De uma forma ou de outra, as narrativas apocalípticas continuam sendo um instrumento eficiente para a mobilização social. Que nós possamos estar atentos a isso para não adotar posturas de "nós contra eles", facilitando o extremismo e o ódio em discussões online ou no cotidiano.
Ainda assim, existem casos registrados de verificações de fatos que refutaram afirmações específicas baseadas em projeções inexistentes, indicando que parte da distorção é mais intencional do que ingênua.
Os dados demográficos oficiais e estudos acadêmicos indicam que não há fundamento na ideia de maioria muçulmana iminente na Europa como um todo.
É exagero político ou alarmismo sugerir o contrário.
Narrativas extremas ignoram fatores como a rápida expansão dos “não religiosos” e o encolhimento cristão (um fenômeno que, aliás, é mais impactante para o futuro religioso da Europa do que qualquer crescimento muçulmano).