📣 AGORA É O FIM DA ESCALA 6X1!
❌ A Câmara dos Deputados ainda está se recusando a votar o fim da escala 6x1!
🫵🏽 Mas com a sua ajuda nós podemos pressionar o Congresso e destravar essa pauta!
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Conto com vocês!
a falta que faz um one direction e um justin bieber nessa geração pra essas meninas perderem tempo lendo fanfic no wattpad invés de brigar por macho tendo 15 anos de idade
ninguém mais tem agonia
ninguém mais escolhe se manter em silêncio
ninguém mais pensa sobre coisas leves mas inusitadas
não, tem que chamar de um "nome"
tem que dizer que tá com sobrecarga sensorial
que tá não verbal
que tá com pensamento intrusivo
que hábito merda
Diego Emanuel tem 32 anos. Nascido em Mossoró-RN, desde os 10 anos, o seu endereço é a rua.
Perdeu o pai muito novo (nem lembra quando) e a mãe o entregou para a avó paterna criar, quando pequenininho, assim como fez com a sua única irmã, que foi entregue para uma outra família. Não sabe onde está mais ninguém. É só no mundo. Sua vida toda está numa mochila azul com a alça quebrada.
Teve um relacionamento com uma mulher no passado, no qual foi gerado um filho.
- Acho que hoje o menino deve estar com uns 14 anos. Mas faz muito tempo que não o vejo também.
Diego estudou até a sexta série, sabe ler e escrever. Hoje em dia, pastora carro durante o dia na Praça da Catedral e a noite, vem dormir aqui, na Praça Dom João Costa (Praça do Diocesano), seu endereço atual, que foi onde nos encontramos.
Ele estava sentado num banco da praça, embaixo de um pé de algaroba. Eu o vi, e desci do carro para bater um papo. Sentei ao seu lado.
- Diego, e o que você queria que acontecesse na sua vida?
- De verdade, eu queria era ter uma granja, cheia de galinha pra criar. Acho lindo demais os bichos. - Ele sorri quando fala do sonho.
- Às vezes, as pessoas pensam que a gente é um bando de vagabundos que não quer trabalhar, mas a senhora nem imagina o jeito que olham pra gente, porque estamos sujos. Ninguém dá atenção a uma pessoa suja, não, imagine um trabalho!
Eu fico ouvindo sem ter muito o que falar. Só o ouço e nada mais.
- A casa da gente é em qualquer canto e o momento mais difícil para quem mora na rua é a noite, porque, às vezes, chove, tem bicho, e ainda tem aquelas horas que roubam as nossas coisas. Não tem onde tomar um banho, lavar uma roupa. Pra a senhora vê, eu estava domindo um dia desses, quando acordei com uma cobra preta, grande, se enrolando no meu braço. Pense num susto! Tive que me levantar, pegar minha mochila e procurar outro canto pra terminar de passar a madrugada.
Perguntei a Diego se ele já tinha buscado apoio e atendimento alguma vez nos órgãos da Prefeitura aptos a acolhê-los.
- Já fui sim, ao CAPS, mas deixei de ir. A assistente social de lá dizia que eu estava me drogando, só que eu não uso nada, além da cachaça. Como eu posso acreditar numa profissional que não acredita em mim? O meu vício é só a cachaça, que eu bebo para passar o dia e o tempo. Se a gente ficar parado aqui, só pensando, a gente endoida bem rapidinho, pode acreditar.
Estou silenciada com a história de Diego.
- Diego, o que é o pior para quem está na rua?
- O pior para quem está na rua é a fome. Dói. A fome dói.