P/ quem está chegando:
Não sou Gp. Não respondo dm.
São bem vindos os capazes d apreciar corpos humanos não como objeto d desejo, mas como forma d expressão artística. Meu corpo é minha arte, através das fotos me expresso. A poesia é a cereja do bolo.
Your options being:
Man who wants you to be his mom.
Man who wants you to be his sex doll.
Man who wants you to be his maid.
Man who wants you to be his mommy, sex doll, maid all in one.
Man who seems weirdly into your particular ethnic background.
All of whom are broke.
In honor of Mother’s Day, a reminder that not all women CAN or WANT to have babies.
Peak feminism is understanding a woman’s worth isn’t tied to childbirth.
Peak feminism is respecting women whether they raise kids, careers, dogs, or hell.
Peak feminism is supporting mothers without acting like motherhood is mandatory.
The most radical thing a woman can do is choose happiness over expectations.
A Rita Lee, nos anos 70, falava de sexo, droga e hipocrisia da igreja no meio de uma ditadura militar católica. A Leila Diniz deu entrevista grávida falando palavrão e dizendo que gostava de transar, e o escândalo foi tão grande que criaram uma lei de censura depois dela. Sério. A Elza Soares, mulher preta e pobre, que sobreviveu a coisa que ninguém deveria sobreviver, teve a coragem de ser geniosa num país que queria ela só agradecendo. A Cássia Eller era lésbica, mãe e roqueira, e não pediu desculpa por nenhuma das três coisas. A Bethânia é intensa, fechada, mística, e nunca topou bancar a divinha simpática que iam querer.
E tem uma coisa que sempre se repete. Enquanto a mulher tá viva e tomando espaço, ela é insuportável. Aí ela morre, ou fica velha a ponto de não assustar mais ninguém, e de repente vira ícone, vira gênia, vira “ah, ela tava à frente do tempo”. Aconteceu com a Leila, com a Elza, com a Rita. Tá começando a acontecer com a Bethânia e com a Gal.
Só de sacar isso já muda muita coisa. Da próxima vez que te falarem que fulana é insuportável, barraqueira, doida, faz três perguntas: o que ela fez, afinal? Se fosse homem, chamariam ele assim? E quem ganha com eu odiar essa mulher?
Quase sempre o castelinho cai nessas três. O que sobra do “ela é insuportável” geralmente é “ela falou uma verdade que mexeu com gente importante” ou “ela ocupou um lugar que não era pra ser dela”.
A parte boa é que tá ficando mais rápido. A internet, com todos os perrengues dela, também ajudou nessa reavaliação. A Rita já foi sendo reabilitada ainda em vida. A Ana Paula, que saiu do BBB 16 carimbada como barraqueira, voltou no BBB 26 num país um pouco mais pronto pra ouvir ela. Pouco mais. Não muito.
E aí sobra a pergunta chata, que toda mulher precisa se fazer uma hora: quantas mulheres me ensinaram a odiar antes de eu ter idade pra decidir nada? E o que muda na minha vida no dia que eu paro de odiar elas e percebo que o problema nunca foi elas, era tudo armação?