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Se você abrir traduções bíblicas modernas, verá que o texto diz exatamente "Jesus Barrabás".
Historicamente, o teólogo Orígenes (século III) observou que os escribas antigos começaram a apagar o nome "Jesus" antes de "Barrabás" nos manuscritos gregos. Eles achavam uma heresia ou um sacrilégio que um criminoso/assassino compartilhasse o mesmo nome sagrado do Salvador. Por isso, a maioria das Bíblias medievais e antigas passou a registrar apenas "Barrabás", mas a arqueologia textual recuperou o nome original nas últimas décadas.
O significado de "Bar-Rabás"
Em aramaico, "Bar" significa "filho de", exatamente como nos casos de Natanael Bartolomeu (Natanael filho de Tolmai) ou Simão Barjonas (Simão filho de Jonas). No caso de Barrabás, a segunda parte do nome traz duas grandes correntes de interpretação que se complementam:
Filho de Rabás / Abba: Tradicionalmente, no aramaico clássico, a expressão original provável é Yeshua bar-Abba, que se traduz literalmente como "Jesus, filho do Pai" ou "Jesus, filho de um Rabino/Mestre" (já que Rabba ou Rab refere-se a mestre/professor).
Trata-se de um simbolismo dramático. Isso gera uma das ironias mais marcantes do julgamento. A multidão foi colocada diante de uma escolha entre dois homens com identidades quase idênticas na pronúncia da época:
- Jesus, o Bar-Abba (O "filho do pai" terreno, um líder político violento que tentava libertar o povo pelas armas);
- Jesus, o Cristo (O verdadeiro Filho do Pai Celestial (dito Abba também), que oferecia uma libertação espiritual pelo amor).
Para entender detalhadamente como os pesquisadores bíblicos descobriram a supressão do nome "Jesus" antes de Barrabás nos textos antigos, recomendo assistir ao vídeo Was his name Barabbas or Jesus Barabbas? (Matthew 27:16). O conteúdo demonstra de forma visual a análise dos manuscritos e as razões teológicas pelas quais os escribas decidiram ocultar o nome original do prisioneiro ao longo dos séculos.
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