Não é estranho que para os adetos da teleologia histórica, tudo o que não se circunscrever à dinâmica da mesma, seja considerado apenas uma abstração -incluídas as condições de possibilidade de concreção jurídico-política estável de qualquer projeto histórico-.
@fromgaliza O Estado de Israel não é juridicamente neutro, e por isso é que não é democrático: a sua base legal privilegia um sujeito político, o judeu, sobre todos os demais.
@fromgaliza Do que eu falo realmente é de que quaisquer projetos de transformação do mundo não devem estar por riba de mediações como as próprias de um estado de direito. Precisamente, para que o moralismo de uns não poda esmagar a dignidade moral de quaisquer outros.
@fromgaliza A conceição da democracia que eu defendo é pluralista, a saber: não subordina a praxe de sujeito democrático predileto nenhum a qualquer destino histórico predefinido. E nisso mesmo é que radica a sua tentativa de superação da influência da religião no campo da política.
@fromgaliza Mas é que condicionar a mostra de superioridade de um mecanismo democrático ao resultado obedecente ao que com dito mecanismo se procurava, o único que exemplifica é a coerência teleológica de um projeto político, não necessariamente a funcionalidade de um modelo de democracia.
@fromgaliza Algum não, senão praticamente todos os demais modelos procedimentais de democracia (agás "democracias orgânicas" e demais eufemismos). Mas claro, não vas gostar: ficam fora da patrística leniniana.
@fromgaliza Suponho que, então, os "tópicos" próprios de ter esquecido automaticamente as leituras de Lenin pelo disparate de também ter lido Tocqueville ou Weber, não têm cabida em qualquer órgão deliberativo do centralismo democrático, não si? Como se esperava, isto volve ser um monólogo.
@fromgaliza Se os efeitos procurados serem reeditar, mália que secularizada, a estrutura teológico-política de governo do absolutismo, então não há problema. Mas não é quão democrático seja tal procedimento centralista. A questão é prévia: a conceição religiosa da política à que ele obedece.
As esquerdas laicistas do Estado, de não quererem seguir cometendo o tremendo erro de subestimar o peso político da religião, precisam de propiciar um alter ego plurinacional-católico (democrata).
A única transformação possível deste mundo começa por aceitá-lo tal qual é. Mas há uma esquerda, disque súper transformadora, que em realidade semelha permanecer ancorada a mundos paralelos apenas apetrechada de dramas cada vez pior geridos emocionalmente.
A crença na imoralidade de quaisquer práticas, não sempre é incompatível com o reconhecimento do direito ao exercício das mesmas. Nessa distinção é que quiçá radique a essência da laicidade; uma laicidade, por certo, imaculadamente respeitada durante toda a visita de Leão XIV.
Não receber o Papa no parlamento é tão criticável quanto legítimo. Mas lições de laicismo a quem sim decidiram escuitar a sua palavra, nenhuma. Já avonda de tics totalitários.
É a asseveração de que a simples toma de palavra por parte de alguém numa instituição pública contravém a laicidade o que realmente atenta contra algo, a saber: contra um dos mais primordiais fundamentos da Democracia, isto é: o princípio de "isegoria".
@juansotoivars Te equivocas. Eso que dices no es realización de nada. Joder pero qué manera de manipular. Tus tuits te están convirtiendo en una falacia andante.
Políticos cujo argumentário semelha nem distinguir as implicações de ter apenas voz das de ter voz mas também voto num parlamento. Está a passar e não diz nada bom da nossa cultura política.
@noaourense@dansuvil@obloque Não é um delírio; é, justamente, um dos logros a defender da aconfissionalidade: reconhecimento mútuo entre o Estado e as distintas confissões sem que a moral das distintas confissões interfira no já legislado pelo Estado.