@douglascorrea87 Mas que ESTA RESPOSTA do Pedro foi absurda, o que realmente foi.
No mais, não tô aqui pra defender influencer, mas hoje em dia, ele tem sido o mais correto e sincero a falar do Galo.
Até gosto de outros, mas ele e o Fael tem sido os mais confiáveis ultimamente.
@douglascorrea87 Amigo, tô vendo muita gente sendo meio ignorante com vc pelo que vc falou.
Vamos trocar ideia sem agressividade. Se vc acompanha o canal do cara, vai saber que ele elogia muito o Pedro Daniel e que nesse caso ele foi muito claro que ainda não tinha visto a entrevista toda.
O GALO que você aprendeu a amar não existe mais.
E isso dói de um jeito que nem derrota em final de campeonato consegue explicar.
Porque o GALO não era só um clube.
Era quase uma religião torta, meio pagã, meio operária.
Uma fé que nascia no concreto quente das arquibancadas, na cerveja morna no copo de plástico, no radinho de pilha do seu avô chiando no interior.
O GALO era sofrimento compartilhado.
Era dignidade na dificuldade.
Era orgulho de ser o time que quase nunca tinha tudo, mas nunca teve medo de ninguém.
Era do atleticano que herdava o clube do pai como quem herda uma cicatriz.
Nós crescemos torcendo por coisas simples e imensas.
Torcendo pelo punho cerrado de Reinaldo, que levantava mais que um braço: levantava uma ideia de mundo.
Torcendo pela cabeçada impossível de Dadá Maravilha, que parecia desafiar até a gravidade.
Torcendo pela perna esquerda milagrosa de Victor, que um dia virou muralha e fez o impossível caber dentro de um gol.
A nossa torcida sempre foi por isso.
Mas agora parece diferente.
Agora dizem que o futuro depende de aporte.
De investidor.
De reunião de conselho.
De planilha.
O GALO que era de quem sofria junto foi ficando distante de quem sempre carregou ele no peito.
Arquibancada virou ativo.
Torcedor virou cliente.
Paixão virou ~projeto~.
E nós, que sempre torcemos por punho cerrado, por cabeçada improvável e por defesa milagrosa, agora temos que torcer para bilionário fazer aporte.
Talvez não exista nada mais frustrante do que isso.
Porque o GALO sempre foi uma coisa meio desorganizada, meio caótica, meio improvável.
Mas era nosso.
Era humano.
Agora parece uma empresa tentando simular paixão.
E paixão não se simula.
O GALO não nasceu em conselho administrativo.
Talvez o futebol moderno tenha decidido que clubes precisam virar empresa.
Mas alguém esqueceu de avisar que alguns clubes eram mais do que isso.
O GALO era um deles.
E é impossível não se perguntar:
Até quando vamos resistir a isso?
Porque atleticano aguenta muita coisa.
Aguenta jejum.
Aguenta derrota.
Aguenta injustiça.
O que talvez ninguém esteja preparado para aguentar…
é perder o próprio GALO.
Porque perder jogo, campeonato, a gente aprende desde criança.
Mas perder o próprio clube… isso ninguém ensina.
Eu não tive tempo de assistir nem o cabeça fria contra o Fortaleza ainda e já tô pensando no de amanhã. Faz esse quadro mais não @canaldofrossard. Não aguento mais sofrer concordando com vc.