🍂 Carta completa de Alice Oseman sobre o final de Heartstopper:
Queridos leitores de Heartstopper,
A primeira atualização do webcomic Heartstopper foi publicada em 1º de setembro de 2016. Hoje, em 11 de abril de 2026, a história chegou ao fim.
Não sei exatamente como colocar todos os meus sentimentos em uma única carta. Heartstopper significa mais para mim do que as palavras conseguem expressar, mas vou fazer o meu melhor.
Heartstopper definiu a última década da minha vida. Começou como um projeto paralelo divertido e rapidamente cresceu, tornando-se algo muito maior, até eventualmente se tornar a minha carreira. Apesar dessa mudança enorme e inesperada, fazer o quadrinho de Heartstopper ainda parece o mesmo para mim como no primeiro dia. Quando me sento para trabalhar nele, sinto paz. Quando o mundo parece assustador e difícil, sempre pude voltar para Heartstopper, e tudo volta a parecer bem por um momento.
Nick e Charlie apareceram pela primeira vez como personagens secundários no meu primeiro romance, Solitaire. Em Solitaire, Nick e Charlie representam a ideia de que esperança, amor, alegria e conexão podem persistir e florescer apesar das provações e dificuldades da vida. Talvez seja irônico que Nick e Charlie tenham passado a representar isso na minha própria vida. Eles me trouxeram alegria. Me deram propósito. Me deram tudo, na verdade. E sou muito grata por cada momento que passei com eles.
Heartstopper é profundamente especial para mim. O que torna extremamente difícil dizer adeus.
Mas é hora. Eu sempre soube que o momento em que Nick fosse para a universidade seria o ponto final da história. E, apesar de estar triste por me despedir desses personagens, estou muito, muito orgulhosa e feliz por ter chegado até o fim e concluído a história exatamente da forma que eu queria.
Qualquer criador de webcomic pode te dizer que fazer um webcomic exige uma grande quantidade de determinação e resistência. Desenhar uma página quase todos os dias durante os últimos dez anos exigiu muitos sacrifícios e muita energia. Mas cada momento valeu a pena. E agora que está completo, a história de Nick e Charlie pode ser vivida do começo ao fim, para sempre.
Eu não teria chegado até aqui sozinha. Desde o início, os leitores de Heartstopper ofereceram tanto apoio, amor, senso de comunidade, conversas e entusiasmo. Saber que existem pessoas por aí que amam esses personagens tanto quanto eu me deu forças para continuar. Também tive o apoio de muitos colegas, amigos e familiares, que ajudaram de diferentes maneiras ao longo dessa década. Muito, muito obrigada a todos que estiveram presentes nessa jornada.
Eu não faço ideia do que vou criar a seguir. Por agora, vou tirar uma pausa. E sei que Nick e Charlie não vão simplesmente desaparecer. Acredito que sempre voltarei a desenhá-los e escrever sobre eles, provavelmente de formas menores, pelo resto da minha vida, enquanto meu corpo permitir.
Nick e Charlie estarão para sempre no meu coração, de mãos dadas em alguma praia.
Obrigada a todos.
Com muito amor,
Alice x
fico super triste quando a rotina da vida adulta me engole ao ponto de não sobrar espaço pra fazer as coisas que eu amo, e mesmo quando sobra, o cansaco mental e físico é tanto que a única coino que o corpo pede é silêncio e cama
sem estômago pra aguentar o papo barato de mês da mulher esse ano quando tudo que a gente vê desde o momento que acorda ate ir dormir eh noticia de mulher sendo violentada agredida e morta e tendo a certeza que a impunidade eh a unica coisa que prevalece
@erradissima_95@Amorimmkk Eu lendo isso estando comendo leite em pó todo dia.. e dizendo que o gosto da coca é o mesmo kkkk
Mas eu também sinto os temperos que determinada comida levam.. então talvez seja só metade que foi embora kkkk
A demissão de Filipe Luís é apenas o reflexo do que o Flamengo se tornou ao longo dos anos: prepotente, arrogante e inserido em uma realidade paralela.
Não é de hoje que o clube se enxerga como algo acima de tudo e de todos. Antes, porém, a fragilidade financeira fazia com que essa postura soasse quase folclórica.
À medida que a situação econômica melhorou, a diretoria passou a implementar um modelo de gestão que tornou palpável a prepotência e a megalomania que sempre estiveram no DNA rubro-negro.
As gestões de Bandeira de Mello, Landim e Bap elitizaram o Maracanã e, com isso, enfraqueceram uma das maiores forças do Flamengo: a arquibancada. Vi diversos jogos em que a torcida literalmente ganhou o jogo — e não é exagero. Estive presente em vários deles e testemunhei como o time respondia ao que vinha das arquibancadas.
Hoje, parte do público vai ao estádio como quem compra ingresso para o Tardezinha: o foco parece ser tirar foto para o Instagram e, obrigatoriamente, assistir a uma vitória. Se ela não vem, há quem não se importe tanto — e há quem se revolte por não receber o “espetáculo” compatível com o valor pago. Não existe o “vamos apoiar”, somente o “eu quero receber o que comprei”.
A diretoria alimentou na torcida a ilusão de que o Flamengo TEM que vencer todos adversários e conquistar todos os títulos, e que qualquer resultado diferente disso representa um fracasso retumbante. É coincidência que nenhum treinador pareça ser bom o suficiente para o clube? Dorival foi demitido após ser multicampeão, e agora o mesmo acontece com Filipe Luís.
O Flamengo acabou se tornando refém do próprio sucesso financeiro, pois ele potencializou justamente o que há de pior em seu DNA: prepotência, arrogância e megalomania.
A interpretação de texto claramente não é o forte de muita gente por aqui. Falta repertório, falta leitura de contexto e, principalmente, falta entender sarcasmo. Eu sei muito bem o que é isso.
Tem gente criticando Lady Gaga pela participação no espetáculo do Bad Bunny, e fica evidente que não entenderam absolutamente nada do que estava acontecendo ali.
Latinos sempre são chamados para cantar em festas, premiações e eventos americanos. Em casamentos e festas de empresas, inclusive, são tratados muitas vezes como distração, como entretenimento de fundo, quase um adereço cultural para animar o ambiente, não como artistas completos, não como protagonistas, mas como “atração”. É assim que o sistema funciona: latinos como espetáculo conveniente, americanos como centro.
E é justamente por isso que aquela cena é sarcástica e política. Ali, os papéis foram invertidos. Pela primeira vez, uma artista americana ocupando o lugar de atração para um público latino, não como centro, não como dona do palco, mas como parte do espetáculo conduzido por eles.
Quem leu aquilo como “submissão”, “humilhação” ou “falta de noção” só confirmou o ponto, quando o privilégio muda de lugar, muita gente se incomoda. Especialmente quem nunca aprendeu a ler nada além do óbvio.