Tem dias que são só cinza,
em que o céu pesa dentro da gente
e até o vento parece cansado.
Dias em que o passo falha,
o riso dorme,
e a alma pede silêncio.
Mas mesmo no cinza mais fechado,
sempre existe um fio de luz escondido,
esperando a coragem da gente
para voltar a nascer.
Talvez a resposta exista,
silenciosa, inteira, posta.
Mas ninguém a reconheça
até que o mundo se cale,
até que o eco não devolva nada,
e o silêncio, enfim,
seja a única voz que conta.
Ninguém nunca diz como será o fim, mas ele sempre dói. Tudo vira memória, tudo faz lembrar… e, no fundo, é engraçado — ou triste — perceber que só damos valor às coisas simples quando já não podemos mais tê-las.
Sou grato por cada ensinamento, por cada abraço que ficou na memória. E sigo, com o coração apertado, mas com fé, porque o amor deles continua vivo em mim.
Ainda sinto a presença deles em cada amanhecer, em cada sopro de vento que toca meu rosto. Sei que, mesmo longe, continuam me guiando com o mesmo amor de antes, agora do céu, com o olhar de quem nunca deixa de cuidar.
O luto não segue uma linha do tempo, um dia você está bem e no outro alguém fala o nome dela, ou você sente um cheiro familiar e aí vem as memórias, e vem a saudade e logo em seguida a tristeza e depois você continua a viver o dia.
A dor da perda é silenciosa, mas pesa como se o mundo parasse. Fica o vazio, a saudade e as lembranças que apertam o peito. Quem partiu levou um pedaço de nós… mas deixou amor demais pra ser esquecido.