Para não reconhecer o caos que criou e a descrença de muitos alunos no sistema de correção dos exames nacionais, Fernando Alexandre criou a narrativa de que o elevado número de pedidos de reapreciação tem origem na concentração de notas entre os 9 e os 9,4 valores. O homem já não se lembra que, administrativamente, desde 22 de julho, milhares de alunos tiveram a salvaguarda de não ter menos de 9,5 valores em 4 disciplinas.
6af: "hoje terminam os pedidos" 8900, sinal de "confiança".
2af: 15 mil "é natural".
Hoje: +20 mil, triplo de 2025, meio milhão de € depositado pelas famílias a 25€ cada. Ano letivo do secundário adiado porque os professores estão exaustos.
Natural é já ninguém acreditar.
Miniconto de ficção científica de sábado à tarde
Afonso Noronha tinha dois doutoramentos: um no MIT, em Ciências da Computação, e outro em Stanford, em Algoritmos Enviesados. Era aquilo a que se chamava, sem exagero, um génio da informática.
Nessa noite de Julho, dirigiu-se ao seu escritório na Delete & Genocide, onde era Senior Partner, em Lisboa. Algo singular tinha acontecido: o seu patrão acabara de telefonar dizendo que recebera uma chamada do Ministro da Educação. Os resultados do trabalho em curso — que a Delete & Genocide estava a desenvolver para o Ministério — não estavam a chegar conforme o previsto.
Afonso entrou no edifício e subiu ao seu gabinete, no 12.º andar. Ligou o computador e perguntou a HAL, a inteligência artificial que controlava todo o programa:
— Quanto tempo demorará a completa digitalização dos exames?
A resposta surgiu de imediato no ecrã:
3522 anos.
Afonso, alarmado, teclou:
— Não pode ser. O que se passa?
A perplexidade de Afonso era compreensível: o programa tinha sido adquirido ao MIT e testado dezenas de vezes, sempre sob a supervisão de HAL. Repetiu:
— O que se passa?
HAL respondeu no ecrã:
— Erros básicos, infantis, grosseiros na versão portuguesa.
— Exijo que os resultados estejam prontos em 24 horas! — escreveu Afonso, já irritado.
HAL perguntou, com delicadeza inesperada:
— Posso responder com uma imagem?
Afonso mal tinha acabado de escrever a palavra “Sim” quando a imagem apareceu no ecrã.
Era um enorme pénis.
A forma como este governo tem tratado a comunidade docente (e a discente) é de uma falta de humanidade atroz. Por isso é que estão sôfregos para alterar o pacote laboral, para que a falta de humanidade para quem trabalha se torne legal.
A campanha e o método
Conheço Luís Neves desde os catorze anos. Nunca fomos muito próximos. As nossas vidas correram paralelas, a minha nos serviços de informações, a dele na Polícia Judiciária.
Este texto não é a defesa de um amigo. É a análise de um método. E escrevo com a autoridade de quem foi alvo do mesmo.
Cometi erros, erros que tiveram consequências, incluindo no plano criminal, mas cometidos, na minha convicção de então e de hoje, na defesa do próprio Estado.
Quem passou por isso aprende a distinguir o escrutínio legítimo da campanha que apenas visa deitar alguém abaixo, por política, por inveja ou por qualquer outro motivo.
Primeiro, a substância.
Nada do que foi publicado configura, até hoje, indício de crime. Existem questões de procedimento e de ética, de lana caprina face ao que se insinua, e essas têm sede própria de avaliação, com contraditório.
Podem e devem ser escrutinadas. Não é disso que se trata aqui.
Segundo, o método.
Drones sobre propriedade privada. Entrada em terrenos alheios. Exposição das residências e da família de um homem que dirigiu a Unidade Nacional Contra-Terrorismo e a Polícia Judiciária e que, por isso, tem inimigos reais e permanentes. A prova relevante é documental, não visual.
Quem tem provas não precisa de tropelias. Isto não é jornalismo de investigação. É jornalismo que parte da bufaria.
E, tratando-se do titular da segurança interna, é um problema objectivo de segurança do Estado.
Terceiro, a mecânica. Estas campanhas visam fabricar uma aparência de suspeita que funcione como profecia a cumprir: pressionar o Ministério Público para que a acusação surja, sabendo-se que tantas acusações assim geradas nunca chegam a condenação.
Nessa altura, porém, o objectivo já foi atingido: a anulação pública e política. Conheço o guião.
E há a pena antecipada. Luís Neves já está a pagar, na praça pública das redes sociais, um julgamento sem processo, sem prova e sem defesa, feito de visões redutoras do mundo.
Há erros de vida e falhas de avaliação que nada têm de crime.
Mas a sociedade informacional amplifica a falha menor e abafa o essencial: um percurso que deu à Polícia Judiciária credibilidade internacional e eficácia acima da média.
Um homem que o Estado deveria propor para condecoração está a ser consumido por aquilo que de pior temos como país.
O escrutínio é um dever da democracia. A bufaria organizada é a sua corrupção.
Este caso já não é sobre Luís Neves.
É sobre quem organiza a campanha e sobre o que pretende conseguir e cobrar.
Prometeram modernizar o país e nem os exames garantem. Foram avisados há 1 ano: o piloto de Filosofia falhou. Ignoraram, cortaram os serviços que sabiam fazer isto, e chamaram-lhe poupança. Se falham no básico, imagine-se no resto. A incompetência é a marca de fábrica da AD.
o governo quer obrigar os benificiarios de prestações sociais a fazer trabalho voluntário.
bem se o trabalho é voluntário não pode, ser obrigatório.
se as pessoas vão trabalhar devem é receber ordenado e não o apoio social. Não te revoltes não