A paternidade é uma despedida diária.
Uma vez ouvi alguém dizer que filhos são a ampulheta da vida, e ela vira quando nos tornamos pais. Quando chegam, algo muda de forma definitiva: o tempo, que antes parecia abundante, começa a escorrer lentamente, grão por grão. É uma sensação que só se percebe de verdade ao se tornar pai. Se você não é, talvez leia isso com empatia, mas não vai sentir.
Fui pai pela primeira vez aos 37. Hoje, aos 42, olhando para trás, talvez eu tivesse começado aos 33. Dava pra ter apertado as contas, dado um jeito. Não me culpo, é só uma constatação ex-post de alguém que gostaria de ter colocado um pouco mais de areia na ampulheta da vida.
Com os filhos também veio uma consciência brutal: a da morte. Eu sei, todos sabemos que um dia vamos morrer. Mas até os 40, isso era um conceito distante. Abstrato. Ter filhos me fez sentir - não só saber - que a vida tem fim. E essa consciência muda tudo.
Antes, saúde era um detalhe. Beber cerveja era uma competição boba entre amigos, quase um troféu semanal, e a ressaca era só o preço. Hoje, tenho orgulho em ser o último colocado nessa disputa. Hoje, faço exames, como melhor, me cuido. Por eles e por mim. Porque quero durar. Quero estar aqui. Presente. Corpo e alma.
Hoje, minha motivação é simples: acordar cedo e ver meus filhos acordando. Aqueles primeiros bocejos, os movimentos lentos de preguiça matinal, até o momento mágico em que eu digo: “vamos brincar”, e tudo acelera de 0 a 100. Tento não apenas observá-los, mas registrar na alma cada noite em que os levo para a cama. O rosto deles, os olhos fechados, inchados de tanto brincar, brigando com o sono.
Nos fins de semana, sou inteiro com eles. Mesmo sabendo que na segunda-feira a culpa vai bater: “poderia ter feito mais”. Meus filhos ainda são pequenos, mas eu escuto, com humildade, cada conselho dos pais de 60, 70 anos no elevador do prédio: “aproveita, meu filho, passa muito rápido”. Eu sei. Apesar da minha ampulheta ainda parecer cheia, uma parte da areia já não está mais lá.
Se esse texto te parece um pouco melancólico, eu entendo. Ele também pesou em mim quando a ficha caiu. Mas é justamente por ser uma despedida constante que tento torná-la uma jornada memorável. Cada "boa noite", “eu te amo”, cada abraço, cada passeio, é um ritual. É como se eu dissesse: "até amanhã", sabendo que o tempo está sempre passando.
Não quero chegar aos 70 e repetir a frase amarga: “eu deveria ter feito mais”. O tempo é agora. Porque a ampulheta não desvira. Faça da sua “despedida” diária algo bonito. Transforme cada boa noite em um pedaço eterno de presença.
Afinal, um dia, a gente diz "adeus". Que ele venha depois de uma vida inteira de “boa noite”.
A renúncia é uma consequência necessária do amor. Não existe a possibilidade de você passar a amar alguém e continuar vivendo exatamente como vivia antes.
Pe. Fábio de Melo. Direção Espiritual 04/12.
@EconomicsArtBRL Haja visto a falta de fiscalização que com que muitos empregados “exigiam” a não assinatura da carteira para receberem o bolsa família.
Quanto ao MEI, esse de fato tem se mostrado ruim, pois o que mais vemos é pessoas que não poderiam optar, optando com atividades disfarçadas
@EconomicsArtBRL Nilson, como contador e advogado tributário sinto que o simples é um grande acerto do governo, sem eles muitas empresas não teriam capacidade de prosperar, e, além disso, ele é hoje o maior empregador desse país. Penso ainda que o número real de empregos deve ser ainda maior.
Em algum momento, você precisa ser realista coom você mesmo sobre a diferença entre a vida que você quer viver e a vida para a qual seus hábitos diários estão te levando.
E o governo ainda justifica que sem o mecanismo a alíquota do IBS/CBS pode saltar de 26,5% para 29,5% , isso pq sem a conformidade tributária será menor.
Não é de boa intenção o PL 68/24 (Reforma Tributária) dispor a obrigatoriedade do “Split Payment” (pagamento do tributo a cada operação) para TODOS os contribuintes brasileiros.
Não podemos tratar a todos como hoje a legislação trata os contribuintes contumazes (sonegadores).
Não adianta você ser bem intencionado e montar um planejamento espetacular se você não marcar o gol.
No final do dia o que faz diferença é você gerar resultado para você e para os que estão contigo nessa jornada.