@_RaiMonteiro@gCaraxes Aproveitamento dos últimos técnicos é parecido. Vários deles tem um momento bom, depois cai e também não sou grande fã do trabalho do Crespo. Mas a vida dele é bem difícil.
As redes sociais pioraram o ambiente no futebol, talvez em tudo, mas vou focar no futebol. A pressão é diária, não acaba nunca, falas agressivas pra engajar, mensagens para familiares de jogadores e técnicos. Quem tem dinheiro e carreira consolidada não precisa passar por isso.
@luis_hansen Incrível como tem um mercado fechado tanto na série A quanto na B. Enderson faz parte do mercado da B. Aparece na A quando está em um time que sobe e desce. Na A pode reparar que os brasileiros que rodam nos grandes hoje são os mesmos, são 7 sempre nos últimos anos.
Aproveitando que a participação dos brasileiros na Copa do Mundo chegou ao fim (e foi excelente), vamos pisar em alguns calos.
Certas discussões são infantilizadas e/ou interditadas por aqui durante esses períodos.
Como se fosse necessário brigar para convencer alguém de que o calendário brasileiro tem sérios problemas. Todos sabem que se joga mais aqui do que em qualquer outro grande centro. É fato.
Nem por isso é preciso usar um número absoluto de jogos em 12 meses para ignorar os diferentes estágios de temporada (uma está no 7º mês pós-férias e a outra no 12º). O levantamento é relevante, mas não um argumento definitivo.
Qualquer olhar ou recorte evidenciaria o desgaste da maratona do futebol brasileiro. Nem por isso é preciso anular o contexto do outro lado.
O mesmo vale para as reações raivosas a qualquer um que aponte impactos do torneio no calendário ou diferentes abordagens e perspectivas pelo mundo.
Por último, a já tradicional patrulha do "tá vendo como eles ligam?". Como se o próprio Brasil não tivesse exemplos de que vitórias em torneios que não são prioridades também podem (e devem) ser comemoradas (vide estaduais, para citar um caso extremo). Não é difícil entender que é possível levar muito a sério sem ser o maior objetivo ou sonho.
São muitos debates paralelos e necessários, cada um dentro de suas realidades e problemas. Abraçar a competição e os representantes brasileiros não precisa ser carta branca para distorcer ou cegar em nome de uma torcida ou do "nós contra eles".