Boa noite.
Sim, as mulheres trans e as mulheres cis tem diferenças. Isso é óbvio.
Mas quando um homem nos espanca porque demos um fora nele, a dor é diferente?
Quando um homem nos esfaqueia porque terminamos um relacionamento, a cor do sangue que jorra da gente é diferente?
Quando um homem dá um tiro na gente, o som do nosso corpo caindo é diferente?
Quando uma mulher cis lésbica e uma mulher trans são expulsas de casa, a ponte que a gente vai dormir é diferente?
Quando uma uma mulher cis negra e uma mulher trans são discriminadas no mercado de trabalho, o saldo bancário negativo é diferente?
Quando uma mulher cis e uma mulher trans precisam aceitar a escala 6x1 pra sobreviver, o cansaço é diferente?
Há diferenças entre nós e isso não está em discussão. Inclusive, até nos exemplos que dei aqui, há nuances.
Mas há dores, necessidades e uma negação de direitos estrutural que une todas as formas de ser mulher em nossa sociedade.
Aliás, eu, uma mulher trans, me senti extremamente representada pela presidenta da anterior da Comissão. Uma deputada cis e indígena.
Lula REVOGOU o decreto 12.600/25, que privatizava três rios amazônicos.
Isso não aconteceu porque o governo “percebeu”, de repente, que a privatização era errada.
Foi fruto da LUTA.
Por mais de um mês, povos indígenas ocuparam a fábrica da Cargill em Santarém. Enfrentaram parte da própria esquerda dizendo que "não é hora de criticar o governo". Enfrentaram o Judiciário, que declarou a ocupação ilegal.
Mesmo assim, seguiram. Se queremos preservar o meio ambiente e derrotar a extrema direita (que é financiada pelo agronegócio), precisamos lutar.
A luta indígena nos ensina que as conquistas só vêm com muita luta; não são fruto da benevolência de político algum. São fruto da organização coletiva✊🏽
Ninguém em sã consciência discorda de que o réveillon da praia de Copacabana é de todos. Mas a resposta desmedida do prefeito Eduardo Paes ao se referir a “essa gente”, em menção ao Babalawô Ivanir dos Santos e a todo o povo de axé, vai na contramão desse princípio.
As religiões de matriz africana no Rio de Janeiro vivem um drama: territórios dominados pelo crime e pela milícia que, muitas vezes, limitam cultos, quebram imagens de orixás e queimam terreiros.
Não há preconceito por parte de quem sofre diariamente o racismo religioso. Pelo contrário, o povo de axé sempre manteve uma boa relação com evangélicos e católicos que praticam a tolerância.
Seguiremos atentas e vigilantes para que o réveillon em Copacabana seja um ambiente seguro para todas as religiões, especialmente aquelas que são perseguidas ao longo de todo o ano.
@eduardopaes É um filho da puta mesmo ... ai no Carnaval vai na festa "dessa gente" se fazer de legal.
O Rio de Janeiro tem tudo gospel, tradicante gospel, miliciano gospel, politico gospel ..