Tudo mudou quando entendi que ninguém me deve nada. Não me devem atenção, reciprocidade e muito menos consideração! Aprendi que não controlo como me tratam, mas controlo a minha presença. Cabe a mim decidir onde mereço estar e de onde sair, onde não me cabe, prefiro nem estar.
Tem parente que não é família: é fardo. Laço de sangue não é passe livre pra desrespeito. Amor próprio também é saber manter distância, mesmo de quem carrega o mesmo sobrenome. Paz vale mais que qualquer reunião de domingo.
Tô extremamente abalada com o caso da Vitória, que estava desaparecida há uma semana em Cajamar e hoje foi encontrada esquartejada, degolada e com sinais de abuso. Às vésperas do 8 de março, mais um lembrete brutal de que ser mulher no Brasil é viver em constante perigo.