Criaram a fantasia de que “bandido é petista” porque a esquerda defende direitos humanos e é contra a tortura e a execução sumária de pessoas.
Só que o MUNDO REAL atrapalha essa propaganda da direita.
No Rio, ABSOLUTAMENTE TODOS os deputados presos por envolvimento com o crime organizado eram de direita. Guilherme de Pádua era bolsonarista. Os irmãos Cravinhos apoiam a extrema direita. Eu poderia citar vários outros que cometeram crimes atrozes e odeiam a esquerda.
A realidade é que muita liderança da direita se esconde atrás do discurso de “combate ao crime” e da defesa da violência policial enquanto comete seus próprios crimes à vontade.
A Lava Jato investigou até o tablet do neto do Lula e não achou nada de ilegal. Têm áudios do Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro para o Vorcaro e nem investigação foi aberta. Entendeu como a direita é blindada?
Pela primeira vez em décadas, o Brasil rebaixou a relação diplomática com a Argentina, e seria um erro ler o episódio como mais um capítulo do bate-boca pessoal entre Lula e Javier Milei. Na terça-feira, 4 de agosto de 2026, o Itamaraty decidiu manter o embaixador Julio Bitelli em Brasília e conduzir a relação com Buenos Aires por meio de um encarregado de negócios, o degrau mais baixo de uma representação antes de uma ruptura formal. A nota de protesto foi entregue diretamente ao embaixador argentino Daniel Raimondi, que retornou ao seu país. É a crise mais séria entre os dois vizinhos em muito tempo, e ela diz mais sobre o tabuleiro de 2026 do que sobre o temperamento de Milei.
O estopim está claro. Em julho, Milei veio a São Paulo discursar na convenção que lançou a candidatura de Flávio Bolsonaro e, em solo brasileiro, chamou Lula de ladrão, corrupto e lixo socialista, além de atacar o ministro Alexandre de Moraes. Um chefe de Estado estrangeiro usou uma visita ao país para hostilizar o presidente da República, o Judiciário e as instituições democráticas de quem o recebia. Rebaixar a representação é a forma que a diplomacia encontrou de sinalizar descontentamento máximo sem romper relações: a embaixada continua funcionando, mas perde densidade política, e o recado de que Brasília não normalizará o trato enquanto os insultos persistirem fica registrado.
O que impressiona é a calibragem da resposta. Lula rompe no plano político e preserva o econômico, porque a interdependência entre as duas maiores economias do Cone Sul não cabe numa bravata. A Argentina é o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, com mais de 30 bilhões de dólares trocados no último ano, e o mercado brasileiro segue como o principal destino das exportações argentinas. O gesto atinge a relação de governo e blinda a relação de Estado, exatamente a assimetria que uma potência regional responsável precisa manejar quando provocada.
Só que o jogo é maior que Milei. Os ataques do argentino se articulam com o tarifaço de 50% que Trump impôs ao Brasil em 2025, atrelado explicitamente ao julgamento de Bolsonaro, e ambos operam como correia de transmissão de uma internacional reacionária que vai do CPAC ao ecossistema MAGA. Nesse desenho, o Brasil é tratado como peça central de um tabuleiro hemisférico, e há uma inversão de papéis que a manchete apaga: quem defende as regras democráticas e a soberania do próprio processo eleitoral é Brasília, enquanto as potências que se dizem guardiãs da democracia recorrem ao insulto e à chantagem comercial.
Vale lembrar, por fim, que a ofensiva contra Lula também é cortina de fumaça doméstica. A pesquisa Zuban Córdoba de agosto aponta 65% de desaprovação a Milei e 61,9% dos argentinos favoráveis a uma mudança de governo em 2027, num quadro de recessão e escândalos de corrupção. Com a direita governando a maior parte da América do Sul, pressionar o Brasil é tentar fechar o cerco sobre o último grande governo progressista da região. O que está de fato sob ataque é a autonomia da política externa brasileira e o protagonismo do país nos BRICS e no Sul Global, justamente o que faz do Brasil um obstáculo ao alinhamento automático a Washington rumo a 2026.
#Argentina #Milei #Brasil #RelaçõesInternacionais
@agustinromm Não faz sentigo. Se a Argentina é fraca, quem vai comprar nossas mercadorias? Pra onde vamos viajar para turistar?
Nos interessa uma Argentina rica. Não nos interessa uma Argentina racista e fodida como com Milei.
@maquialifraco Depende. Vc chama o amiguinho de macaquito? Se chama, vc é racista e eu quero que vc se foda. Se vc não chama o amiguinho de macaquito nem compactua com essa merda do teu país, não se preocupe, as tochas não eram para os argentinos de bem.
@BCemFuria Penso o mesmo. E digo mais. Lula faz seu sucessor em 2030.
A direita só tem alguma chance a partir de 34. Espero que até lá, a gente já tenha o hexa.
@jduarterolon Depois perguntam pq o mundo chama a Argentina de racista. Olha o discurso do cara. Olha a centralidade que o racismo tem na hipótese/narrativa política do cara.
@HeglerHenri Não acredito em vitória da direita em 26. A briga vai ser boa em 30, mas observo uma tendência a Lula fazer um sucessor. Mas acho que que sem Lula, a esquerda perde em 34... Daí até a esquerda ganhar de novo, bote uns 30 anos.
@HeglerHenri Rapaz, Lula ganhou de todas desde de 2002. Só perdeu 18 pq tava preso. Tenho minhas dúvidas se a direita conseguiria ganhar mesmo sem os Bolsonaro. Acho que só conseguem no pós-Lula, a partir de 2030. E olhe lá... Se Lula elegeu e reelegeu Dilma, também consegueria eleger Haddad.
@MatiLara14@LulaOficial E que não se preocupe. Lula é experimentado o suficiente para não aplicar retaliações que prejudiquem a economia e o povo argentino, pois entendemos que qualquer prejuízo à Argentina implica prejuízo ao próprio Brasil e à comunidade Latino Americana de nações.