O meu amigo Fernando Gil chorou na transmissão da Cazé TV. Chorou como choram os homens que reaprenderam a sentir depois de muito tempo em silêncio. Chorou porque, quando o ônibus do Flamengo passou abraçado pela multidão, não era um ônibus: era a infância inteira dele atravessando a avenida. Era a meninice com o ouvido colado no rádio. Era o coração, esse velho tambor rubro-negro, batendo a um ritmo feroz atrás do próprio destino.
O #AeroFla tem dessas coisas. É cortejo e é romaria. É a rua se vestindo de vermelho e preto para receber o time como quem recebe um santo peregrino. Ali, cada torcedor carrega no peito um altar. Cada rosto traz uma reza, uma lembrança, uma saudade. A cidade inteira parece respirar no mesmo fôlego - e, nesse fôlego, o Flamengo embarca para Lima levando os sonhos de milhões.
Ser Flamengo não começa no estádio; começa no berço. Às vezes, nasce do colo do pai. Outras, brota sem explicação, como certas paixões que não pedem licença. O rubro-negro cresce com o Flamengo como quem cresce ao lado de um irmão mais velho: aquele que a gente imita, com quem discute, a quem exige grandeza e a quem perdoa todos os tropeços. É amor civil, leal, desses que envelhecem com a gente.
No fundo, pertencimento é isso: saber que há um lugar no mundo onde você não precisa explicar quem é. O rubronegrismo é essa morada invisível - feita de gols que já esquecemos, de derrotas que ainda doem, de tardes de domingo que o tempo levou mas que continuam acesas dentro de nós.
O ônibus que passou cercado de gente não levava apenas jogadores. Levava a memória de quem já se foi e torceu até o último apito. Levava o menino que você foi um dia, o menino que acreditava que o mundo era mais simples quando o Flamengo jogava bem. Levava também as dores antigas, aquelas noites em que a derrota parecia um temporal sem trégua, mas das quais sempre nos levantamos. E levava, por fim, nossas melhores esperanças, embaladas no canto da multidão, como quem embala um filho que já chorou, já sorriu e está pronto para recomeçar.
E o povo? Ah, o povo… empurrava o ônibus como quem empurra o destino. Em cada canto, havia um verso antigo. Em cada bandeira, um pedaço de história. Em cada olhar marejado, uma certeza: quando o Flamengo embarca, ninguém fica para trás. É uma viagem que se faz com o corpo parado e a alma em movimento.
O rubro-negro vive de fé - fé de estádio, fé de esquina, fé de igreja, fé de terreiro. Reza pra São Judas, faz promessa pra São Longuinho, acende vela pra Exu abrir caminho. O Flamengo é essa religião generosa, que aceita todos os credos e devolve ao devoto um tipo de esperança que não se compra nem se aprende: apenas se sente.
Lima nos espera. E nós esperamos o Flamengo como quem espera uma amada que viaja para longe, mas que carrega na mala a alegria de todo um povo. No sábado, quando a bola rolar, cada rubro-negro vai estar lá - mesmo que esteja em Madureira, Bangu, Manaus, Nova York ou Lisboa. Porque o rubronegrismo é isso: uma pátria sentimental espalhada pelo mundo, mas unida no mesmo ritmo.
E se o Flamengo vencer, não será apenas o título. Será a consagração desse laço invisível que nos costura desde crianças. Será o irmão mais velho voltando para casa com o peito brilhando de conquista. E nós, seus eternos menores, estaremos na porta - orgulhosos, chorosos, agradecidos por fazer parte dessa história que nunca termina.
Ser Flamengo é assim: um pacto. Uma poesia que se escreve com suor, lágrima e alegria. Uma casa sempre aberta. Uma chama que não apaga. Uma forma vermelha e preta de amar o mundo.
E, quando isso nos toma, meu amigo, não há ciência que explique: talvez apenas a poesia. Apenas o Flamengo.
@flamiliagil
3 escolhas que o Brasil precisa fazer agora:
Mais engenheiros e cientistas, menos especuladores
Mais indústria verde, menos reprimarização
Mais ambição coletiva, menos conformismo estrutural
Construir, não apenas comentar.
Finalmente o Ibama parou de fazer merda e liberou os estudos para pesquisar possíveis campos de petróleo no Amapá! Não é inviabilizando a produção de petróleo no Brasil que vão acabar com o aquecimento global.
Por que Getúlio foi o maior transformador do Brasil:
• Recuperou o país de duas crises seguidas (1930-32)
• Criou o mercado interno via trabalho assalariado
• Construiu indústria de base (aço, energia, petróleo)
• Conciliou interesses de classes antagônicas
• Enfrentou pressões internacionais por soberania
Nenhum presidente transformou tanto o país estruturalmente.
URGENTE: Acaba de ser preso o deputado estadual ultrabolsonarista TH JÓIAS - considerado braço direito do governador Claudio Castro na ALERJ - em operação conjunta do MPF, do Ministério Público Estadual e da Polícia Federal CONTRA O COMANDO VERNELHO. Ele é acusado de tráfico +
O cara foi contratado para ser craque do time.
Jogou nada.
Reclamou tudo.
Foi goleado.
Mas saiu de campo como se fosse a vítima.
Tudo pelo protagonismo.
Um teatro mambembe coadjuvado pelo técnico adversário.
E ainda haverá que defenda.
Vocês merecem.
Segundo Eduardo Bolsonaro, Donald Trump deixou de lado tudo relacionado à Ucrânia, Israel, Palestina, BRICS, arquivos Epstein, imigração, Elon Musk, Rússia e o casal de amantes no show do Coldplay só para salvar o pai dele da prisão.
Aguardem as próximas 72 horas.
Depois de arrancar empate heroico contra o Palmeiras, Avaí não resiste ao Inter Miami de Messi e praticamente elimina as chances de levar o 1º Mundial para o estado de Santa Catarina. #MIAxPOR#FIFACWC
- o senhor já foi preso alguma vez?
- eu estou preso
- outra vez além desta
- não
- eu sei que o Sr está preso, EU QUE DECRETEI.
QUE DELICIAAAAAAAAAAAAAAAAA
Estamos a quase 1 ano da eleição presidencial e @Haddad_Fernando continua anunciando cortes e ajustes fiscais. Temos um neoliberal afundando um governo progressista que foi tão difícil de eleger. Parabéns aos envolvidos! 👏👍
Lady Gaga
Não me perguntem sobre Lady Gaga. Não entendo nada sobre o ritmo e o que ela representa para a música. Busco entender sobre as particularidades da minha Pátria, o Brasil.
O povo brasileiro, e particularmente, o carioca não tem medo de viver em multidão. Tem medo do vazio. E sim vai ressignificando seu futuro, criando e solucionando contradições. Gerando outras.
Daí essa questão do Rio como lugar aos “grandes eventos”. Sim, o é. O carioca é mobilizado pela alegria como resposta a dor da exploração do seu suor e assim se anima pelo lúdico. O prefeito @eduardopaes recoloca a cidade em seu lugar de origem e perante o Brasil.
O que não é nada contraditório com a transformação do Rio de Janeiro na capital nacional da Inteligência Artificial, hub ferroviário e porta de entrada da reindustrialização, nascimento e ressignificação da Nação Brasileira.
A luta estadual é importante, mas travar a luta e construir o dia a dia dos movimentos sociais em Niterói é fundamental para combater a extrema direita. Por mais que seja mais atraente militar em Laranjeiras ou na Lapa, mudar a vida do município em que você mora é fundamental!
Ontem rolou o lançamento de uma exposição que mostra os horrores da ditadura militar brasileira. A exposição vai ficar aberta até o fim de abril no jardim da reitoria da UFF. Me surpreendeu a ausência de setores da esquerda no evento. Pq PSOL e UP só comparecem em eventos no Rio?