Sou professor de Direito Processual Penal há 40 anos. Fui promotor do tribunal do júri no Rio de Janeiro por cerca de 20 anos.
Nunca havia visto uma barbaridade dessas.
“Misoginia” e “cultura patriarcal”: argumentos usados para perdoar uma mãe que mata o próprio filho.
É a justiça transformada em militância identitária.
Que nojo! 🤢
@RadioGenoa There's no way to fix this without bloodshed and violence. And there's no politician in the whole island willing to convince their countryman of that. It's over for britain.
The West has created an utterly evil state religion where an accusation of “racism” is the gravest offense that can be committed, even worse than rape or murder!
So if police show up at a crime scene and a British boy is bleeding out and an immigrant says the British boy is racist the cops will cuff the dying British boy.
O Brasil consome 5.8 bilhões de litros de diesel por mês.
Este subsídio terá um custo de R$ 6.5 bilhões por mês. Até dezembro serão R$ 45.5 bilhões.
O Governo anunciou, esta semana, bloqueio de R$ 22,1 bilhões do orçamento, maiores afetados são Educação, Defesa e Cidades.
Here’s how Polish fans celebrate their club’s victory.
Before leaving the square, they cleaned up after themselves. No one was beaten up or raped.
Be Like Poland.
Dou aula de Sociologia há tempo suficiente para citar trechos de Foucault de cor, e ainda assim travo a porta do carro quando o sinal fecha no lugar errado. Não moro onde o crime manda. Moro num apartamento de classe média alta, num bairro onde o medo é abstrato o bastante para render teses bonitas sobre soberania brasileira. Digo isto antes de qualquer coisa, porque a indignação que vou criticar é também a minha, e ela sai mais barata de onde eu falo.
A nota do governo separa duas coisas: o terror que busca lucro e o terror que busca ideia. Facção entra na primeira gaveta –tráfico, arma, dinheiro— e por isso não seria terrorismo de verdade, só crime grande. Crime organizado. Terrorismo? Nunca.
A distinção é limpa. É falsa. É estúpida.
Quem controla quem entra e sai de uma rua governa aquela rua. Decide o toque de recolher, cobra imposto, executa sentença. Manda. Ou seja, tem poder político. Faz, em escala de quarteirão, o que o Estado faz em escala de país. Chamar isso de mero "comércio" é a parte conveniente da nota.
Santo Agostinho já tinha dito isso, com menos pudor: removida a justiça, reino é quadrilha que deu certo --e quadrilha é reino que não deu.
A esquerda, de todos, deveria ser a última a comprá-la: foi ela que passou um século ensinando que economia e política são a mesma carne, que não existe lucro inocente de mando. Marx não precisava de bandeira para enxergar dominação no bolso da burguesia. Por que, justo agora, o dinheiro passou a provar inocência política?
Dirão que facção não tem projeto de país, só caixa –e é verdade, em parte. Só que projeto de país é luxo de quem já tem o Estado garantido. Quem manda num beco não precisa de utopia; precisa do beco.
O que, de fato, agride não é o erro conceitual. É o tom. Esse sim mais preocupado com politicagem ideológica.
A mesma classe intelectual que fareja autoritarismo em cada relação intersubjetiva descobriu, de repente, um apreço comovente pela palavra "soberania". Aqui, declamada do palacete, do apartamento bem ventilado, sobre um país onde a soberania do Estado termina na entrada de centenas de comunidades. Indignar-se com o vocabulário é confortável. Custa uma coluna e o moralismo seletivo.
Eu também me indigno barato, e sei disso. Falo de Bourdieu numa sala de aula segura com no máximo alunos sonolentos e volto para casa por esquinas que escolho com cuidado. Só não consigo dizer "Brasil soberano" em voz alta sem antes lembrar que, enquanto eu escrevia esta frase, um desconhecido levou um tiro por um celular, e ninguém ali estava interessado na minha definição de terrorismo.
I want to be really clear in my response. I am not going to retract anything, I stand by every single word. Labour are calling for me to apologise. The answer is no.
Industrial rape across almost every town and city in Britain.
Sexual torture. Murder. Endless rape.
I sat there for two weeks, listening to these girls.
I heard how one girl was raped by a dog, as Muslim men bet on what the animal would do.
Girls drugged and locked in cages, like rats.
Another, raped by 700 men over three years.
Dozens and dozens of these stories through our inquiry, and we are barely scratching the surface.
This was allowed to happen EXACTLY because politicians were cowards, refusing to discuss it.
I will not make that same mistake. I said what I said, and I meant it.
The Labour Party have blood on their hands, yet they think they can demand an apology from me for highlighting the systemic evil they allowed to infect our entire country?
They can piss off.
I am angry about it. Furious. When you hear directly from these girls about what they have been through, it changes the way you see politics. Forever.
Our report will be out very soon.
When that happens, I don’t want any apologies from the Labour Party. I don’t care about that.
I want to see those politicians responsible for covering up this atrocity behind bars for what they have done to these girls.
These Brazil-based violent criminal organizations pose a grave security threat not only to the Brazilian people but to all the people of the Western Hemisphere, including the US. Under @POTUS@realDonaldTrump and @SecRubio, we take this threat very seriously and are committed to fighting and destroying these organizations. 🇺🇸🤝🇧🇷
O argumento de que a designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos “ameaça a soberania brasileira” inverte completamente o problema.
A ameaça à soberania brasileira não vem dos EUA reconhecer a realidade. A ameaça à soberania brasileira vem de facções criminosas que controlam territórios, impõem regras paralelas, aterrorizam populações civis, corrompem agentes públicos, lavam bilhões, traficam drogas e armas através de fronteiras e projetam sua atuação para além do Brasil.
Soberania é a capacidade efetiva do Estado de controlar seu território, proteger sua população e impedir que organizações criminosas substituam o poder público.
O argumento de que PCC e CV não poderiam ser tratados como organizações terroristas porque “não têm bandeira política” é juridicamente estreito e empiricamente ingênuo. Essas organizações talvez não publiquem manifestos ideológicos como grupos revolucionários clássicos. Mas exercem poder político no sentido mais concreto possível porque controlam comunidades, intimidam autoridades, influenciam eleições, paralisam cidades, impõem toque de recolher, ordenam ataques contra agentes públicos e usam violência sistemática contra civis para preservar domínio territorial e econômico.
A designação americana não transforma o Brasil em alvo. Ela mira organizações criminosas específicas que representam ameaça transnacional. Também não autoriza automaticamente intervenção militar em território brasileiro. Esse espantalho serve mais para criar pânico político do que para explicar o direito aplicável. O efeito concreto da designação é ampliar ferramentas contra financiamento, logística, facilitadores, lavagem de dinheiro, movimentação internacional, apoio material e redes de suporte. Ou seja onde essas facções são mais vulneráveis.
Também é curioso ouvir preocupações abstratas com soberania quando as principais vítimas da perda de soberania são os brasileiros que vivem sob domínio criminoso. Para a mãe que não pode sair de casa porque uma facção decretou toque de recolher, para o comerciante extorquido, para a família atingida por guerra territorial, para o policial assassinado e para a comunidade abandonada à governança criminal, a soberania brasileira já foi violada há muito tempo — não por uma designação americana, mas pelo poder armado das facções.
A pergunta correta é por que o Estado brasileiro permitiu que essas organizações crescessem a ponto de se tornarem uma ameaça hemisférica. Se o Brasil tivesse desmantelado sua infraestrutura financeira, contido sua expansão internacional, protegido suas fronteiras, impedido sua infiltração institucional e recuperado os territórios dominados por facções, talvez EUA não tivesse sentido necessidade de agir.
Isso não é uma medida anti-Brasil. É uma medida contra o PCC e o Comando Vermelho. O verdadeiro ato pró-Brasil é reconhecer que o povo brasileiro é a primeira e maior vítima dessas organizações e que a cooperação internacional contra elas deve ser bem-vinda, não tratada como ofensa nacional.
O Brasil deveria responder não com indignação performática, mas com cooperação, inteligência financeira, extradições, bloqueio de ativos, repressão à lavagem de dinheiro e uma estratégia nacional séria para recuperar territórios dominados pelo crime organizado.
A soberania brasileira não será protegida defendendo a sensibilidade diplomática de facções criminosas. Será protegida destruindo o poder delas.
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@Guedes_Cgm@paty15paty15 O dia em que você enfrentar o sistema, der discursos, palestras, entrevistas, escrever livros contra ele durante o regime estando em solo nacional, perder seu emprego, passaporte, contas bancárias, sair do Brasil por causa disso, aí aceitarei seus conselhos sobre omissão.
Vocês lembram do juiz de Jales que condenou um casal a 50 dias de prisão por fazer homeschooling — ou seja, por ensinar as filhas em casa?
Na sentença, o juiz citou a rejeição de uma adolescente ao funk como “sinal de preconceito”. A investigação descobrou que mesmo juiz curtiu o Réveillon ao som de Anitta meses antes.
O problema não é o que ele ouve. É usar o gosto musical de uma adolescente — que rejeita funk e prefere música cristã — como fundamento numa condenação criminal. O critério, ao que parece, é muito mais sobre gosto pessoal do que jurídico.
O juiz afirmou que havia citado “funk” apenas uma vez na sentença, classificou as críticas como difamação, ameaça e até homofobia, e alertou que quem divulgasse informações do processo sigiloso poderia estar cometendo crime. Só que, no story seguinte, o próprio juiz divulgou um trecho da sentença para tentar se defender.
Hoje, Junior da Luz Miranda — cujo nome anterior era Eliel — responde a diversos procedimentos disciplinares simultâneos no CNJ e na Corregedoria do TJSP.
Reportagem completa em @a_investigacao_: https://t.co/r7ACdlJtb2