Ser imigrante às vezes me faz ter algumas epifanias. Uma delas foi perceber como o Brasil é uma sociedade aberta ao mundo: em geral, tolerante do diferente e cosmopolita.
Somos o país que antes recebeu japoneses, ucranianos, sírios. Que hoje recebe cubanos, venezuelanos, argentinos e haitianos. Somos o país com mais italianos fora da Itália e com mais libaneses que o Líbano.
Somos o país em que os presidentes são Rouseff (búlgaro), Temer (libanês), Bolsonaro (italiano), Kubitschek (polonês). Somos o país em que judeus e árabes prosperaram, por vezes na mesma rua.
Somos o país com uma das melhores leis da imigração do mundo, adotadas pelo Chanceler Aloísio Nunes: receptiva, humanitária, aberta e que entende que a imigração é um vetor de crescimento econômico e social.
Somos o país que sorri quando um estrangeiro fala duas palavras em português. Somos o país que tem um mercado de YouTubers estrangeiros cuja identidade é viver e amar o Brasil. Somos o país que quer que você, que ama o Brasil, seja brasileiro, independentemente de onde você tenha nascido.
Espero que nunca o Brasil se perca no vírus mental do nacionalismo étnico, em busca de um povo uniforme que não tem nada a ver com a gente.
sou muito caipira msm toda hora q escuto alguém falando português aq em nova york sinto um instinto d querer cumprimentar a pessoa e perguntar d onde ela é