Daniel Chapo pode viajar de Janeiro a Dezembro, mas nenhum investidor que preze pelos seus negócios irá investir num país instável, e com todos sectores chaves (saúde, educação, defesa) em verdadeiro colapso. Instabilidade política, escândalos financeiros, manipulação da moeda, sequestros de empresários, mortes de opositores políticos, hospitais em colapso, um enxame de jovens insatisfeitos.
Na altura das manifestações, tive várias conversas acesas com alguns amigos jovens, que me questionavam sobre as minhas opiniões em relação a esse partido. O motivo é exactamente esse que aparece no rodapé.
Desde 1975, a Frelimo tem colocado os moçambicanos como reféns. Não respeita opiniões contrárias, não aceita críticas às suas políticas de governação, nem admite partilhar o poder com pessoas competentes que não subscrevam a sua ideologia. Coloca interesses partidários e individuais acima dos interesses soberanos do país. Não existe cultura de responsabilização por crimes e erros cometidos pelos seus membros.
Não aceitou partilhar o poder após a independência, o que culminou na guerra civil. Manipula descaradamente as eleições, o que gera conflitos, como os de 2013 e 2015 no Centro, e recentemente as manifestações de 2024-25.
O resultado é um país governado com pessoas como Nyusi e Chapo, com um sistema de saúde em verdadeiro colapso e um sistema de educação profundamente deficitário.
Nas conversas que tenho tido com amigos, boa parte já a traçar planos para abandonar o país, porque se tornou insustentável viver em Moz.