Agradecimentos especiais ao artista @Zelos_of_Italy, que criou a arte que serve de capa para este texto, e ao professor @philoantonio, que produziu o vídeo 'Heidegger e o Reino da Quantidade' (https://t.co/qecqqMw6UO), que foi a principal inspiração para este texto, que servirá de abertura para outros dois textos futuros.
https://t.co/D2l0OG8fKC
PROMETEU E O ROUBO DO FOGO DE HEFESTO
por @IonicCulture
O sofrimento humano [no contexto de ter e depois perder o fogo] possuía duas camadas. A primeira era a fome, o frio, a insegurança e, em última análise, estar sujeito à natureza. Esta primeira dor é comum a qualquer animal. Porém, a segunda dor era particular: uma angústia estrutural, nascida da consciência de uma separação...
https://t.co/78IcTOBeej
A EXPERIÊNCIA TRÁGICA DO DIVINO
por @perfil5agoravai
Estamos tão acostumados a pensar o divino como aquilo que transcende o sensível e que rompe a ordem natural vindo de fora para dentro, que a ideia de deuses que simplesmente são o próprio aparecer do mundo tal como por si mesmo se mostra, nos escapa inteiramente à compreensão. No entanto, é precisamente esta ideia que constitui o centro da experiência religiosa helênica: o divino como manifestação da própria realidade sensível.
https://t.co/uCaX4V2raI
O IMPÉRIO QUE AMEAÇA NUNCA SER
por @AstralTravellr
Muita gente tem genuinamente roído as unhas pela perspectiva de poder o Brasil entrar num ciclo de pobreza similar aos dos tradicionais aliados do PT na América Latina. Eu não vejo o Brasil entrando exatamente no mesmo ciclo de escassez de uma Venezuela, mas isso não significa que a situação não possa se deteriorar.
Um dos grandes argumentos normalmente utilizados contra os mitos antigos é que eles não passam disso: mitos. Histórias que aconteceram fora do tempo, em lugar nenhum, e que por isso seriam meras alegorias, simples invenções poéticas de mentes pré-científicas tentando explicar o mundo.
Ocorre que essa posição, tão confortável para o materialismo, ignora um fato muito bem apontado por Carl Gustav Jung, o de que não se pode criar um símbolo da mesma forma que se cria uma ficção.
A ficção é fabricada pela consciência.
O símbolo emerge.
Ora, uma coisa não pode vir do nada.
Se algo vem à superfície é porque, em algum nível, já existia nas profundezas.
E Jung foi profundamente claro quanto a este ponto: os arquétipos não são adquiridos ao longo da vida, nem são invenções de qualquer cultura ou pessoa. São, nas suas palavras, "estruturas psíquicas idênticas comuns a todos", que existem como herança ancestral da humanidade.
Trata-se, portanto, de um substrato psíquico universal e impessoal, que ele denominou inconsciente coletivo que, diferentemente do inconsciente pessoal freudiano, que é preenchido por conteúdos reprimidos ao longo da vida, o inconsciente coletivo é o solo primordial do qual brotam as possibilidades de experiência humana.
Possibilidades esta que, por sua vez, se manifestam em nossas vidas conscientes na forma de arquétipos, forças vivas, princípios universais que nos movem e moldam as nossas vidas a partir do inconsciente. Como Keiron Le Grice sintetiza, "os arquétipos manifestam-se dentro e através dos nossos pensamentos e sentimentos, impulsos e desejos, e através das circunstâncias e eventos no mundo. Não são causas no sentido usual, mas são encenados e revelados através de cadeias causais de eventos".
Sua autonomia é tão profunda que Jung chegou a questionar se não existiriam num domínio ainda mais fundamental, o que chamou de arquétipo psicoide, onde a psique e a matéria ainda não se diferenciaram, atuando como pontes entre o mundo interno e o mundo físico.
É justamente aí, nessa fronteira sutil onde o interno e o externo se tocam, que encontramos o elo perdido entre a alma e o cosmos. Pois se os arquétipos são as estruturas primordiais da psique, e se a matéria não é tão estranha à psique quanto gostaria o cartesianismo, então somos forçados a admitir que o mundo lá fora também é habitado por essas mesmas forças.
Os antigos sabiam disto. Os estoicos chamavam este princípio de sympatheia - a "afeição comum" ou "simpatia universal" que faz com que tudo o que existe esteja numa teia de interdependência e interação recíproca.
Os neoplatônicos herdaram e aprofundaram esta visão. Plotino, o grande sistematizador do platonismo no século III, dizia que fenômenos de influência astral, de magia, de adivinhação e mesmo da percepção sensorial à distância - como a visão e a audição - só são possíveis porque tudo está unificado numa mesma alma universal.
E é justamente aqui que podemos voltar nossos olhos para o céu noturno, em fevereiro de 2026, sem qualquer receio de estarmos projetando uma fantasia humana sobre um cosmos indiferente.
E a história, que hoje encontramos neste céu estrelado, é a de um jovem Saturno.
Sim, ele que sempre foi representado como o velho senhor do tempo, o arquiteto do mundo material que carrega a foice e a ampulheta, aparece rejuvenescido.
Não poderia ser diferente, pois, hoje, com a energia de Áries, o primeiro do zodíaco, assume a postura de um jovem guerreiro.
E o que ele encontra diante de si? Dois peixes.
E esta é uma cena de sacrifício ritual.
Tal como encontramo-lo em Mithras, que ao imolar o Touro, dava início a um novo ciclo cósmico, agora é Saturno quem empunha a adaga.
O que significa para nós este sacrifício?
Pois bem, para compreender a magnitude deste evento, basta retroceder o olhar até à última grande conjunção, em 1989.
Naquela ocasião, Saturno e Netuno encontraram-se no signo de Capricórnio.
E o que vimos?
Exatamente aquilo que o arquétipo de Capricórnio representa: o desmoronamento de estruturas de poder, de instituições que pareciam eternas.
O Muro de Berlim caiu. A União Soviética dissolveu-se. Sistemas políticos inteiros ruíram.
Foi a mão de Saturno, o arquiteto, a operar sobre o domínio de Capricórnio, infundida pela energia dissolutiva de Netuno, que mostrou a ilusão por trás da estabilidade aparente da Cortina de Ferro.
Ora, se 1989 foi o fim de um ciclo de instituições, o que podemos esperar desta conjunção em Áries, no grau zero?
A última vez que este encontro específico aconteceu neste grau inaugural foi - aproximadamente - por volta 593 a.C., um período que, curiosamente, testemunhou o surgimento de gigantes espirituais como Buda, Confúcio e os filósofos pré-socráticos na Grécia, que redefiniram a relação da humanidade com o divino, com a ética e o pensamento racional.
Estamos, então, diante de um portal que não se abre para qualquer geração.
E o que ele nos oferece é a possibilidade, raríssima, de participar ativamente do nascimento de uma nova realidade.
Realidade esta que será mais radical do que sequer podemos imaginar!
Em nível coletivo, testemunharemos a reconfiguração não apenas de fronteiras ou governos, mas do próprio conceito de identidade - nacional, cultural e individual.
Velhas lideranças, sustentadas por narrativas vazias que já não encontram lastro na realidade, tenderão a perder o seu lugar para vozes que consigam traduzir visão em ação concreta.
Instituições que sobreviviam apenas pela inércia ou pela fé cega em sua permanência revelarão sua fragilidade e cederão espaço para novas formas de organização, mais ágeis e alinhadas com o momento histórico.
Em um nível pessoal, a pergunta que se faz dentro deste grau zero de Áries é a mais direta e desafiadora de todas: quem você é quando todas as máscaras caem?
Não quem o mundo disse que você deveria ser, não quem seus medos te convenceram que você é, mas a identidade central, a centelha inaugural que existe antes de qualquer condicionamento.
O sacrifício dos peixes, portanto, é o fim da vida como pura potência e o início da vida como ato. É a passagem do sonho que se sonha sozinho para o sonho que se constrói junto ao mundo.
Por: @perfil5agoravai
Em Eric Voegelin, a história nada mais é do que a trajetória da humanidade dentro de um processo contínuo de descoberta da realidade.
Para Voegelin, o homem nunca vive apenas em um mundo físico. Ele vive sempre dentro de uma interpretação do mundo.
Cada civilização organiza a experiência da existência por meio de símbolos, mitos, ritos e ideias que procuram dar forma à pergunta fundamental: qual é o sentido do todo em que estamos inseridos?
Essa tentativa de compreender a estrutura da realidade é aquilo que podemos chamar de abertura ao Ser.
Quando uma cultura permanece aberta, ela reconhece que existe algo maior do que o homem, maior do que a cidade, maior do que qualquer sistema político ou teoria científica.
A partir daí, surge então uma espécie de tensão.
De um lado, o mundo cotidiano das necessidades práticas - trabalhar, comer, governar, reproduzir, sobreviver.
Do outro, uma dimensão que ultrapassa tudo isso e que constantemente nos chama a olhar para além da superfície da existência imediata.
Civilizações florescem e deixam seu legado somente enquanto conseguem manter essa tensão viva.
Os gregos antigos fizeram isso através do mito e da tragédia. Os hebreus através da experiência profética. Os filósofos clássicos através da investigação racional da ordem do cosmos.
Em cada caso, o homem permanecia consciente de que a realidade não se esgotava no que ele podia controlar ou manipular.
E é aqui que o diagnóstico de Heidegger é bastante preciso.
Enquanto Voegelin descreveu a história do pensamento ocidental como um longo processo de descobrimento do Ser, Heidegger mostrou o inverso, apontando a história recente como um processo progressivo de esquecimento do Ser.
Não quer dizer que as pessoas tenham parado de pensar ou de produzir conhecimento. Pelo contrário. Nunca se produziu tanta ciência, tanta técnica e tanta informação quanto hoje.
Por esquecimento do Ser, Heidegger quer apenas apontar para o fato de que a própria pergunta fundamental sobre a realidade foi simplesmente abandonada.
Isto é, quanto mais o mundo passou a ser compreendido como um conjunto de objetos disponíveis para uso, menos ele passou a ser percebido como um cosmos carregado de sentido.
E quando nada precisa ter qualquer significado, o homem é pouco a pouco conduzido na direção de uma crise geral de sentido, que não aparece de uma vez, como uma catástrofe súbita, mas como um lento esvaziamento da experiência humana.
A vida continua funcionando.
As cidades iluminadas, a ciência avançando, progresso, progresso, progresso. Só que, no fundo, todos sentem aquela terrível sensação de que tudo está em movimento e, ao mesmo tempo, nada realmente acontece.
Isso é desesperador.
Porque quando uma civilização chega a esse ponto, o problema já não é mais técnico, econômico ou político, é ontológico.
E aí somente um deus pode nos salvar.
Ou, como podemos intuir em Heidegger, um último deus. Não no sentido religioso comum, mas como aquele que aparece no limite de uma era.
É por isso que essa imagem de um jovem Cronos-Saturno, inclinado sobre os peixes, cortando-os com sua lâmina, possui um significado tão importante para nós.
Saturno aqui aparece como aquele que contempla e sustenta o tempo não apenas para consumir os seus filhos, mas como estrutura da realidade. A mesa sobre a qual o peixe repousa lembra um altar, seu ato então é ritualístico e carregado de sentido.
Na iconografia do mitraísmo, por exemplo, vemos Mithras sacrificando o touro primordial - a famosa tauroctonia. Durante muito tempo esse símbolo intrigou historiadores e estudiosos, mas hoje sabemos que ele está ligado ao fim de um ciclo cósmico e o nascimento de outro.
Algo semelhante parece ocorrer aqui.
Se Mithras sacrificou o touro para marcar o fim da Era de Touro, o jovem Saturno que corta os peixes pode ser visto como aquele que antecipa e vislumbra o encerramento da Era de Peixes. Ou pelo menos de parte das suas antigas estruturas.
Porque quando um mundo simbólico morre, o homem é obrigado a olhar novamente para o mistério da realidade sem as instituições que antes o protegiam.
E é nesse limiar que surgem os novos mitos, os novos deuses e as novas ordens.
Esquecemos a terra que nos sustenta, o céu que nos orienta, os mortais que compartilham um drama comum e os divinos que abrem a realidade para algo maior do que nós mesmos.
É chegada a hora, portanto, de lembrar.
Lembrar que o homem não nasceu para apenas habitar um mundo de objetos, mas sim um cosmos vivo, atravessado por mistério e transcendência.
Se esquecemos o Ser, esquecemos também quem somos.
Por: @perfil5agoravai
Dia desses, li no substack do @lichtungdaseins um texto incrível que me deu muita matéria pra pensamento por bastante tempo.
Seu artigo gira em torno de uma ideia do Heidegger chamada Quadratura (Geviert). Pode parecer um termo estranho, então vale explicar com calma.
Para Heidegger, o mundo humano não se apresenta primeiro como um conjunto de objetos neutros espalhados diante de nós, esperando que a mente os classifique.
Ele aparece já como um campo de relações vivas, onde cada coisa surge dentro de um contexto de uso e de significado compartilhado.
Em outras palavras, nós nunca encontramos coisas puras. Encontramos coisas já inseridas num mundo.
Pense num martelo. A descrição científica diria algo como: um objeto composto de metal e madeira, com determinada massa, densidade e formato. Tudo isso é verdade. Só que essa descrição vem depois.
Na experiência concreta da vida, ninguém encontra primeiro um corpo físico de certas propriedades e só depois decide que ele pode servir para martelar.
O martelo aparece primeiro já inserido em uma rede inteira de atividades: madeira trabalhada, pregos fixados, casas construídas, pessoas que sabem usar ferramentas, outras que aprendem a usá-las. Ele pressupõe um ambiente onde existem obras, oficinas, etc.
E é isso que Heidegger quer dizer quando afirma que o mundo humano é antes de tudo um tecido de significados. As coisas não aparecem isoladas, mas sim dentro de um sistema de relações que as torna inteligíveis.
E essa estrutura adquire ainda mais profundidade quando a gente percebe ela tem quatro raízes. Quatro dimensões que se entrelaçam e sustentam um mundo de verdade.
Heidegger chama esse entrelaçamento de Quadratura: terra, céu, divinos e mortais.
Terra aqui significa o chão mesmo. O solo, as águas, o que alimenta, o que limita, o lugar com suas particularidades e resistências.
Céu significa os ciclos. Dia e noite, estações, clima, o ritmo do tempo que regula o que pode ou tende a acontecer.
Mortais somos nós, só que vistos por um ângulo específico: a finitude. O fato de que a vida tem começo, meio e fim. O fato de que o corpo envelhece. O fato de que existe doença, perda, luto.
Divinos, por fim, é a dimensão do sagrado, que exige reverência e uma abertura maior de nossa parte diante da vida.
Quando uma comunidade vive de um modo em que o trabalho, a festa, o tempo, os ritos, a comida e o próprio desenho das casas estão em sintonia com o lugar, com as estações, com a finitude humana e com algum senso de sagrado, essa comunidade habita uma Quadratura integrada.
O mundo fecha num estilo coerente e as coisas deixam de ser objetos soltos para serem suportes de sentido.
Pode parecer pouca coisa, mas, ao meu ver, estes suportes de sentido são extremamente necessários para que o homem possa dar saltos em direção ao Ser, obtendo um entendimento cada vez mais profundo da realidade que o circunda.
Porque existir, obviamente, não é apenas permanecer vivo dentro de um ambiente. Existir é participar, consciente ou inconscientemente, de um processo de abertura do real.
Voegelin chama esse movimento de direção ao Ser e toda civilização vive dentro dessa tensão.
De um lado está o cotidiano: trabalhar, comer, construir, governar, negociar, sobreviver.
Do outro está algo que escapa a esse mundo prático e que continuamente nos puxa para cima, a pergunta pelo sentido do todo.
Historicamente, segundo Voegelin, o homem começa numa relação mais imediata com o mundo (natureza, tribo, costume) e aos poucos vai se abrindo para dimensões cada vez maiores da realidade (mito, transcendência, consciência moral, ordem cósmica).
Só que, como todas as coisas da vida, este movimento (em direção ao Ser) não é linear. Pode avançar, estagnar ou até regredir.
E é aqui que a ideia da Quadratura ganha ainda mais relevância, porque na modernidade houve uma regressão enorme em relação ao nosso entendimento do Ser.
O mundo técnico conserva as coisas, só que esvaziadas.
Mantém os objetos, explora o mundo até o limite. Mantém os instrumentos, elimina os rituais associados a eles. Mantém os sistemas, elimina os símbolos.
E o homem, em vez de permanecer aberto ao mistério do Ser, passa a fabricar sistemas completos que pretendem explicar tudo e controlar tudo.
O resultado é uma espécie de planície ontológica onde tudo continua funcionando, só que nada aponta para além de si mesmo.
E é justamente por isso que se chega à conclusão estranha e desconfortável de que somente um Deus pode nos salvar.
Porque quando a direção ao Ser se fecha durante muito tempo e a experiência do real é reduzida a puro mecanismo e utilidade, a própria civilização começa a viver num estado de empobrecimento geral.
E algo precisa romper esse fechamento.
Não para restaurar o passado. Nenhuma cultura volta atrás no tempo.
Mas sim para redescobrir uma maneira de habitar o mundo que devolva espessura à experiência humana.
Terra. Céu. Mortais. Divinos.
Ou, em outras palavras, o retorno da Quadratura.
Um fato curioso: a primeira vez que essa imagem foi concebida, não tinha nada a ver com a conjunção Saturno-Netuno e ia ser publicada junto com outro texto.
Mas o @AstralTravellr falou que sentia que ainda nao era o momento e pediu pra gente esperar. Deixamos o arquétipo falar. E então o momento certo apareceu.
É verdade o que se diz: mitos não se criam. Eles já existem. Nós só os descobrimos e os trazemos para o mundo consciente.
Um dos grandes argumentos normalmente utilizados contra os mitos antigos é que eles não passam disso: mitos. Histórias que aconteceram fora do tempo, em lugar nenhum, e que por isso seriam meras alegorias, simples invenções poéticas de mentes pré-científicas tentando explicar o mundo.
Ocorre que essa posição, tão confortável para o materialismo, ignora um fato muito bem apontado por Carl Gustav Jung, o de que não se pode criar um símbolo da mesma forma que se cria uma ficção.
A ficção é fabricada pela consciência.
O símbolo emerge.
Ora, uma coisa não pode vir do nada.
Se algo vem à superfície é porque, em algum nível, já existia nas profundezas.
E Jung foi profundamente claro quanto a este ponto: os arquétipos não são adquiridos ao longo da vida, nem são invenções de qualquer cultura ou pessoa. São, nas suas palavras, "estruturas psíquicas idênticas comuns a todos", que existem como herança ancestral da humanidade.
Trata-se, portanto, de um substrato psíquico universal e impessoal, que ele denominou inconsciente coletivo que, diferentemente do inconsciente pessoal freudiano, que é preenchido por conteúdos reprimidos ao longo da vida, o inconsciente coletivo é o solo primordial do qual brotam as possibilidades de experiência humana.
Possibilidades esta que, por sua vez, se manifestam em nossas vidas conscientes na forma de arquétipos, forças vivas, princípios universais que nos movem e moldam as nossas vidas a partir do inconsciente. Como Keiron Le Grice sintetiza, "os arquétipos manifestam-se dentro e através dos nossos pensamentos e sentimentos, impulsos e desejos, e através das circunstâncias e eventos no mundo. Não são causas no sentido usual, mas são encenados e revelados através de cadeias causais de eventos".
Sua autonomia é tão profunda que Jung chegou a questionar se não existiriam num domínio ainda mais fundamental, o que chamou de arquétipo psicoide, onde a psique e a matéria ainda não se diferenciaram, atuando como pontes entre o mundo interno e o mundo físico.
É justamente aí, nessa fronteira sutil onde o interno e o externo se tocam, que encontramos o elo perdido entre a alma e o cosmos. Pois se os arquétipos são as estruturas primordiais da psique, e se a matéria não é tão estranha à psique quanto gostaria o cartesianismo, então somos forçados a admitir que o mundo lá fora também é habitado por essas mesmas forças.
Os antigos sabiam disto. Os estoicos chamavam este princípio de sympatheia - a "afeição comum" ou "simpatia universal" que faz com que tudo o que existe esteja numa teia de interdependência e interação recíproca.
Os neoplatônicos herdaram e aprofundaram esta visão. Plotino, o grande sistematizador do platonismo no século III, dizia que fenômenos de influência astral, de magia, de adivinhação e mesmo da percepção sensorial à distância - como a visão e a audição - só são possíveis porque tudo está unificado numa mesma alma universal.
E é justamente aqui que podemos voltar nossos olhos para o céu noturno, em fevereiro de 2026, sem qualquer receio de estarmos projetando uma fantasia humana sobre um cosmos indiferente.
E a história, que hoje encontramos neste céu estrelado, é a de um jovem Saturno.
Sim, ele que sempre foi representado como o velho senhor do tempo, o arquiteto do mundo material que carrega a foice e a ampulheta, aparece rejuvenescido.
Não poderia ser diferente, pois, hoje, com a energia de Áries, o primeiro do zodíaco, assume a postura de um jovem guerreiro.
E o que ele encontra diante de si? Dois peixes.
E esta é uma cena de sacrifício ritual.
Tal como encontramo-lo em Mithras, que ao imolar o Touro, dava início a um novo ciclo cósmico, agora é Saturno quem empunha a adaga.
O que significa para nós este sacrifício?
Pois bem, para compreender a magnitude deste evento, basta retroceder o olhar até à última grande conjunção, em 1989.
Naquela ocasião, Saturno e Netuno encontraram-se no signo de Capricórnio.
E o que vimos?
Exatamente aquilo que o arquétipo de Capricórnio representa: o desmoronamento de estruturas de poder, de instituições que pareciam eternas.
O Muro de Berlim caiu. A União Soviética dissolveu-se. Sistemas políticos inteiros ruíram.
Foi a mão de Saturno, o arquiteto, a operar sobre o domínio de Capricórnio, infundida pela energia dissolutiva de Netuno, que mostrou a ilusão por trás da estabilidade aparente da Cortina de Ferro.
Ora, se 1989 foi o fim de um ciclo de instituições, o que podemos esperar desta conjunção em Áries, no grau zero?
A última vez que este encontro específico aconteceu neste grau inaugural foi - aproximadamente - por volta 593 a.C., um período que, curiosamente, testemunhou o surgimento de gigantes espirituais como Buda, Confúcio e os filósofos pré-socráticos na Grécia, que redefiniram a relação da humanidade com o divino, com a ética e o pensamento racional.
Estamos, então, diante de um portal que não se abre para qualquer geração.
E o que ele nos oferece é a possibilidade, raríssima, de participar ativamente do nascimento de uma nova realidade.
Realidade esta que será mais radical do que sequer podemos imaginar!
Em nível coletivo, testemunharemos a reconfiguração não apenas de fronteiras ou governos, mas do próprio conceito de identidade - nacional, cultural e individual.
Velhas lideranças, sustentadas por narrativas vazias que já não encontram lastro na realidade, tenderão a perder o seu lugar para vozes que consigam traduzir visão em ação concreta.
Instituições que sobreviviam apenas pela inércia ou pela fé cega em sua permanência revelarão sua fragilidade e cederão espaço para novas formas de organização, mais ágeis e alinhadas com o momento histórico.
Em um nível pessoal, a pergunta que se faz dentro deste grau zero de Áries é a mais direta e desafiadora de todas: quem você é quando todas as máscaras caem?
Não quem o mundo disse que você deveria ser, não quem seus medos te convenceram que você é, mas a identidade central, a centelha inaugural que existe antes de qualquer condicionamento.
O sacrifício dos peixes, portanto, é o fim da vida como pura potência e o início da vida como ato. É a passagem do sonho que se sonha sozinho para o sonho que se constrói junto ao mundo.
Por: @perfil5agoravai
New Substack! Substack novo!
Everything about my most recent lecture and announcements about my YouTube channel going forward.
Tudo sobre minha mais recente palestra e avisos sobre o futuro do meu canal de YouTube.
MUNDO E VIDA POR TRÁS DAS VESTES
por @AstralTravellr - #AstralSaturn#Cabalá#Judaísmo
Na Cabalá, este mundo é uma vestimenta (levush).
O mundo material, Olam HaAsiyah, é a última das emanações do Infinito. Os cabalistas o chamam de hester panim – o mundo da ocultação do rosto. Mas ocultação não é falsidade. Um véu não nega o rosto; ele o torna suportável.
A luz infinita, o Eyn Sof, não tem limite, não tem borda, não tem onde começar ou parar. Se ela tocasse a matéria diretamente, não haveria matéria; haveria apenas Luz. Para que algo pudesse existir além dela, ela precisou se contrair, e nessa contração, deixar espaço para que os recipientes (keilim) fossem formados. O mundo é esse recipiente. Nós somos esse recipiente.
Então quando você olha para a realidade e pergunta “isso aqui é real?”, a resposta cabalística é: o Véu é real. O que está por trás do véu é mais real ainda. E você, que está fazendo a pergunta, é exatamente o ponto onde essas duas realidades se encontram – Malchut, o Reino, a última sefirá, a borda onde o Infinito toca o finito.
1. O MUNDO FOI CRIADO QUEBRADO, PORÉM…
O evento que os cabalistas chamam de Shevirat HaKeilim – a quebra dos vasos – descreve um momento cosmológico em que os recipientes primordiais não conseguiram conter a luz que receberam e se fragmentaram. Fagulhas da Luz ficaram aprisionadas dentro dos cacos.
E esse processo foi proposital.
Um mundo perfeito, entregue pronto, não permite participação. A perfeição dada é o pão da vergonha, sobre o qual voltaremos. O mundo quebrado é o mundo que nos convoca. Cada fragmento de luz aprisionada num caco é uma tarefa, é um tikkun. Essa palavrinha, tikkun, que eu usarei bastante aqui neste texto, pode ser traduzida simplesmente como “retificação”.
A ansiedade que você sente quando olha para o estado do mundo, ou para o estado de si mesmo, e pensa que isto aqui simplesmente não está certo – você não é anormal, você não é doente, você está vendo certinho. E, quanto mais sensível estiver sua alma, mais ela sentirá o peso de um vaso quebrado, reconhecendo que há luz dentro do caco que ainda não foi libertada.
A angústia crônica é um equívoco espiritual, mas um equívoco que tem seu fundamento. O que falta é ajustar o foco. A angústia aponta para o vaso como se o vaso fosse a realidade. O vaso não é a realidade, a Luz dentro dele é que é real. Precisamos olhar para dentro do vaso e constatar a existência da Luz.
2. …O AJUSTE DE FOCO TAMBÉM É TIKKUN
Na lógica cabalística, não existe um único caminho correto gravado em algum lugar que você precisa encontrar antes que o tempo acabe. A vida não vem com manual de instruções, se você gosta desta frase. Não é receita de bolo.
O que existe é um processo de retificação da alma, e esse processo é dinâmico. Se um caminho não está refinando o que precisa ser refinado em você – se uma escolha, uma relação, uma vocação não está servindo ao seu tikkun –, você pode e deve buscar outra combinação. O Sefer Yetzirah, o Livro da Formação, descreve o mundo como sendo criado por combinações de letras e números. A realidade é combinatória. É uma linguagem viva.
Ela é um videogame de mundo aberto, não um de fases lineares. Está mais para Elden Ring que para Super Mario.
Você não está atrasado. Você não errou o caminho definitivamente. Você está num ponto específico de um processo que começou antes desta vida e não termina com ela. Quem passou pela experiência mística de ver um pedacinho que seja do que eu estou falando acha bastante estranho o conceito de “estar atrasado na vida”. É lorota.
3. A RODA CONTINUA GIRANDO
A alma – neshamá – é uma centelha que desceu.
Embora o processo doa, ela não desceu por punição. Ela desceu porque havia algo que só podia ser conquistado aqui embaixo, neste plano de contraste e resistência, neste mundo onde a Luz está oculta e precisa ser encontrada com esforço.
O Gilgul Neshamot – o ciclo das almas – não é uma roda de repetição sem sentido. Não é simplesmente girar. É o processo incremental. Imagine um metal sendo colocado no forno repetidas vezes, não para destruí-lo, mas para separar, a cada passagem, mais uma camada de impureza. O que retorna não é idêntico ao que partiu. É mais puro. Mais próximo da sua forma essencial.
A morte, segundo essa leitura, é um retorno à raiz da Alma – ao nível de Atzilut, o mundo da Emanação pura, onde a alma descansa e integra o que viveu antes de descer novamente, se ainda houver algo a retificar.
Eyn Sof, o Infinito, não tem pressa. O refino pode levar muitas vidas. O que importa é a direção, não a velocidade.
4. AS LETRAS DA CRIAÇÃO
O Sefer Yetzirah ensina que o mundo foi criado através de letras e números, ou seja, através de estruturas fonéticas e matemáticas que são anteriores à matéria. As vinte e duas letras do alfabeto hebraico não são apenas signos que representam sons, são energias primordiais. Combinações específicas dessas energias geraram frequências específicas, e essas frequências se tornaram o que chamamos de realidade física.
Por que o português soa como soa? Por que o árabe tem aquela fricção gutural? Por que o mandarim é tonal? Porque cada idioma é a assinatura acústica de uma combinação particular dessas energias primordiais, filtrada através de séculos de alma coletiva de um povo, de uma geografia, de um processo histórico de um tikkun específico.
Por que os continentes têm os contornos que têm? Por que a costa do Brasil parece encaixar na costa da África? Porque a geografia é a assinatura física de uma estrutura espiritual. O relevo, a água, a pedra: tudo isso é o pensamento do Criador tornado forma e matéria. Mas, em um certo sentido, o mundo é texto. Um código de letras que se tornou montanha, rio, e voz humana. Alguém escreveu este código e apertou no botão para “compilar e executar”, e cá estamos.
Quando você acha que algo no mundo parece demais com um símbolo, com um padrão, com uma coincidência grande demais, você não está delirando. Você está lendo. A questão é aprender o alfabeto.
5. NAHAMA DEKISSUFA: POR QUE ESCOLHEMOS O SOFRIMENTO
Esta é a parte mais difícil do que eu vim aqui dizer, e também a mais libertadora.
Nahama deKissufa significa, literalmente, o pão da vergonha. O conceito é este: antes da criação deste mundo, a alma estava em total proximidade com o Eyn Sof. Recebia a Luz sem obstáculo, sem esforço, sem mérito. E isso causava vergonha. Não uma vergonha moral, mas uma vergonha ontológica. A vergonha de receber algo que não se conquistou.
A alma não queria ser servida, queria participar. Queria que a Luz que recebesse fosse, de alguma forma, sua.
Então nós descemos.
Escolhemos um mundo de contraste – dor e prazer, escuridão e luz, fracasso e conquista –, porque apenas em tal mundo o esforço tem significado real. Só aqui a Luz que você encontra tem o sabor de algo que você mesmo libertou de dentro de um caco escuro.
O sofrimento não foi imposto. Ele foi, num nível que a mente consciente não acessa facilmente, escolhido – porque sem ele, a vitória seria vazia. Você não está sofrendo apesar de ter escolhido existir. Você está sofrendo como parte da escolha de existir de um jeito que valha a pena.
O jogo é difícil porque você pediu que fosse. Para que o prêmio tivesse sabor.
Keter está acima. Malchut está aqui. E você está no meio – exatamente onde precisa estar. Shabbat Shalom.
Este é o principal motivo do nome desta página: a associação entre Saturno (deus dos pagãos) e o judaísmo, que remonta à Antiguidade clássica.
Historiadores romanos como Tácito (56–120 d.C.), em suas "Histórias", acreditavam que os judeus descansavam no sétimo dia em honra a Saturno, o planeta de maior potência entre os sete conhecidos até então.
Tácito chega mesmo a especular que os judeus seriam, na verdade, refugiados da ilha de Creta que teriam acompanhado Saturno quando este foi expulso do trono por Júpiter, derivando o nome "judeus" de "Idaei", povo que habitava o Monte Ida.
O próprio nome Saturno em hebraico encontra respaldo direto nessa tradição: a palavra hebraica para o planeta Saturno é Shabbatai, uma derivação clara de Shabat, o sábado.
Ou seja, até mesmo na língua dos profetas, o planeta associado ao dia sagrado já carregava em seu nome essa possível conexão. É óbvio que os antigos astrólogos e filósofos não ignorariam essa coincidência linguística e cosmológica.
Moshe Idel, em seu livro "Saturn's Jews: On the Witches' Sabbat and Sabbateanism", faz um trabalho extraordinário ao mostrar como essa associação astrológica evoluiu com o tempo para ligar os judeus à melancolia (um traço saturnino clássico), à feitiçaria e até ao sabbat das bruxas na Europa dos séculos XIV e XV.
Em outras palavras, o que era uma observação astronômica e cultural na Roma antiga transformou-se, na Idade Média, num estigma muito complicado para os judeus.
Isidoro de Sevilha, por exemplo, entendia que Saturno teria sido originalmente um deus babilônio chamado Bel, e sugeria que os judeus teriam desenvolvido seu apego ao planeta durante o cativeiro babilônico.
Guilherme de Auvergne, bispo de Paris, acreditava que a diversidade religiosa derivava da influência dos astros, e que a religião dos judeus estaria particularmente sob o signo de Saturno.
De qualquer modo, é fascinante notar que, embora os próprios judeus obviamente não adorassem Saturno como deus, a percepção externa criou uma camada de significado que acabou sendo, em certa medida, reabsorvida e reinterpretada dentro do próprio misticismo judaico.
A figura de Sabbatai Tzevi, o falso messias do século XVII, cujo nome já evocava Shabbatai (Saturno), é o melhor exemplo disso. Seu movimento, o sabatianismo, seria impensável sem essa longa história de especulação astrológica sobre o papel de Saturno como regente de Israel.
Entretanto, aqui vale a pena fazer um ponto de atenção para ressaltar que de modo algum queremos endossar ou forçar qualquer tipo de sincretismo. Paganismo e judaísmo são tradições distintas, com teologias próprias e caminhos espirituais específicos.
Nosso interesse é mais acadêmico e histórico: queremos compreender como essas tradições se entreolharam, se influenciaram e, por vezes, se confundiram aos olhos do mundo antigo e medieval.
Este fenômeno é uma prova de que as fronteiras entre as religiões são sempre mais permeáveis do que supomos, e de que o sagrado, em suas múltiplas manifestações, nunca esteve completamente isolado em compartimentos estanques.
Por: @perfil5agoravai
Ao contrário do que muitos pagãos neste site pensam, os antigos eram receptivos ao deus dos judeus. Inclusive, há amplas evidências de que pagãos utilizavam nomes sagrados judaicos em sua própria práxis devocional, além de considerarem os textos bíblicos como fonte de sabedoria
A SACERDOTISA — SUPERPOSIÇÃO QUÂNTICA, por
@kackinha1
- #MinistraSaturn#gnose#poesia#tarot#sacerdotisa#quantica#manifestação
A SACERDOTISA — SUPERPOSIÇÃO QUÂNTICA
A Sacerdotisa não é o yin. Não é a lua, o escuro, a receptividade. Isso é uma cela dourada que colocaram nela. É uma interpretação bonita, mas ainda uma interpretação. Ela não é o oposto do Mago. Ela é o que antecede a oposição. Mas ela também não é o eixo fixo. Não é o ponto imóvel que observa a dança. Isso é outro colapso, outra tentativa de congelá-la numa posição: o centro, o vazio, a testemunha silenciosa.
E ela também não é apenas o giro. Não é só o movimento que faz a roda girar. Isso ainda a fixa (Como dinamismo puro) e perde o útero, a gestação, a escuridão fértil onde tudo se forma antes de se mover.
A Sacerdotisa é superposição. Ela é o útero cósmico E o giro perpétuo. O potencial gestando no escuro E a transição ativa entre estados. O silêncio grávido E a vibração incessante. O centro do furacão E o movimento do furacão. Tudo isso, ao mesmo tempo, até o momento em que você a observa (até o momento da leitura) quando ela colapsa no aspecto que o Consulente/Leitor precisa ver.
Pense numa partícula subatômica. Antes da medição, ela não está "em algum lugar se movendo rápido demais para ver". Ela existe como nuvem de probabilidade (simultaneamente onda e partícula), movimento e posição, aqui e ali. Não tem nem localização nem velocidade definidas. Ela é ambos até você escolher o que medir. E quando você mede posição, perde velocidade. Quando mede velocidade, perde posição. Nunca consegue ter ambos ao mesmo tempo.
A Sacerdotisa opera pela mesma física.
Ela não é "potencial se movendo rápido". Ela não é "movimento tão quieto que parece repouso". Ela contém ambos os estados simultaneamente (potencial puro e dinamismo ativo) até você fazer a pergunta, até você interpretar a carta. Aí ela colapsa.
Pense numa bailarina. O yang sobe… é o braço que se estende para o céu, o salto, a ponta do pé que perfura o ar. O yin desce… é o recolhimento do tronco, a queda controlada, a planta do pé que reencontra o chão. O público vê os braços, as pernas, a alternância entre ascensão e queda. Isso é o que chamam de dualidade.
Mas a bailarina, no instante exato antes de começar a dançar, contém todas as danças possíveis. Ela não é o movimento ainda, mas também não é ausência de movimento. Ela é potencial carregado, prestes a colapsar em gesto específico assim que a música tocar. E quando a música toca, ela se torna o giro, mas o giro que ainda carrega, em cada ponto, o próximo movimento não-realizado, o próximo potencial.
A Sacerdotisa é essa ambivalência quântica entre estar prestes a dançar e já estar dançando.
Sem ela, o yang sobe e nunca mais desce. Vira incêndio cósmico, expansão sem limite, um sopro que infla até estourar o peito do mundo. Sem ela, o yin desce e nunca mais sobe. Vira contração absoluta, buraco negro sem escape, um silêncio que suga até o eco.
Com ela, há possibilidade de ciclo. O yang pode subir até o máximo e inverter. O yin pode descer até o fundo e retornar. Mas ela não é o ciclo. Ela é o campo quântico onde o ciclo pode emergir ou não emergir. Ela é a condição de possibilidade para movimento e para repouso. Para giro e para centro.
Subir e descer não são gestos opostos. São colapsos diferentes da mesma função de onda. A Sacerdotisa é a função de onda não-colapsada.
Sua iconografia, lida com essa chave, se transforma.
Os pilares preto e branco não são opostos. São estados possíveis de colapso. O preto é onde ela aparece como potencial puro, gestação, útero escuro. O branco é onde ela aparece como movimento ativo, transição, giro manifesto. Ela não está entre eles como ponto fixo. Ela não gira entre eles como movimento perpétuo. Ela é o campo que contém ambas as possibilidades, até você perguntar "o que devo fazer?", e então ela colapsa no aspecto que você precisa ver.
O véu com romãs não esconde um segredo. É a visualização da superposição. As sementes infinitas são todos os estados possíveis da função de onda, todos os potenciais, todos os movimentos, todas as transições coexistindo antes do colapso. O véu é o que torna visível o invisível que ela contém em multiplicidade antes de ser observada.
O rolo que ela segura não está escrito nem está sendo escrito. Está em superposição de escrito e não-escrito. Contém todas as palavras possíveis e nenhuma palavra ainda. Quando você faz a pergunta certa, o texto que você precisa aparece, não porque sempre esteve lá, mas porque seu ato de observação colapsou o potencial naquela forma específica.
Na prática, numa leitura, a Sacerdotisa nunca oferece uma resposta fixa. Ela oferece o colapso adequado ao momento.
Ela pergunta: "O que você precisa que eu seja agora?"
O leitor que se sente preso na descida, no escuro, na contração, paralisado por análise precisa do aspecto giro da Sacerdotisa. Ela colapsa em dinamismo: você está no ponto exato onde o yin, por sua própria natureza, vai começar a subir. A descida já cumpriu seu curso. O próximo movimento é ascensão. Mova-se.
O leitor que se sente exausto da subida, do esforço constante, hiperativo sem direção precisa do aspecto útero da Sacerdotisa. Ela colapsa em potencial: você está sendo chamado para gestação. Entre no escuro. Pare de forçar movimento. Deixe que a semente germine em silêncio antes de brotar.
O consulente que está exatamente no ponto de inversão, consciente da transição precisa do aspecto superposição da Sacerdotisa. Ela permanece não-colapsada: você está no limiar quântico. Potencial e movimento coexistem agora. Não escolha ainda. Habite o paradoxo.
Ela não oferece conforto. Oferece o estado adequado. Ela não tira a dor da descida nem o medo da queda. Ela apenas revela: você está vendo um aspecto meu, mas eu contenho todos. O que parece fixo agora, sua paralisia, seu cansaço, sua confusão, é apenas um colapso temporário de algo muito maior.
Seu desafio não é a passividade nem a hiperatividade. É a cristalização, a tentativa de fixá-la em uma interpretação. É a alma que, ao sentir a ambiguidade quântica, entra em pânico e exige: "mas você É movimento ou repouso? É potencial ou ação? É yin ou yang?"
A verdadeira Sacerdotisa responde: Sim.
Ela é movimento E repouso. Potencial E ação. Yin E yang. Centro E rotação. Útero E giro. Não porque contém opostos reconciliados, mas porque existe antes da separação e depois dela também, contendo ambos os resultados do colapso como possibilidades eternas.
A fome de certeza é tão grande que preferimos uma resposta fixa e limitada a aceitar que a Sacerdotisa é, essencialmente, indeterminação consciente.
Falando sério, o Brasil só precisa ser assumido por um governo de direita, pró-militar e pró-América para tornar-se extremamente seguro. As forças especiais brasileiras, em eficácia, só perdem para os SEALs americanos. A única coisa atrasando esses caras são os tribunais dominados por ONGs intrusas e a ONU.
por @iamspritz - #SpritzSaturn
#Brasil #Segurança #Globalismo
Imagem 1: Sociedade Militar - https://t.co/ACyr3LNyGY
Männerbund em ação: Grupos de rapazes que moldaram a historia humana por @IonicCulture - #AgentSaturn#fraternidade#mannerbund#revolução#cultura#tradição
O conceito da männerbund (do alemão, "liga de homens"/"fraternidade masculina") refere-se a um tipo de estrutura social histórica que opera paralelamente à unidade familiar, representando outro poder social.
Esta estrutura consiste em um grupo de homens, que se uniam para a conquistar territórios e tesouros, geralmente estes homens eram jovens. As fraternidades como conhecemos são um desenvolvimento disto, de forma mais civilizada, ordenada e abrangente. Alguns exemplos de männerbund: Mirmidões de Aquines, Shinsengumi, Maçonaria, Skull and Bones, Hashshashin e assim a lista segue.
Enquanto a família foca na preservação biológica e estabilidade doméstica, a männerbund atua como um motor cultural, político e inovador de forma geral. É o espaço onde o indivíduo deixa de ser um átomo isolado ou que vive colado ao seio familiar, para se tornar parte de um um grupo ligado por objetivos compartilhados, transformando o "eu" em um "nós". Um homem sozinho pode alcançar grandes feito, mas um grupo pode mudar o destino da civilização.
Historicamente, o progresso humano não nasceu da passividade, mas da tensão criativa e do AGON, o princípio grego da disputa e competição saudável. Dentro de fraternidades (evoluções da Männerbund), como as Guildas de Ofício ou os círculos de navegadores, a busca pela excelência era alimentada pela necessidade de ser digno perante os pares. Esse ambiente de risco compartilhado e meritocracia radical forçou a humanidade a criar ferramentas e táticas que a vida puramente privada jamais exigiria. Fraternidades foram, e sempre serão, um elemento central em TODA revolução social.
A base das fraternidades é a amizade heroica, um laço de lealdade que serve como um aparelho social de resistência e distribuição de poder. O poder distribuído é a garantia da saúde social. Quando homens se organizam em múltiplas ordens com códigos de honra próprios, criam uma sociedade com poder descentralizado, que por si só possui um freio contra o despotismo. O tirano tem medo das fraternidades porque elas possuem uma soberania que o Estado não consegue atomizar. Nessas ligas, o líder não é um senhor absoluto, mas um Primus Inter Pares (primeiro entre iguais), cujas ações são validadas pela honra e excelência. Se o tirano tenta oprimir seu povo, ele vai ter que enfrentar dezenas de pequenos exércitos.
Compreendo que uma fraternidade tradicional busca elevar a ação até à categoria de rito. A hierarquia entre Aprendiz, Companheiro e Mestre não é meramente salarial, mas iniciática. O rito de passagem marca a morte simbólica da criança dependente da familia e o nascimento do homem responsável. Sem esses marcos, a sociedade moderna mergulha em uma "eterna adolescência", onde o sentido de dever é substituído pelo mero consumo e habilidade de gerar lucro.
Em tempos de isolamento e impotência burocrática, resgatar o espírito do Männerbund/fraternidades é um ato de rebeldia necessário. Ao unir-se a outros homens de ideal, constrói-se um ambiente de crescimento das virtudes, um campo de batalha intelectual, mentoria de pessoas com grande conhecimento prático e caráter e principalmente, ação coletiva com poder de impacto econômico e artístico inalcançável individualmente.
O mundo moderno convida à passividade, mas a fraternidade convida à soberania. O Männerbund é a "pátria portátil" de quem compreende que a verdadeira força não vem da submissão a um centro único de poder, mas da união sagrada entre pares, que buscam virtudes e deixar um legado na história. Procure seus iguais, estabeleça seus códigos e torne-se, novamente, um agente de um grupo que busca transformar suas vidas e a história.
O LONGO NARIZ DE DEUS
por @AstralTravellr - #AstralSaturn
Eu estou cansado. Da vida, do trabalho, dos acidentes, da solidão, da imperfeição, das coisas que dão errado mesmo que eu me esforce. Estou cansado. De mim mesmo. Vejo meu corpo no espelho e só constato limitações e pequenez.
Com toda a sinceridade? Eu nunca estive tão lúcido. Eu sou isso aí mesmo. Já tive ideias orgulhosas, de que vou fazer e acontecer, e de que posso me proteger sozinho, basta ser racional, produtivo e, como uma vez me disse um velho colega, "desviar das antas".
Essa é uma pegada de vida materialista – e plenamente delirante. O homem que encara a si mesmo com toda a sinceridade não pode chegar a essas conclusões. Ele teria de mentir a si mesmo sobre quase tudo – sobre sua própria natureza e sobre o funcionamento real do mundo.
Enquanto lê essas linhas, você pode pensar então que eu estou à beira da depressão ou do churrascamento. Mas eu não estou. E há um único motivo para isso: o Deus que me criou é um Deus que tem o nariz longo. "Nariz longo", você pergunta? Esse sujeito realmente enlouqueceu de vez. Porém, deixe-me explicar que eu estou me fundamentando na Torá – no Velho Testamento, dirão os amigos cristãos.
Deus tem o nariz longo porque Ele respira fundo antes de julgar. Eu não tardo a julgar a mim mesmo, meus colegas, às vezes até minha família e meus amigos mais amados. Eu sou isso aí mesmo. Nariz pequenininho. Mas Deus é diferente. Deus segura o próprio fôlego antes de julgar e condenar fatalmente. O Longo Nariz de Deus é o espaço de manobra que eu não concedo a mim mesmo ou aos outros.
Está lá na Torá. É bíblico. No hebraico, a ira é "nariz quente" (charon af). Alguém irado respira curto e quente. Erech apayim é o oposto: é o nariz que demora a esquentar. No hebraico original, em Êxodo 34:6, Deus é descrito como Erech Apayim, o “Longo de Narinas”. No hebraico, isso não significa apenas que Deus é paciente, mas que Ele é “demorado em irar-se”.
É como se o caminho que a respiração percorre fosse tão extenso que desse tempo para o arrependimento chegar antes do veredito. E até que Deus termine de expirar, eu posso até me arrepender e acabar me voltando a Ele, como é necessário que ocorra.
No mundo material, tudo é curto: o tempo, a paciência, o fôlego. Não há atraso divino justificável. Se algo dá errado, a reação é o nariz quente imediato – a ira contra a própria limitação e a dos outros, nossos próprios semelhantes. Eu escrevi que estou cansado. Percebi que minha exaustão não vinha do trabalho em si, mas da crueldade de não me permitir o tempo de uma expiração profunda.
O mundo material dissemina a ideologia da pessoa materialista e mecanicista: ela é “bem-sucedida” – ela é um motor que nunca falha. Mas todos nós precisamos da pausa que só o “Longo de Narinas” oferece. O materialismo nos dá as ferramentas para construir o mundo. Mas, quando não há equilíbrio – pausa, shabat, compaixão, vida espiritual –, ele nos tira o oxigênio necessário para sobreviver. A impaciência é uma asfixia.
E, igualmente, quando eu não gosto do que vejo no meu espelho, isso também remonta à nudez de Adão no Éden. Não é que Deus tenha criado Adão nu. Quando Adão pecou, ele percebeu a si mesmo estando nu. Na mística judaica, essa nudez é a perda da luz que o cobria. Adão se esconde não porque Deus mudou, mas porque ele não suporta a própria imagem imperfeita refletida no olhar da Perfeição.
Eu me vejo no espelho e quero me esconder, como Adão se escondeu entre as árvores. O orgulho me diz que, se eu não for perfeito, não tenho o direito de existir diante do Criador. Isso também é uma tolice minha – mas, pela primeira vez, eu saber que sou tolo é algo que me alivia, não que me preocupa. É uma tolice minha porque… Deus é Longo de Narinas.
De nós, Deus só quer um coração que não seja tão orgulhoso assim. Um coração que saiba voltar. A Teshuvá – o arrependimento e retorno – não é um plano de contingência. Ela é o centro da experiência humana. Se o veredito fosse instantâneo, se Deus tivesse nariz curto, a história teria terminado no Éden.
Moisés falhou, David caiu, e ambos continuaram sendo os amigos de Deus. Isso me faz pensar no meu próprio cansaço. É um absurdo libertador perceber que o Criador do universo gasta tanto ar esperando o meu amadurecimento. E, enquanto isso, eu tendo a só me encher de orgulho e de ego (ferido), uma tendência que preciso revisar – todos nós, como humanidade, precisamos.
Pois, para que esse orgulho? Por que o ego diante de meu próprio Criador, que só me quer bem? Para que esconder-se entre as árvores?
Eu preciso aceitar a ideia de que talvez eu não mereça mesmo – mas terei, por obra e graça divinas. E não merecer, diante do Criador, não será humilhação, será libertação, e será amor eterno, sem limites.
O amor de Deus não é condicional. É um presente. Vou aceitar sem restrições – e o cansaço se tornará suportável, até que eu finalize minha jornada aqui neste mundo.
@arturcoveiro@MParallax33710@perfil5agoravai O cara não falou nada demais na real. O post original está corretíssimo no uso que faz dos conceitos. Quem misturou coisa com coisa foi o @MParallax33710. Groselhou total, sofistou e ainda ficou putinho. É correto o que dizem, quanto maior a arrogância, menor o conhecimento.
@MParallax33710@perfil5agoravai Lol, você obviamente não leu o texto inteiro. Se leu, leu com a bunda. Porque nada do que você falou se aplica ao que foi dito.
Falando sério, o Brasil só precisa ser assumido por um governo de direita, pró-militar e pró-América para tornar-se extremamente seguro. As forças especiais brasileiras, em eficácia, só perdem para os SEALs americanos. A única coisa atrasando esses caras são os tribunais dominados por ONGs intrusas e a ONU.
por @iamspritz - #SpritzSaturn
#Brasil #Segurança #Globalismo
Imagem 1: Sociedade Militar - https://t.co/ACyr3LNyGY
SEJAMOS FRANCOS...
por @iamspritz - #SpritzSaturn#Geopolítica#Sociedade
...a Igreja Católica esteve envolvida em algumas das piores atrocidades da história.
Famílias mafiosas nasceram em comunidades católicas, clérigos promoveram conquistas coloniais brutais e conversões forçadas nas Américas e pelo mundo afora, a Inquisição torturou e executou pessoas, as Cruzadas resultaram em massacres, os escândalos gigantescos de abuso por padres custaram bilhões à Igreja...
Se formos justos de verdade, temos de reconhecer que papas corruptos no Renascimento e o papel histórico da Igreja em espalhar ideias antissemitas ajudaram a criar o ambiente que levou a horrores posteriores. Na maioria das vezes a instituição não impediu nada ou simplesmente fingiu não ver.
E não estou falando isso como quem vem de fora querendo atacar a fé. Cresci como italiano, numa família católica tradicional, estudei em colégios católicos, vivi essa cultura no dia a dia. Com o tempo, fui percebendo o quanto do poder histórico da Igreja veio de séculos obrigando as pessoas a se converter, incluindo partes da minha própria família.
No fundo, todo grupo — religioso, político, étnico, qualquer um — é basicamente uma tribo. Tribos disputam poder, dinheiro, controle, influência. Não importa o discurso bonito que façam. Todo grupo tem gente boa e gente ruim, gente honesta e vigarista, gente leal e criminosa, quem tenta consertar as coisas e quem protege o próprio poder. Nenhum grupo é perfeito nem está acima de críticas.
Gente é gente.
Não precisa de teoria conspiratória sobre grupos secretos controlando tudo quando os problemas reais — instituições se protegendo, gente trocando favores, poder antigo tentando sobreviver — são evidentes.
É uma força em decadência...
A Igreja Católica já comandou boa parte do Ocidente. Começou quando Roma virou cristã no século IV, se fortaleceu depois do cisma com o Oriente em 1054, e chegou ao auge na Idade Média, quando coroava reis, controlava fortunas através de ordens como os Templários e impunha suas regras pela força.
Mas esse poder foi minguando. A Reforma Protestante rachou a Europa. O Iluminismo colocou a razão acima da religião. Revoluções secularizaram os Estados. As guerras mundiais e o fim do colonialismo acabaram com os velhos impérios.
Hoje o Vaticano é basicamente um microestado que discursa na ONU, faz lobby em migração e clima, mas não tem exército nem como impor nada a ninguém.
Eles ainda têm influência por meio das igrejas espalhadas pelo mundo e conexões em fóruns internacionais, mas isso vem acompanhado de problemas: escândalos financeiros (ainda há processo judicial por fundos que sumiram), acobertamento de casos de abuso e acordos que às vezes colocam a instituição acima de tudo.
Não há nada de sagrado nisso. É só tentativa de segurar os restos de uma influência antiga num mundo onde cada vez menos gente frequenta missa. A presença nas igrejas despencou no Ocidente.
...e este é o "x" da questão
Os países mais poderosos hoje não são comandados por católicos. Os EUA (de maioria protestante na origem, cada vez mais secular, católicos em torno de 20% e caindo) ainda têm o exército mais forte e boa parte da melhor tecnologia.
A China (oficialmente ateia, controla rigidamente qualquer religião, incluindo católicos) domina a manufatura e está evoluindo rápido na tecnologia.
A Índia (majoritariamente hindu) cresce enormemente em população e economia. A Rússia (cristianismo ortodoxo ressurgindo com força) controla muita energia e bate de frente com o Ocidente.
Claro, tem os BRICS e o Brasil, que continua cadastrado como católico, mas os evangélicos avançam rápido.
O que está havendo agora é que estão desmontando o sistema que o Ocidente montou depois da Segunda Guerra, o mesmo sistema no qual o Vaticano muitas vezes operou.
O sistema antigo tenta reagir bancando ONGs, ativistas, às vezes até agitadores para gerar problemas, protestos, pressão migratória, guerras culturais destinadas a enfraquecer países que não seguem as regras antigas. Mas não funciona mais tão bem.
Governos fortes estão reagindo: fronteiras mais fechadas e deportações nos EUA, combate pesado às gangues em El Salvador, controle e vigilância total na China. A era em que pequenos grupos podiam gerar caos sem fim e sem consequências está acabando, porque os países querem ordem e força.
Pode doer, mas é necessário.
Que aconteça o progresso real: IA avançada, computação quântica, mercados sem trava de burocracia carcomida.
Novas ideias e trabalho sério vão deixar velhas estruturas de poder para trás. O controle do passado está afrouxando, e isso é bom.
As coisas melhoram quando os grupos param de agir como donos da verdade e começam a deixar competência, força e fatos assumirem a liderança.