Boy wrote "Jesus is REAL" before he passed away
His father shared on social media "Before my son Jonathan was resuscitated.. he signalled to me as if he is seeing someone.. but i can't understand him.. so i gave him a paper and a pen to write down what he wants to tell me.. but i couldn't read his writing.. he is so weak already and shaking and can't hold the pen properly.. but before the nurses called code blue.. he was able to write this Jesus is real.. and it amazed me because it is so clearly readable.. and i believe he saw Jesus coz Aidy my wife seen a bright light.. and a hand holding my son ascending.. and he was smiling."
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As Marcas que o Tempo Não Apaga
Havia no tapete uma “obra de arte” que ela não pediu para desenhar.
Linhas vermelhas, tortas, livres, a grafia imperfeita de quem ainda não sabe que o mundo tem bordas. A criança chorava no canto da sala, esperando a tempestade. E a mãe ficou ali parada, olhando para aquele risco comprido que atravessava o branco como uma ferida pequena, e sentiu dentro do peito a coisa estranha que é amar alguém que ainda não entende o que custou aquele tapete.
Quantas vezes eu pedi.
Mas a pergunta, feita em voz alta, já era outra coisa, não raiva, não exatamente. Era o cansaço de quem ama demais e dorme de menos. Era a roupa que não acaba, o chão que não fica limpo, o nome sendo chamado sem parar como se ela fosse uma fonte e não uma pessoa.
Thomas S. Monson disse uma vez algo que parece simples até o dia em que deixa de ser: as marquinhas de dedos em cada superfície recém-limpa, os brinquedos espalhados, as pilhas de roupa, vão desaparecer. E você vai sentir muita falta.
A mãe não acredita nisso numa terça-feira de manhã com café frio e atraso na escola.
Ela acredita numa noite de domingo, quando a casa está quieta demais, e ela passa pela sala e vê o tapete já limpo, já branco de novo, e sente, sem entender direito de onde vem, uma espécie de luto pequeno. Porque o risco sumiu. Porque a criança cresceu um pouco mais. Porque o tempo não pede licença e não devolve nada.
Clarice escreveu que “amar é uma espécie de desaprender.” Talvez seja isso. Desaprender a precisar que tudo fique no lugar. Desaprender a contar as vezes que pediu. Aprender, no lugar disso, a olhar para o caos com os olhos levemente fora de foco, até que a bagunça vire abundância, até que o risco vire arte, até que a voz que chama o nome dela pela décima vez num dia se torne, mais tarde, a coisa que ela mais vai querer ouvir.
O tapete vai ficar limpo de novo.
E ela vai desejar, com uma dor que não tem nome, que alguém riscasse tudo outra vez.
“A maternidade é a maior criação, e a que mais escapa das nossas mãos, dia após dia, em pequenas e irreversíveis despedidas.”