É inaceitável que a família Bolsonaro, com o seu entreguismo, queira submeter o Brasil aos interesses dos Estados Unidos, como fica claro no documento enviado hoje por um de seus integrantes ao governo norte-americano.
Nós sempre vamos dialogar de igual pra igual com qualquer nação do mundo.
Pedir que o tarifaço contra o nosso país seja adiado para depois das eleições é mais uma atitude de traidores da Pátria. Nunca houve e não há qualquer justificativa para tarifaço agora ou depois.
O mais absurdo é saber que a origem disso tudo foi motivada pela própria família Bolsonaro que defendeu publicamente o aumento de tarifas contra os produtos brasileiros.
Defender o fim do Mercosul, o bloco econômico mais importante da América Latina e que acaba de firmar um acordo histórico com a União Europeia, é outro ataque ao interesse do povo brasileiro.
Como se não bastasse, querem entregar o Pix a interesses estrangeiros. Não vão conseguir. O Pix é uma conquista do Brasil e não vamos abrir mão dele.
Nossa Pátria não está à venda. Nossa soberania é inegociável. O Brasil é dos brasileiros.
🚨 URGENTE
Acaba de vazar uma carta do governo de Donald Trump para Flávio Bolsonaro.
Na carta, o governo de Trump agradece a Flávio Bolsonaro por seu “apoio” e afirma que os EUA continuarão aplicando tarifas contra o Brasil e atacando o Pix.
FLÁVIO BOLSONARO TRAIDOR DA PÁTRIA
Toda safra recorde de soja deve algo a pesquisador público.
A semente é Embrapa. O cerrado virou fértil porque cientista do Estado trabalhou décadas.
E ainda chamam o agro de mérito privado.
Embraer é a 3ª maior fabricante de aviões do mundo.
WEG opera em 130 países desde 1961.
Suzano lidera celulose global.
Petrobras achou o pré-sal.
A gente sabe fazer coisa complexa. Só não escolhe fazer mais.
Recurso natural sem indústria vira maldição.
A Bahia tem mais sol em um dia que a Alemanha em uma semana — e a Alemanha lidera energia solar.
A maldição nunca foi o petróleo. Foi a falta de plano.
O posto Ipiranga de Flávio aprofundou o endividamento dos pobres.
A mulher que Flávio Bolsonaro agora apresenta como a grande solução econômica para o Brasil é a mesma que, como presidente da Caixa, ajudou a viabilizar um dos maiores absurdos contra os mais pobres:
o empréstimo consignado do Auxílio Brasil, antigo Bolsa Família.
Lembram disso?
Em 2021, o governo Bolsonaro criou a possibilidade de descontar até 30% do benefício direto na fonte para pagar empréstimos bancários.
Em 2022, já com Daniella Marques na presidência da Caixa, a modalidade foi implementada de fato, chegando a permitir desconto de até 40% do valor do benefício.
E quem foi a grande protagonista? A Caixa sob o comando dela.
Em poucos dias, foram liberados R$ 1,8 bilhão para mais de 700 mil beneficiários.
Ou seja: enquanto famílias vulneráveis recebiam um benefício feito para colocar comida na mesa, as instituições financeiras garantiam receita automática, com risco quase zero, sugando uma parte considerável da renda das pessoas mais pobres do país.
A tal Daniella permitiu que beneficiários “adiantassem” o dinheiro e, em troca, aceitassem entregar mensalmente até 40% do que recebiam aos bancos.
Resultado?
Milhares de famílias ficaram com o benefício menor, mais endividadas e ainda mais dependentes.
A modalidade foi tão danosa que acabou suspensa em 2023 justamente pelo risco de endividamento excessivo dos mais vulneráveis.
E agora Flávio quer colocar essa mesma pessoa como cérebro econômico do país.
Privatização não trouxe eficiência. Trouxe transferência.
O contribuinte construiu o ativo por décadas. O comprador levou pronto.
Quando se vende patrimônio público maduro pra cobrir caixa fiscal, isso tem outro nome: liquidação.
Toda fazenda brasileira que dá lucro em soja deve algo à Embrapa.
A semente é Embrapa. O sistema de plantio é Embrapa. O solo só virou fértil porque pesquisador público trabalhou décadas.
E ainda dizem que o agro é meritocrático.
Hoje faz quatro anos que Dom Phillips e Bruno Pereira foram brutalmente assassinados. São quatro anos de saudade, indignação e de uma justiça que ainda caminha devagar demais para quem perdeu tanto.
Fica aqui minha profunda gratidão pela coragem, pela luta e pelo legado deixados por esses dois ativistas. Eles escolheram estar ao lado dos povos indígenas quando muitos preferiam fechar os olhos.
Que Dom e Bruno descansem em paz. Sua memória continua viva em cada pessoa que acredita que a justiça, a dignidade e a defesa dos povos originários valem mais do que qualquer lucro.
É gritante a diferença de um governo de esquerda para um governo de direita. Eu perdi as contas de quantos programas voltados a população foram criados nos últimos 4 anos.
📝 Nota do Governo do Brasil
O Governo brasileiro manifesta indignação com a conclusão preliminar anunciada ontem (1/6) pelo USTR relativa à investigação da Seção 301 contra alegadas práticas comerciais desleais do Brasil.
Essa investigação teve início em 15 de julho de 2025 por provocação da família Bolsonaro e está associada à tentativa de ingerência em temas internos do nosso país, como feito na recente viagem do senador Flávio Bolsonaro a Washington. Essas investidas têm contado com o auxílio de falsos patriotas que usam cargos e funções públicas para conspirar contra os interesses nacionais.
É lastimável que todo o trabalho de diálogo e articulação que o Governo brasileiro tem feito, inclusive com envolvimento pessoal dos Presidentes Lula e Trump, seja sabotado por interesses meramente eleitorais e familiares.
Não havia e não há justificativa para essas medidas unilaterais contra o nosso país ou contra patrimônios brasileiros como o PIX, mencionado explicitamente nas recomendações preliminares. Segundo estatísticas do “Bureau of Economic Analysis”, os EUA acumularam US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos (2011-2025). Só no ano passado, o superávit comercial de bens dos EUA com o Brasil totalizou US$ 14,46 bilhões. Considerando bens e serviços a cifra sobe a US$ 40,52 bilhões.
Em 2025, 76% das importações originárias dos Estados Unidos entraram no Brasil sem pagar imposto de importação. Oito dos dez principais produtos importados dos Estados Unidos pelo Brasil tiveram tarifa efetiva zero, incluindo petróleo e derivados, aeronaves, gás natural e carvão. A alíquota média efetivamente cobrada dos produtos norte-americanos no Brasil foi de apenas 3,1%.
O principal efeito das tarifas unilaterais, politicamente motivadas, aplicadas ao nosso país tem sido impor danos à economia nacional e à geração de emprego e renda, além de diminuir o papel dos EUA como nosso parceiro comercial. No primeiro trimestre de 2026, a participação dos EUA nas exportações brasileiras atingiu o menor valor da série histórica ao somar 9,4%.
Conforme acordado pelos Presidentes Lula e Trump por ocasião da reunião em Washington no dia 7 de maio, estão em curso negociações tarifárias entre os dois países em busca de soluções que resultem no encerramento da investigação da Seção 301, previsto para 15 de julho, sem imposição de medidas contra o Brasil. O Governo brasileiro também dará continuidade ao diálogo com o setor privado com esse objetivo.
O Brasil se reserva o direito de recorrer aos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, para fazer face a situações de injustiça contra o Estado brasileiro, sem amparo nas regras do comércio internacional.
O Governo reafirma a expectativa de que as recomendações não se convertam em tarifas efetivas, mas reitera que adotará toda e qualquer medida capaz de reduzir os danos que venham a ser causados à economia, aos empregos e à renda dos brasileiros.
É preciso estar atento aos traidores da pátria e trabalhar em defesa da nossa soberania e dos interesses do povo brasileiro.