SURPRESA ELEITORAL NOVAMENTE PRESENTE DO RS: ZUCCO CAMINHA PARA VITÓRIA; DIREITA DEVE ELEGER OS DOIS SENADORES
A surpresa eleitoral deve ocorrer novamente no RS. A expressiva arrancada de Luciano Zucco (PL), chegando aos 52% dos votos válidos na Quaest de hoje, indica uma definição da disputa ao Palácio Piratini em primeiro turno. Avanços desta magnitude, na reta final, são praticamente irreversíveis.
A força demonstrada por Zucco tende a levar à direita a eleger os dois senadores – Marcel Van Hattem (PL) e Sanderon (PL). Como uma parcela importante do eleitorado define o voto ao Senado no dia da eleição – e não sabe que votará dois senadores – Zucco deve alavancar Van Hattem e Sanderson rumo a vitória ao Senado.
Vale observar que Zucco tem 39% das intenções de voto no primeiro turno. Marcel Van Hattem e Sanderson somam 29%. Juliana Brizola (PDT) tem 25%, mesmo percentual da Manuela D’Ávila (PSOL) e Paulo Pimenta (PT) somados. Gabriel Souza (MDB) figura com 9% das intenções de voto, praticamente o mesmo de Germano Rigotto (MDB) e Frederico Antunes (PSD) somados (8%). Ou seja, Van Hattem e Sanderson tendem a crescer puxados pela “onda" da direita que se desenha em todo país.
Caso Zucco não vença em primeiro turno, ficará muito próximo da vitória e entrará como favorito no segundo turno, alvo similar ao que ocorreu com Sebastião Melo (MDB) na eleição de 2024 em Porto Alegre. Embora tenhamos essa indefinição sobre um ou dois turnos, a tendência é a vitória de Zucco neste domingo (4).
A direita, após a vitória de Jair Soares, em 1982, caminha para retornar ao Palácio Piratini.
Das disputas majoritárias, a eleição ao Senado é a que mais pode gerar surpresas.
A Quaest aponta que 45% dos eleitores não sabem ou erram a resposta sobre a quantidade de votos para o Senado nesta eleição.
Além disso, 59% dizem ter mais interesse, primeiramente, pelo cargo de presidente;
39% pensam, em segundo lugar, no cargo de governador; e
24% prestam mais atenção, em terceiro lugar, no cargo de senador
Participei hoje (28) do programa Guaíba Revista, na Rádio Guaíba, comentando o cenário eleitoral no país e Rio Grande do Sul na reta final da campanha. A entrevista começa no minuto 1:20:35
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Comparativo intenção de voto para governador RS (Quest/Set2026) x votos votais 1º turno de 2022
Luciano Zucco (PL) registra 29% das intenções de voto no primeiro turno, desempenho similar ao de Onyx Lorenzoni (PL) em 2022 quando consideramos os votos totais (27,75%)
Juliana Brizola (PDT) atinge 23%, percentual um pouco maior que os votos totais de Edegar Pretto (PT) em 2022 (19,81%)
Gabriel Souza (MDB) figura com 10%, abaixo do obtido por Eduardo Leite (PSD) em 2022 quando se considera os votos totais (19,84%)
Pesquisa Quaest no RS fortalece a tendência de segundo turno entre Zucco e Juliana. A concentração de votos neles subiu de 43% para 52% em relação a agosto.
Mesmo com elevado índice de indecisos na estimulada (25%) e espontânea (61%), o histórico de elevada abstenção no RS (em torno de 20%) somado ao desinteresse do eleitor e a polarização entre Zucco e Juliana desde o início da campanha limita a possibilidade de surpresas eleitorais.
Gabriel Souza permanece com baixa intenção de voto (10%), mesmo com a expressiva melhora da aprovação do governador Eduardo Leite, que atingiu 52%. Nota-se que Gabriel não consegue converter o prestígio de Leite em votos a seu favor.
Apesar das variações nas pesquisas terem ocorrido dentro da margem de erro, o cenário é favorável a Zucco, que ampliou sua vantagem sobre Juliana na espontânea (20% a 10%); estimulada (26% a 23% em agosto para 29% a 23% em setembro); e na simulação de segundo turno (40% a 34%; em agosto, a vantagem numérica era de Juliana: 36% a 33%). Além disso, Zucco tem rejeição mais baixa que a de Juliana (23% a 35%).
RS pode ter novamente surpresa eleitoral na disputa ao Palácio Piratini?
Não existe eleição ganha ou perdida na véspera. Um exemplo são os pleitos ao governo do RS, onde a ocorrência das chamadas surpresas eleitorais é uma marca dos últimos 20 anos (2002 a 2022).
Diante disso, o que esperar da eleição de 4 de outubro? Embora mudanças de última hora não devam ser descartadas, principalmente porque uma parcela do eleitorado está definindo seu voto cada vez mais tarde, neste ano, a possibilidade de mudanças é improvável pelos seguintes aspectos:
1) Luciano Zucco (PL) e Juliana Brizola (PDT) polarizam a disputa ao Palácio Piratini nas pesquisas dos mais diferentes institutos sem uma aproximação significativa de Gabriel Souza (MDB) ou Marcelo Maranata (PSDB);
2) As surpresas eleitorais, quando ocorreram, foram registradas por candidatos que não eram governo – Rigotto (2002), Yeda (2006), Tarso (2010), Sartori (2014), Leite (2018) e Edegar Pretto (2022);
3) O RS tem tradição de alternância de poder – somente Eduardo Leite conseguiu quebrar essa tradição em uma circunstância muito específica;
4) Zucco tem uma intenção de voto sólida, além de ter conseguido unir a direita. Juliana, por sua vez, aglutinou a esquerda. Em 2022, por exemplo, a fragmentação da esquerda foi um dos motivos que ajudou Leite a não ser ultrapassado por Edegar Pretto no primeiro turno;
Diante disso, uma mudança no cenário de hoje – segundo turno entre Zucco e Juliana – dependeria da combinação das seguintes variáveis:
1) O surgimento de um fato novo de grande relevância;
2) Desempenho desastroso de Zucco ou Juliana nos debates finais da campanha;
3) O eventual movimento brusco de voto útil em direção a algum (a) candidato (a); e
4) Uma elevada abstenção em um segmento específico do eleitorado que venha a atingir negativamente alguma das candidaturas
Eleição presidencial será voto a voto já no primeiro turno. Na Quaest, a distância entre Lula e Flávio, que era de 8 pontos em 2 de setembro, caiu para apenas 4 pontos na rodada de hoje, ou seja, empate técnico. Quem terminar o primeiro turno na frente (Lula ou Flávio), será por uma estreita margem de votos.
Debate Record Guaíba foi marcado por uma disputa da agenda de mudança entre Luciano Zucco (PL) e Juliana Brizola (PDT). Embora a “aliança tática” entre eles permaneça, isolando Gabriel Souza (MDB), o contraste tem ficado mais nítido na reta final da campanha.
Zucco começa a trazer o debate nacional para o Estado, vinculando Lula e o PT a Juliana. Sabendo que essa é uma vulnerabilidade de sua candidatura, Juliana aposta na narrativa da união para “escapar” do debate ideológico.
Gabriel buscou se diferenciar de seus principais adversários “colando” neles o rótulo da “aventura”. Gabriel tenta amenizar o desgaste do governo estadual dizendo que, se eleito, manterá o que está bom e avançará no que precisa ser mudado”.
Embora não tenha tido um claro vencedor (a) no debate, a dinâmica favoreceu Zucco e Juliana, que mostram suas estratégias para o possível segundo turno. Luciano Zucco colará o PT e Lula na candidata do PDT. Juliana apostará na desideologização do debate, tentando desconstruir a imagem que Zucco está conseguindo construir no primeiro turno.
A insatisfação manifestada pelo PT gaúcho sobre a baixa participação de Lula e Edegar Pretto na campanha de Juliana Brizola (PDT) é um erro estratégico. Lula e Edegar agregam pouco no desafio de Juliana de crescer ao centro, pois a candidata pedetista já conta com o voto de esquerda. Além disso, nesta eleição, o PT gaúcho é coadjuvante e não protagonista. Quem agradece a exposição pública das divergências internas na chapa PDT e PT é Luciano Zucco (PL), que está em vantagem, tem uma vaga bem encaminhada no segundo turno e é o grande interessado em que o vínculo do PT com Juliana seja exposto. Gabriel Souza (MDB) também pode se beneficiar, já que tem explorado a aliança de Juliana com o PT com objetivo de atrair eleitores que aprovam o governo Eduardo Leite (PSD), mas declaram voto em Juliana.
Há 72 anos o Estádio Olímpico abriu seus portões pela primeira vez 🇪🇪💙 Diante de 38 mil Tricolores, vencemos o amistoso de inauguração diante do Nacional-URU por 2 a 0. Esta seria a primeira de tantas alegrias que fizeram do Olímpico um dos lugares mais especiais da nossa história.
O Olímpico nunca foi apenas um estádio.
Foi casa. Foi palco. Foi memória. Foi Grêmio por décadas!
Lula e Flávio mais próximos no primeiro turno
Não deve ser menosprezada a aproximação entre Lula e Flávio Bolsonaro no primeiro turno.
A distância de Lula para Flávio caiu de 8 para 5 pontos em setembro na Quaest. Esse mesmo movimento ocorreu no Datafolha: a distância de Lula para Flávio baixou de 5 para 3 pontos.
Uma eventual ultrapassagem de Flávio sobre Lula na reta final do primeiro turno não deve ser descartada, pois:
1) Flávio, Caiado, Renan e Zema, candidatos de direita, tem mais intenção de voto que Lula no primeiro turno nos dois institutos;
2) A abstenção é adversa ao presidente; e
3) O voto útil costuma ocorrer na reta final
Concedi hoje (17) entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba, sobre o impacto da crise do STF na eleição presidencial. A entrevista começa no minuto 1:25:15
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BEM-VINDO! 🇪🇪🧞♂️ De volta ao Imortal, Renato Portaluppi é o treinador que mais vezes dirigiu o Clube na história. O ídolo conquistou 10 títulos como o comandante Tricolor, dentre eles: Copa do Brasil, Libertadores, Recopa Sul-Americana e 5 Campeonatos Gaúchos. Esta será a sua quinta passagem pelo Grêmio.
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