sinto pelo Flamengo não são coisas diferentes, ou que se possa separar. Está tudo junto, amarrado, concentrado numa forte sensação que agora me acompanha diariamente: a de que estou flutuando.
Pois é, eu avisei que era meio estranho.
Sabe quando a gente passa um tempão no mar e depois, já em casa, vem aquela sensação de que continua na água, chacoalhando devagarinho nas marolas? É assim. Às vezes eu estou no carro, ou lendo alguma coisa, ou só indo até a cozinha buscar um copo de água e me recordo de uma partida, um gol, um lance qualquer, uma festa da nossa torcida… E pronto: começo a flutuar. É uma sensação boa, de tranquilidade.
Mas eu não compreendia essa coisa muito bem. Até que semana passada, pensando no aniversário do Flamengo, a bagunça na minha cabeça fez sentido. Foi quando eu lembrei de como era a nossa chegada ao Maracanã em dia de jogo. O nosso ônibus descia o viaduto que saía do Túnel Rebouças e, quando ele se aproximava da Praça da Bandeira, eu colava a cara na janela.
E então eu me sentia bem, muito confiante, agradecido, porque a partir dali não era mais o ônibus que me conduzia pro Maraca. Era aquele mar de torcedores. Eu flutuava. E flutuando iria aonde eles quisessem me levar.
Eu costumo dizer que futebol é dom e paixão. O dom pra jogar. A paixão pra torcer. Se as duas coisas acontecem na mesma pessoa, aí é sorte grande.
Mas eu não tirei a sorte grande. Eu tirei a maior de todas. Porque o cara lá de cima me mandou pra Terra com o dom pra jogar. E meu pai, um português que desembarcou no Rio e se apaixonou pelas cores do Flamengo antes de saber onde ficava o Corcovado, passou essa paixão pros seis filhos. Pra cada um que nascia ele comprava o uniforme completo: camisa, short e meião. Aí, um dos meninos, o caçula, acabou se tornando o maior ídolo da história do seu time do coração. O que mais eu posso querer?
Eu nasci, cresci e vou morrer rubro-negro.”
Carta Aberta de Adriano Leite Ribeiro, Adriano Imperador, ao portal @TPTBrasil.
- A morte do meu pai mudou a minha vida pra sempre. Até hoje é um assunto que ainda não consegui resolver. E pra tu ver como são as coisas, a merda toda começou aqui, na comunidade que eu considero tanto.
A Vila Cruzeiro não é o melhor lugar do mundo. Muito pelo contrário.
É perigoso pra caramba. A vida é dura. As pessoas sofrem. Muitos amigos precisam seguir outros caminhos. Olha pro lado que tu percebe. Se eu for parar pra contar todos os conhecidos que já se foram, a gente vai ficar aqui falando por dias e dias… Que papai do céu os abençoe. Pode perguntar pra qualquer um aqui. Quem tem a oportunidade acaba indo morar em outro lugar.
Nada a ver com a confusão. A bala entrou pela testa e ficou alojada na nuca dele. Os médicos não tinham como remover. Depois disso, a vida da minha família nunca mais foi a mesma. Meu pai passou a ter convulsões frequentes.
Tu já viu uma pessoa sofrendo um ataque epiléptico na tua frente? Ah, então não queira ver, negão.
É assustador.
Eu tinha 10 anos quando meu pai foi baleado. Cresci convivendo com as crises dele. O Mirinho nunca mais conseguiu trabalhar. A responsabilidade de sustentar a casa caiu toda nas costas da minha mãe. E o que ela fez? Se virou. Contou com a ajuda dos vizinhos. A família representou. Aqui todo mundo vive com pouco. Ninguém tem nada sobrando. E mesmo assim, minha mãe não ficou sozinha. Sempre tinha alguém dando uma força pra ela.
Um vizinho apareceu com uma caixa grande de ovos, certo dia, e falou: “Rosilda, vende para levantar um trocado. Assim você consegue comprar um lanche para o Adriano”. Só que ela não tinha dinheiro para pagar o vizinho. “Não se preocupa, irmã. Vende os ovos e depois você me paga.” Era assim, cara. Te juro.
Outro vizinho arrumou um bujão de gás pra ela. “Rosilda, vende esse aqui. Metade é seu, metade é meu.” E lá ia a minha mãe tentar descolar mais um trocado trabalhando duro todo dia. Meu pai ficava em casa. E minha mãe correndo por dois, enquanto minha avó me levava para os treinos.
Uma das minhas tias conseguiu um trampo fichada e que dava tíquete-refeição. Ela entregava os papeizinhos para a minha mãe. “Rosilda, é pouco, mas dá para pelo menos comprar um biscoito pro Adriano.”
Sem essas pessoas eu não seria nada.
📷: Sam Robles/The Players' Tribune
Neymar Jr falando do seu processo de recuperação e do longo período que ficou sem jogar futebol.
"A coisa que eu mais amo na minha vida é jogar futebol."
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