Os Ultras do futebol começam a fazer avisos.
Manifestar ok, destruir as nossas cidades não.
Se estes começam a entrar nesta “conversa”, vai passar rápido a tosse à extrema esquerda.
Estes não respondem a políticos.
@GajoLiberal@Marta6501@cgpliberal Olha a cassete de Cuba. Não sabes mais nada, burro? Dou-te a primeira de borla: apartamentos novos vazios há mais de 6 meses no mercado já amanhã e para quem ganha menos de 1100 por mês. Prioridade a quem tem filhos. Só na minha rua há para uns 30 destes. Contas por baixo.
Nem um homem. Só miúdos. Vedada da vida no centro de Paris, segregados em bairros periféricos, estes putos estão a dizer que acabou, bem na cara dos parasitas, racistas e oportunistas.
Parabéns ao Público. Esta investigação apareceu mesmo na altura em que estes oportunistas se estavam a tentar apropriar das reivindicações e manifestações.
Parabéns ao PÚBLICO pela extraordinária investigação: descobriu que há deputados que têm casa e que alguns até as arrendam. Escândalo.
Sobre o panfleto que hoje fez capa:
1. O PÚBLICO tem toda a legitimidade para escrutinar o património dos deputados. Mas o escrutínio exige mais do que colocar dois factos verdadeiros lado a lado, em alguns casos incompletos (eu e tantos outros somos também inquilinos), e deixar que a insinuação faça o resto.
2. Só olhou para os deputados do PSD, CDS, CH e IL. Se tivesse incluído os outros não teria encontrado nada muito diferente: em Portugal, 70% da população é proprietária, portanto o Parlamento não haveria de ser muito diferente. Os partidos de esquerda também têm deputados proprietários. E não esquecer Ricardo Robles, claro, o mago imobiliário.
3. Como têm casa, insinua-se que legislam em causa própria quando votam leis da habitação. A prova do conflito de interesses? A parte a que poderíamos chamar jornalismo? Despejada.
4. Pelo mesmo brilhante critério, deputados com filhos não podem votar o abono de família, deputados que recebem salários não podem votar o IRS e deputados que têm carro não podem votar o IUC.
5. Aliás, ainda há dias votámos o alargamento da licença parental. E, pasme-se, os deputados da IL podem vir a ter mais filhos no futuro e a beneficiar com isso! Mais uma capa de jornal.
6. Explicámos tudo isto ao PÚBLICO, mas o jornal preferiu publicar apenas o primeiro parágrafo da nossa resposta. Os restantes, que expunham o ridículo da premissa, ficaram de fora.
7. No meio de tantos números, gráficos e imóveis contabilizados, faltou um pequeno pormenor: identificar uma única norma feita à medida de um deputado, um único favorecimento particular, um único conflito de interesses efetivamente demonstrado.
8. Talvez seja essa a verdadeira notícia: o PÚBLICO descobriu que os deputados têm casas, mas parece ter-se esquecido de que o jornalismo também deve ter princípios.
9. Como é bom de se ver, o activismo não se circunscreve à praça D. João I ou ao Rossio. Está vivo na Doca de Alcântara.