Dezoito de setembro de 2019, Beira Rio, cinquenta e um minutos do segundo tempo. O 1x1 no placar deixava o Internacional a um gol salvador da disputa de pênaltis. De repente, onde pulsava uma arquibancada vermelha se instalou um silêncio sepulcral. Ali jazia toda e qualquer chance de reação do Colorado. Na ponta esquerda, Marcelo Cirino recebeu de Bruno Guimarães e protegeu a bola com o corpo, atraindo a marcação dupla de Edenílson e Rafael Sóbis. Parecia uma despretensiosa estratégia de controle do relógio numa zona morta… até que, de costas, com um único toque na bola, o camisa 10 rubro-negro deixou os dois (muito) para trás. Incrédulos, atônitos, eles nem tentaram reagir. Como se alcança um furacão? Ainda daria tempo de deixar também Rodrigo Lindoso na saudade antes de servir Rony e ver a bola morrer no fundo da rede. O gol entrou para a história, mas foi a caneta de Marcelo Cirino que deu a letra para o título inédito do @AthleticoPR. Quatro duelos para a eternidade: em dois deles, o Athletico demonstrou a força da Baixada; em outros dois, não só fez cair mas demoliu, com requintes de crueldade, a casa de dois gigantes do futebol brasileiro — e fez a tarefa parecer tão simples quanto um sopro. O Fortaleza demorou mas ferveu no caldeirão nas oitavas; o Grêmio viu o sonho do hexa ruir após a remontada e a defesa brilhante de Santos nos pênaltis. O Inter e o Beira Rio testemunharam, na derradeira batalha, a mesma hecatombe que acometeu o então tricampeão Flamengo e seu Maracanazo nas quartas de final. Athletico, Athletico, conhecemos teu valor… no peito ostentando tua faixa de campeão!
📷 Roberto Vinicius/Agafoto/Gazeta Press, Pedro H.Tesch/Agif/Gazetta Press, Adilson Germann/Fatopress/Gazeta Press e Miguel Locatelli/Athletico
Old joke about agnostic technologists building artificial super intelligence to find out if there’s a God.
They finally finish & ask the question.
AI replies: “There is now, mfs!!”