“A mulher viu que a árvore era bonita e que as suas frutas eram boas de se comer. E ela pensou como seria bom ter entendimento. Aí apanhou uma fruta e comeu...
Não estamos alegres,
é certo,
mas também por que razão
haveríamos de ficar tristes?
O mar da história
é agitado.
As ameaças
e as guerras
havemos de atravessá-las,
rompê-las ao meio,
cortando-as
como uma quilha corta
as ondas.
Há quase 10 anos, a Fundação Perseu Abramo, do PT, foi a campo compreender “a visão de mundo e o imaginário social nas periferias da cidade de São Paulo”.
Desta pesquisa saiu um relatório que explica o que o partido ainda não parece enxergar.
Segue o fio.
Acho que a gente levou muito a sério aquela última fala do Lula na entrevista pro Flow. Sobre nos tornarmos o político que queremos. Eu não faço outra coisa além de falar de política. O status do meu WhatsApp tá que nem daquelas tias.
Os brasileiros, no último domingo, foram às urnas e, mais uma vez, deram exemplo de maturidade democrática. Mais de 125 milhões de cidadãos exerceram o direito fundamental ao voto. As eleições foram organizadas de maneira absolutamente escorreita e tudo transcorreu de forma tranquila, sem intercorrências que comprometessem a votação. Poucas horas depois do encerramento, a Justiça Eleitoral já divulgava os resultados. A eficiência da apuração foi destacada, inclusive, pelo Presidente dos Estados Unidos, em publicação na qual, por um pequeno equívoco, atribuiu à Índia a eleição realizada no Brasil.
Houve disputas acirradas, algumas definidas por margem mínima, tendo sido respeitado o resultado das urnas. Um bom exemplo é o Paraná, onde o governador eleito obteve 50,10% dos votos válidos, apenas 0,10 ponto percentual acima do necessário para vencer no primeiro turno. Chama a atenção o fato de nenhuma liderança política de expressão ter questionado esse tipo de resultado, obtido por meio do mesmo sistema de votação eletrônica utilizado nas eleições de 2018 e 2022, que, além de auditável, assegura o sigilo do voto e evita velhas práticas fraudulentas.
O sucesso na organização das eleições torna-se ainda mais admirável diante dos desafios logísticos de um país de dimensões continentais. Mais de 560 mil urnas foram distribuídas aos mais de 5,5 mil municípios brasileiros, por estradas, rios e aeronaves, alcançando inclusive comunidades rurais, aldeias indígenas, comunidades quilombolas e áreas remotas, com o apoio das Forças Armadas. Trata-se de demonstração da notável capacidade institucional da Justiça Eleitoral.
Nesse ensejo, enalteço a Justiça Eleitoral, os mesários, os eleitores que compareceram à votação e a própria urna eletrônica, como instrumento voltado à concretização da democracia com transparência, celeridade e segurança. No dia 25 de outubro, voltaremos às urnas para o segundo turno das eleições para Presidente da República e, em seis estados e no Distrito Federal, para Governador.