Quer ter uma ideia do que realmente aconteceu depois de uma ruptura ou afastamento repentino num relacionamento interpessoal? Repara quem age como se nada tivesse acontecido e quem fica traumatizado/com gatilhos/sofrendo por meses/anos
Mirtes Renata, mãe do menino Miguel, tirou 10 em TCC sobre escravidão contemporânea.
Após perder o filho, que estava sob os cuidados de sua patroa Sari Corte Real, ela decidiu cursar direito para lutar por justiça.
E o Hugo Motta tentou lacrar em cima do PT acusando de ter sido contra a Constituição de 1988, mas a Benedita, que foi deputada na Constituinte quando Motta ainda usava fraldas, relembrou que o PT e ELA PRÓPRIA assinaram o texto final daquele documento.
DIA 14 POVO NAS RUAS
Discurso de campanha de Benedita da Silva EM 1988 pela aprovação de uma Nova Constituição que previa direitos de mulheres e da população negra, inclusive a titulação das terras quilombolas.
O senhor Hugo Motta, que não é conhecido por nenhum feito importante, só nasceu em 1989.
Muita gente me perguntou o que eu penso sobre a Marie Claire ter eleito Érika Hilton como Mulher do Ano.
Como feminista, vejo essa escolha como um marco importante, não apenas para Érika, mas para o próprio debate feminista no Brasil.
A Marie Claire é uma revista tradicionalmente voltada às pautas das mulheres, e quando uma instituição desse porte reconhece uma mulher trans, negra e periférica como uma das figuras femininas mais influentes do ano, isso diz muito sobre o momento que estamos vivendo.
Diz que o feminismo está em movimento.
Diz que nossos entendimentos sobre mulheridade estão se ampliando.
Diz que não é mais possível ignorar quem sempre foi empurrada para fora da conversa.
A escolha da Érika não é um gesto simbólico vazio. Ela tem atuação política concreta, enfrenta diariamente violência institucional e ataques transfóbicos, e ainda assim segue ocupando espaços que muitas tentaram impedir que ela chegasse.
A Marie Claire reconhecer isso é reconhecer que o feminismo real precisa ser inclusivo, interseccional e atento às desigualdades que atravessam nossos corpos.
Para mim, esse prêmio envia um recado claro, que
não vamos voltar para o feminismo excludente, que define quem é mulher pela régua do patriarcado.
Quando uma revista feminina afirma publicamente que uma mulher trans é Mulher do Ano, ela ajuda a deslocar o centro do debate para onde deveria estar, na proteção da vida, na ampliação de direitos e na luta contra todas as formas de violência de gênero.
Se a conquista de Érika incomoda tanto alguns setores, isso só reforça o quanto ainda precisamos avançar.
Eu, pessoalmente, celebro, porque vejo nessa escolha um avanço político, cultural e feminista.
É esse o feminismo que eu defendo! Um feminismo que não exclui, que não retrocede e que reconhece a força de todas as mulheres.
Segue a lista completa:
✔️Érika Hilton – política, direitos humanos
✔️Djamila Ribeiro – filosofia, pensamento antirracista
✔️Alessandra Orofino – inovação democrática e políticas públicas
✔️Maria Rita Kehl – psicanálise e debate público
✔️Joênia Wapichana – liderança indígena e atuação jurídica
✔️Maria da Penha – referência histórica no combate à violência doméstica
Apreenderam mais drogas no avião presidencial do Bolsonaro, do q na operação de hj no Alemão e na Penha.
Apreenderam mais drogas com o primo do Nikolas, do q na operação de hj no Alemão e na Penha.
Apreenderam mais fuzis com o Ronnie Lessa, do que com o Doca.