Filipe Martins, o ex-Assessor Especial para Assuntos Internacionais da Presidência, foi preso por ter viajado para os Estados Unidos, quando não viajou, por ter feito uma busca no LinkedIn, que não fez, e por ter escrito um documento que não escreveu. Os gravíssimos crimes de não viajar, não buscar no LinkedIn e não escrever um documento assomaram a 21 anos de prisão. Filipe Martins, por tais comportamentos só comparáveis aos de Adolf Hitler, ficará preso até 2047.
A “prova” (com o perdão da hipérbole) utilizada para prender Filipe Martins pela viagem que não fez foi uma “reportagem” (com o perdão da hipérbole) de Guilherme Amado, que afirmava que “Investigado, ex-assessor de Bolsonaro foi a Orlando em 2022 e evaporou”. Depois, trocou a chamada para “Investigado, Martins teve entrada registrada nos EUA e depois evaporou”.
A reportagem é citada na acusação contra Filipe Martins, que foi preso em Ponta Grossa, pelo “crime” de ter evaporado nos EUA. É, na verdade, a única “prova” apresentada pela acusação, que também é o juiz, que também seria a suposta vítima da viagem de Filipe a Orlando. Ainda bem que Alexandre de Moraes salvou o devido processo legal do Estadodemocráticodedireito.
Em outubro de 2023, Guilherme Amado ainda escreveu: “Nem Alexandre de Moraes tem notícias sobre o paradeiro de Filipe Martins”, a “reportagem” (com o perdão da… loucura) que mais revela o que é viver no Brasil de Alexandre: depois de 2017, agora o “paradeiro” de um brasileiro precisa ser do conhecimento de Alexandre de Moraes, Aquele Que Tudo Sabe, Aquele Que Tudo Vê. Ainda bem que Alexandre de Moraes salvou a democracia.
Continue lendo o artigo de Flavio Morgenstern na @gazetadopovo.
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NOTA PÚBLICA
O episódio envolvendo o afastamento do presidente do Tribunal de Contas do Maranhão pelo ministro Flávio Dino reforça uma questão que o Brasil precisa enfrentar: quais são os limites da atuação do STF e como preservar a imparcialidade e o equilíbrio entre os Poderes?
Não se questiona a necessidade de investigar os graves fatos noticiados e punir eventuais culpados. Questiona-se a imparcialidade de um ministro que governou o Maranhão por dois mandatos para atuar em casos que envolvem o Estado e o grupo político com o qual rompeu politicamente. Além da ausência de competência do STF, Dino deveria se declarar impedido, assim como deveria ter feito ao julgar Bolsonaro.
Isso também vale para Alexandre de Moraes, que se declarou vítima dos atos que ele próprio analisou. Além disso, conduz um inquérito interminável iniciado em 2019 e que coloca uma espada na cabeça de qualquer pessoa que ouse criticar sua atuação. A relativização do foro e o cerceamento de garantias individuais no processo contra Bolsonaro foram inúmeras. Para citar um único exemplo, mais de 200 milhões de mensagens e áudios foram entregues à defesa às vésperas do julgamento, tornando humanamente impossível sua análise.
Não se trata de defender este ou aquele personagem. Trata-se de garantir que a mesma regra valha para todos. A imprensa noticiou, além disso, que um Ministro do Supremo teria atuado para impedir o apoio de partidos de centro à candidatura de Flávio Bolsonaro. Se isso é verdade, a autoridade atuou claramente a favor de Lula, o que desequilibra o pleito eleitoral e atinge frontalmente a democracia.
Urge uma reforma do Judiciário, pois o STF é essencial à democracia e precisa voltar a exercer sua missão de verdadeira Corte Constitucional, deixando as disputas políticas para a política.
Rogério Marinho (PL/RN)
Líder da Oposição no Senado
O que estão escrevendo da minha irmã @Mi_Bolsonaro aqui no X não tem cabimento! Respeitem a esposa do meu amigo @jairbolsonaro! Respeitem a mãe da filha do meu líder! A crueldade é uma triste manifestação da natureza humana.
Parece que ninguém está entendendo o que significa a polêmica causada por Michelle Bolsonaro em Fortaleza no último domingo, quando ela expôs publicamente sua oposição à aliança do PL com Ciro Gomes no Ceará. Algumas pessoas — inclusive de dentro da própria família Bolsonaro — apareceram dizendo que a intervenção dela foi "indevida" ou que ela, como mera "esposa de Jair Bolsonaro", não deveria se meter em articulações políticas, limitando-se a um cargo "honorífico" no PL Mulher. Ou que deveria pedir autorização aos filhos de Jair antes de se manifestar.
Essa gente ignora completamente o papel estratégico e concreto que Michelle construiu no Partido Liberal desde março de 2023, quando assumiu a presidência nacional da ala feminina. O poder dela vai além do simbolismo da esposinha evangélica: é mensurável em filiações, recursos eleitorais e influência sobre a base conservadora.
Vejamos os fatos.
Primeiro: esse papo de cargo "honorífico" é besteira. O PL Mulher não é enfeite de bolo, mas a seção oficial de gênero do partido, criada para cumprir a cota de 30% de candidaturas femininas, aquela lei de 1997 que virou emenda constitucional em 2023. Como presidente, Michelle tem atribuições concretas no estatuto: coordenar filiações de mulheres, capacitar candidatas, articular alianças regionais e garantir o repasse de pelo menos 30% dos fundos eleitorais e partidários para campanhas femininas. Em 2024, isso representou cerca de R$ 1,4 bilhão em recursos públicos. O mandato dela é eleito pela convenção nacional do partido, renovável e fiscalizado pelo TSE. Não é "favor" conjugal nem chá de de madames da igreja.
Em 2025, com Jair Bolsonaro inelegível e preso desde 22 de novembro (condenado a 27 anos por crime algum), Michelle virou o recurso mais valioso do partido para 2026. Pesquisas indicam mais de 43% das intenções de voto dela em cenários de segundo turno contra Lula. Ela é a chave para negociação com vários partidos e um possível nome para o PL emplacar um vice na chapa vencedora.
Segundo ponto: a força de Michelle não é teórica. Sob a liderança dela, a filiação feminina no PL saltou quase 15% entre março de 2023 e julho de 2024, somando mais de 51 mil mulheres no partido, crescimento três vezes superior ao do PT no mesmo período. No mandato dela, 11 estados já foram visitados, promovendo eventos para preencher a cota de gênero e mobilizar o eleitorado evangélico e conservador, essencial para o PL manter — e aumentar — sua bancada de 99 deputados e 13 senadores.
O salário dela de R$ 34 mil, mais os R$ 860 mil mensais do PL Mulher em inserções eleitorais, viagens, eventos e capacitações não são "privilégios", mas investimentos em uma liderança que equilibra o partido e fortalece o "conservadorismo feminino".
Com esvaziamento do capital político de Jair, Michelle é hoje a pessoa mais poderosa dentro do partido, ao lado do presidente Valdemar e do secretário-geral Rogério Marinho.
O rolo com Ciro Gomes mostra exatamente isso. No evento de lançamento da pré-candidatura de Eduardo Girão pelo NOVO ao governo do Ceará, Michelle não "se meteu" por capricho: ela defendeu valores bolsonaristas ao questionar uma aliança "precipitada" com um opositor histórico de Jair Bolsonaro, que se orgulha de ter redigido a AIJE que o tornou inelegível em 2023, e o acusa desde "ladrão de galinha" a genocida.
Quando ainda achavam que podiam vencê-la numa queda de braço, críticos como Flávio Bolsonaro, ecoado pelos outros dois filhos de Bolsonaro, a chamaram de "autoritária", alegando que o acordo tinha aval do ex-presidente. Mas qual foi o resultado real? A reunião emergencial do PL hoje, dia 2/12, com Valdemar Costa Neto, Flávio, Rogério Marinho, André Fernandes e a própria Michelle, que suspendeu a articulação ciro-bolsonarista por tempo indeterminado. Vitória direta dela, referendada até por Bolsonaro durante visita de Flávio ao pai na PF.
Isso não é "indevido": é articulação política real, priorizando coerência ideológica sobre pragmatismo cego. É disciplina partidária, manter nego na linha.
Quem diz que Michelle "não deveria se meter", ou como disseram os analistas da revista Oeste, que "roupa suja se lava em casa" — insinuando que a discordância entre ela e os enteados é problema doméstico e não político —, ou como o Allan dos Santos, quadro importante da militância bolsonarista, que afirmou com todas as letras que Michelle estava cagando pro Jair, subestima o vácuo deixado por Bolsonaro. Os três patetas — Flávio, Eduardo e Carlos — apelaram para a frescura de dizer que a fala dela sobre a aliança com Ciro foi "constrangedora", sobretudo para André Fernandes, o articulador da coisa e que foi vaiado no evento. Eles ignoram que ela representa 35% das candidaturas femininas do PL nas eleições de 2024 e o nicho de mulheres evangélicas que impulsionaram o partido de 5% para 25% do eleitorado nacional desde 2018. Sem ela, o PL arrisca cassações por descumprir cotas, sobretudo no Nordeste, e perda de 10 a 15% dos votos femininos em 2026.
Ou seja: a atuação de Michelle no domingo não foi erro, mas exercício legítimo de poder como esposa, mãe, líder e guardiã dos valores que construíram o bolsonarismo — valores que os filhos de Jair e seu entorno parecem ter esquecido. Reduzi-la à esposinha que deve ficar calada foi a tentativa frustrada de cancelar a mulher que, em tempos de crise, provou ser indispensável.
O PL não é, ou não deveria ser, um almoço de domingo em familia: é um partido que precisa dela para sobreviver. Valdemar não pode nem sonhar com Michelle ameaçando trocar de legenda. Se a família quer unidade, que reconheça: Michelle não é só a esposa de Bolsonaro, nem a madrasta má dos contos de fada que faz o Carluxo chorar — ela é a força da qual o partido não pode abrir mão.
Flávio Dino não tem legitimidade para propor reforma de coisa nenhuma, especialmente do Judiciário. Não são as leis que precisam ser reformadas, mas os juízes.
Oi Renan, eu tenho uma vida na direita desde muitos anos antes de você ir participar de putaria em reality de YouTube. Desde a época em que seu pai estava fazendo lobby para colocar o José Genoino no ministérios a defesa do Lula e ainda chamava Hugo Chávez de grande líder da América Latina... Meu trabalho tá aí, true Outspeak, COF, mais de 40 livros do Olavo publicados, mais de 1000 livros na famosa muralha de livros que Olavo pediu (dos quais vc não leu nenhum), 5 anos à frente de um jornal criado para defender o governo do seu pai das mentiras da grande mídia, centenas de palestras e aulas em vários estados, articulação na campanha vitoriosa de vários políticos conservadores, etc. E você, se não tivesse o sobrenome que tem, por seus próprios méritos, nem os peitos da Japinha nordestina você conseguirá ter visto lá na mansão maromba. Teu negócio, como vc bem disse no fechamento daquele discurso imortal sobre o "sistema de balneário Camboriú", é fazer a cobra fumar. Vai lá, Madruga, dá o seu melhor!
Cuba no escuro. Blackout geral. O socialismo apaga tudo. Meu Uber de ontem era cubano e disse: Lula é igual, quer reproduzir esse modelo falido de Cuba. Sabe mais do que tucanos, professores, economistas de mercado. Viveu na pele o caos do lulismo na ilha presídio caribenha…
Eu vou dizer uma coisa que ninguém nesse partido covarde tem coragem de dizer e que precisa ser dita agora, enquanto Bolsonaro está numa UTI respirando por aparelho dentro de uma prisão: a culpa do que está acontecendo com esse homem tem nome, tem cargo e tem endereço. O nome é Alexandre de Moraes. O cargo é ministro do STF. O endereço é a Praça dos Três Poderes. E o Partido Liberal, com 99 deputados federais, a maior bancada do Congresso Nacional, publicou uma nota de velório dizendo que "acompanha com atenção" e "segue em oração". Oração. Noventa e nove mandatos e a resposta é oração. Não nomearam Moraes. Não disseram que Bolsonaro é preso político. Não exigiram perícia médica independente. Não exigiram transferência imediata. Não disseram uma palavra sobre as condições que levaram um homem de 70 anos, com histórico de facada, múltiplas cirurgias abdominais, saúde comprometida há anos, a desenvolver broncopneumonia bacteriana bilateral dentro de uma cela. Não cobraram responsabilidade de ninguém. Emitiram uma nota que poderia ter sido escrita pelo departamento de recursos humanos de uma seguradora. "Nosso capitão está na UTI." Então tratem ele como capitão. Capitão se defende com trincheira e coragem, não com nota de condolência e emoji de mãos rezando. O mesmo Moraes que mantém Bolsonaro preso é o que trocava mensagem com Vorcaro no dia de operação policial, cuja esposa embolsa 129 milhões do Banco Master pra fazer um compliance tão eficiente que a operação da PF se chama "Compliance Zero", que é alvo de CPI com 35 assinaturas de 9 partidos, que mandou a PF na casa de jornalista por ter publicado reportagem sobre carro oficial de Flávio Dino, e que revogou a visita de um enviado de Trump ao preso que agora está na UTI. Esse é o homem responsável pela custódia de Bolsonaro. E o PL não consegue escrever o nome dele numa nota. Se o partido não tem espinha dorsal pra dizer em voz alta o que 60 milhões de brasileiros pensam, então devolvam os mandatos, devolvam os cargos, devolvam a sigla, e parem de fingir que representam alguém. Bolsonaro levou facada e não recuou. E o partido dele, na hora que ele mais precisa, na hora que ele está numa UTI dentro de uma prisão, responde com nota genérica sem nomear um único responsável. Isso não é prudência. Isso não é estratégia. Isso é a covardia institucionalizada de gente que quer o voto do povo sem pagar o preço que o líder deles paga todo dia dentro daquela cela.
As deputadas mulheres não deveriam deixar a comissão de mulheres acontecer. Obstruir e fazer uma zorra até mudar a presidência. É o cúmulo aceitar isso.
Alexandre de Moraes, o arregão apreciador do whisky da Rainha, está desistindo de perseguir Elon Musk e Monark. Eu ainda estou aguardando justiça para o fotógrafo Alex Silva, demitido do @Estadao por esta foto. Ele tinha 23 anos de profissão.
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Boa noite, governador @ratinho_jr. Ainda creio na sua boa vontade e senso de justiça. Assim, alerto que para nada servirão ações espetaculares de marketing em relação ao Filipe Martins. Ele precisa ser transferido de volta ao CMP de Pinhais. E você tem autoridade para isso.
Veja bem: a ordem absurda de retorno a Ponta Grossa foi expedida por um sujeito que não tem mais legitimidade como juiz, um sujeito que foi bem descrito por Fernando Gabeira - em plena @GloboNews - como “funcionário de Vorcaro”.
Portanto, essa ordem esdrúxula que ameaça a vida do Filipe equivale ao comando de “quebrar os dentes” de um jornalista, emitido pelo possível sócio do pretenso juiz, ora preso por fraude fiscal. Não se trata de uma ordem judicial, mas de uma ordem JAGUNCIAL.
Governador @ratinho_jr. Escusado lembrar que você não é jagunço de ninguém. Você é o governador eleito do Paraná e deve, portanto, exercer a sua autoridade LEGÍTIMA, que inclui decidir sobre a administração prisional do estado.
Não cumpra ordens JAGUNCIAIS, governador. Sobretudo quando elas são, flagrantemente, desmedidas, mal-intencionadas e avessas a qualquer parâmetro de legalidade, decência e direitos humanos.
O dever e a responsabilidade de garantir a vida do referido custodiado são exclusivamente seus. Não arrisque arcar com o ônus de uma desgraça por omissão, sobretudo por temor de de uma figura cuja credibilidade e fé pública estão hoje na lama.
Sem mais e atenciosamente,
Flávio Gordon
Parece que @gilmarmendes não está captando muito bem o clima no país neste momento. Cego pelo húbris, e acreditando mesmo na posição olímpica que foi circunstancialmente concedida ao STF nos últimos anos em vista da perseguição política ao bolsonarismo, o sujeito acha que pode dar pito num governador de estado, eleito legitimamente com votação expressiva. Mas foi ele que tomou um pito desmoralizante, e é bom que retorne bem comportado para o seu quadradinho institucional, no qual colegas muito próximos já estão bem enrolados…