Diu, 1509 O Dia em que o Mundo Mudou de Dono
Em 1509, o Oceano Índico era o centro da economia global. Quem controlasse aquelas águas, controlava a riqueza da Europa e da Ásia. Para Portugal, a Batalha de Diu foi o “ tudo ou nada ". Se perdessem, o caminho de Vasco da Gama teria sido em vão. Se vencessem, o século seria deles.
A batalha teve um motor profundamente humano: a dor de um pai. D. Francisco de Almeida, o primeiro Vice Rei da Índia, perdera o seu único filho, D. Lourenço, na derrota de Chaul (1508). Devastado, Almeida recusou se a entregar o cargo ao seu sucessor, Afonso de Albuquerque, entrando numa “ rebelião oficial " contra a Coroa para poder comandar a armada da vingança.
A sua frase ficou para a história: “ Quem o frango comeu, há-de comer o galo ou pagá-lo." O “ frango " era o seu filho,o “ galo " era a frota mameluca que o tinha vitimado.
Portugal não enfrentou apenas um inimigo, mas uma coligação formidável. Do outro lado estava uma armada composta por:
Mamelucos do Egito ( com apoio técnico de Veneza, que odiava o monopólio português )
Otomanos ( os “Rumes ” )
O Sultanato de Guzerate
O Samorim de Calecute.
Eram cerca de 100 embarcações contra apenas 18 portuguesas. No papel, a vitória portuguesa era impossível. Na prática, a tecnologia e o treino ditaram a regra.
Para além dos factos conhecidos, existem pormenores que demonstram a superioridade técnica da época:
O “ Tiro à Flor da Água ": Os artilheiros portugueses, considerados os melhores do mundo, utilizaram uma técnica inovadora: disparavam as balas de canhão de forma a que estas ricocheteassem na superfície da água ( como pedras num lago ), atingindo os cascos dos navios inimigos na linha de flutuação.
Fernão de Magalhães estava lá: O homem que mais tarde planearia a primeira viagem de circum navegação foi ferido nesta batalha. Diu foi a sua "escola" de guerra e navegação.
A Frol de la Mar: A lendária nau capitânia de Albuquerque e Almeida, que mais tarde se afundaria com o tesouro de Malaca, disparou mais de 600 tiros ( alguns registos falam em 1.900 pelouros ) nesta batalha.
A “ Espada Preta " de Bordo: Os soldados portugueses utilizavam uma espada curta, enegrecida para não brilhar ao sol e não enferrujar com o salitre, ideal para o combate corpo a corpo brutal nas abordagens.
O impacto foi aniquilador. O Sultanato Mameluco do Egito nunca recuperou financeiramente do golpe nas suas rotas comerciais, acabando por ser conquistado pelos Otomanos em 1517. Diu marcou o início de 400 anos de domínio marítimo europeu na Ásia, que só terminaria verdadeiramente na Segunda Guerra Mundial.
A vitória em Diu foi o triunfo do pragmatismo sobre o número. Os homens que ali lutaram, muitos deles degredados, escravos em busca de liberdade ou nobres em busca de honra, sabiam que não tinham para onde fugir. Entre o fumo da pólvora e o cheiro a salitre, eles não estavam apenas a lutar por especiarias, estavam a testar o limite da resistência humana.
Muitas vezes, a história foca-se no " heroísmo " mas Diu foi, acima de tudo, uma vitória logística e tecnológica. Portugal era um país pequeno, com poucos homens, a milhares de quilómetros de casa. Ganhar em Diu foi o equivalente a uma pequena empresa tecnológica de hoje "engolir" um gigante industrial estabelecido porque tinha uma ferramenta que os outros não sabiam usar: o canhão de longo alcance e o casco reforçado.
Em suma: Sem Diu, a globalização como a conhecemos liderada pelo Ocidente nos últimos 500 anos provavelmente não teria acontecido da mesma forma. O Islão teria continuado a expandir se para Oriente e Veneza teria continuado a ser a capital financeira da Europa.
Diu foi o momento em que Portugal " mudou a fechadura " da porta do comércio mundial e ficou com a chave no bolso.
Aqueles homens não apenas venceram uma frota, eles deram ao mundo uma nova escala de distância e de destino.
@tiagopita Digo sempre o mesmo a toda a gente aqui em Portugal que tem cursos superiores e ficam chocados e ofendidos, porque como é hábito, estão a habituados ao SrDoutor , pois gostam do status quo. Vivi 17 nos EUA e isso lá era impensável de acontecer. É mesmo provinciano e até parolo.
Miguel Morgado fala-nos um pouco deste processo público de intimidação aos eleitores nesta 2º volta.
Eleitores e políticos, acrescento eu.
Quase assédio, vá.🥸
@doluvicgin 100% de acordo. Esta direção é criminosa na maneira como geriu os activos do clube. E podes acrescentar aí o Kokcu o Florentino e Rafa. Tinham jogadores competitivos e de qualidade comprovada e todos os anos arriscam em incógnitas
@vaibenfica1904 Então quer dizer o Rafa não renova e vai para o Besiktas, certamente o Rafa não foi aliciado pelo Besiktas quando decidiu não renovar🤡. Mas o Benfica é que se tem que portar com eles
@ElCapitanSLB Esta política do Benfica é de loucos. Não fica, Rafa, Grimaldo, Neres, Florentino, Kokcu, Aktur, e outros mais e depois querem ter equipas competitivas e estáveis.
Não existe nenhuma equipa que aguente tanta mudança em tão pouco tempo. Situação completamente insustentável