Me dicen que los medios en Brasil prácticamente no están hablando de este video donde @BolsonaroSP premia a Fernando Cerimedo (y ambos cuentan exactamente lo que hacen en toda América Latina).
¿Será que alguien está poniendo 💵💵💵 para que miren para otro lado, @GloboNews?
Imagine, por um segundo, que o filho do Lula estivesse envolvido com um psicopata que cooocou duvidas sobre urnas eletrônicas, que tem fazenda de bots, é agente da CIA e tentou assassinar a mulher grávida. A moralidade da imprensa é seletiva e igualmente corrupta.
Tem gente muito frustrada depois da última pesquisa...
Ficou bem claro, na minha leitura, que a estratégia de Flávio Bolsonaro parece ter sido usar setores do Judiciário para gerar fatos negativos contra o filho de Lula.
E usar setores da imprensa para manter esses fatos girando em torno do próprio eixo.
Isso, obviamente, não nasceu do nada.
Alguém acreditou que essa operação daria certo.
Alguém vendeu a ideia de que bastava criar o fato, reciclar a manchete, alimentar colunista, empurrar narrativa e esperar o estrago aparecer nas pesquisas.
Só que não apareceu.
E deve ser desesperador perceber que, mesmo com todo esse barulho, o efeito eleitoral é praticamente nulo.
Agora sobra o quê?
Reciclar os mesmos fatos pela milésima vez.
Tentar usar os mesmos braços para travar as investigações contra Flávio no caso dos R$ 60 milhões de Vorcaro.
E apostar em alguma comoção artificial.
Pedir prisão de Lulinha?
Pedir prisão de alguém próximo?
Criar um escândalo de emergência.
Qualquer coisa que reacenda o teatro.
Mas acho que o público entendeu o jogo.
A velha fórmula do factoide, manchete e indignação terceirizada já não funciona como antes.
O povo pode até assistir ao espetáculo.
Mas não está mais comprando ingresso.
ATENÇÃO!! Jovem Pan passou a MAIOR VERGONHA ao vivo no Quem Tem Razão!! A Paula Nobre teve que LER A NOTA DA ASSESSORIA DO HADDAD desmentindo a FAKE NEWS sobre a Estela!! KKKK que ridículo, mais uma vez a direita mentirosa se deu mal!! QUE VÍDEO SENSACIONAL!!
NÃO TERMINOU EM PIZZA
Um aviso aos fachos bolsonaristas: se tentarem atacar a democracia de maneira criminosa durante o processo eleitoral, vamos derrubar cada ação de vocês! Não vai terminar em pizza.
SUNGA BRANCA
Que linda a IA do “Zero Um” de sunguinha branca. Na verdade, poderia ser o sungão do irmãozão Vorcaro. Além das pataquadas visuais e das fotos ridículas na internet, a maior farsa do extremismo é se vender como “antissistema”.
O ANTIFASCISMO ESTARÁ EM TODOS OS LUGARES! Praça da Encol 🚩
No dia 4 de outubro, é hora de derrotar o fascismo nas urnas:
Leonel Radde Dep. Estadual 1️⃣3️⃣0️⃣0️⃣7️⃣
Pimenta Senador 1️⃣3️⃣1️⃣
Manuela Senadora 5️⃣0️⃣0️⃣
Juliana Brizola Governadora 1️⃣2️⃣
Lula Presidente 1️⃣3️⃣⭐
TUDO TEM LIMITE!
Vazar dados sigilosos, colocando em risco a vida do ministro Flávio Dino, é crime, não é jornalismo! Tentar esconder isso atrás do discurso de “perseguição” é canalhice. Tudo tem limite! A lei tem que ser cumprida com rigor!
Toda minha solidariedade a @ManuelaDavila.
Atacar a Manuela é atacar uma mulher pública que sempre esteve ao lado do povo, da democracia, da juventude e da justiça social. Quem é anti-Manu é antipovo, antimulheres, antijuventude e anti-Brasil.
Artigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicado neste domingo no jornal Washington Post
As tarifas dos EUA contra o Brasil são um erro estratégico
Há um ano, fui surpreendido pela publicação, em uma plataforma digital, de carta do Presidente Donald Trump que impunha tarifa de 50% a produtos brasileiros. A menção, logo no primeiro parágrafo, ao ex-presidente Jair Bolsonaro — condenado no ano passado e hoje preso por tentativa de golpe de Estado no Brasil — deixava explícita a motivação política da medida.
Nos diálogos que mantive com Trump desde então ressaltei que não é necessário compartilhar as mesmas visões de mundo para buscar relação mutuamente benéfica entre nossos países. Afinal, somos líderes das duas maiores democracias e economias das Américas.
Negociações entre nós e decisões da Suprema Corte dos EUA desmontaram a primeira versão do tarifaço. Mas este mês, desconsiderando dezenas de reuniões entre nossas equipes, sólidos argumentos técnicos e documentos que entreguei pessoalmente ao próprio Trump, o governo norte-americano decidiu adotar novas tarifas contra o Brasil que vão de 12,5% a 37,5%.
Como resultado, a Global Trade Alert, organização independente baseada na Suíça, estima que o Brasil e a Turquia são hoje os segundos países mais tarifados pelos Estados Unidos, depois apenas da China. E isso apesar do superávit norte-americano no comércio bilateral de bens e serviços, que ao longo de quinze anos consecutivos acumula 428 bilhões de dólares.
Além de injustas, as novas tarifas são um erro estratégico: elas prejudicam a economia dos Estados Unidos e a parceria com o Brasil. Diversos segmentos industriais dos Estados Unidos dependem de insumos brasileiros. Alimentos, calçados, têxteis, móveis, autopeças e vários outros produtos chegarão mais caros ao consumidor norte-americano.
As exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram para o menor patamar desde 1997. Na comparação entre os primeiros 6 meses de 2025 e 2026, o comércio bilateral com os EUA recuou 12,8%, enquanto o comércio com a União Europeia cresceu 6,1% e com a China aumentou 15,9%.
No médio prazo, essas tarifas vão levar à desorganização de cadeias produtivas que hoje se encontram densamente integradas e as empresas brasileiras vão substituir fornecedores norte-americanos por outros parceiros.
Isso diz muito da inconsistência entre os interesses dos EUA anunciados em sua estratégia de segurança nacional e as políticas que adota em relação ao Hemisfério Ocidental.
A América Latina e o Caribe não precisam de porta-aviões rondando suas águas nem de punições tarifárias. O que nos falta são parceiros confiáveis e previsíveis. Neste momento em que os EUA isolam seu mercado, outros países se apresentam como alternativas, oferecendo uma agenda positiva, capaz de fomentar o desenvolvimento econômico e social.
Estou convicto de que a união de esforços em torno de iniciativas concretas de investimento, comércio e combate ao crime organizado é o caminho a seguir para superar as mazelas que afligem um hemisfério que é de todos nós.
A divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais por recursos estratégicos constituem gestos anacrônicos e retrocessos.
Apesar da longa história de intervenções políticas e militares dos Estados Unidos na América Latina e no Caribe, houve momentos em que Washington soube ser um parceiro à altura de nossos interesses de desenvolvimento.
O Presidente Franklin D. Roosevelt implementou uma política de Boa Vizinhança que tinha como objetivo substituir o uso da força pela diplomacia em sua política externa para a região. Essa postura contribuiu de forma decisiva com os primórdios da industrialização no Brasil. O presidente George W. Bush, ao enfrentar a crise financeira de 2008, incluiu 3 países latino-americanos na primeira reunião de líderes do G20.
Para o Brasil, a única guerra que precisamos travar nesta parte do mundo é contra a fome, a pobreza e a desigualdade. E as únicas armas a empregar são as dos investimentos, da transferência de tecnologia e do comércio justo e equilibrado.
Tentativas de impor amarras ideológicas à parceria bilateral, ou de instrumentalizá-la para fins eleitorais, não se sustentam. Nunca antes um secretário de Estado norte-americano havia qualificado o Brasil como um país não-amigo. Ninguém vai nos derrotar com base em mentiras.
As alegações do Presidente Trump contra o Brasil, na tentativa de justificar as tarifas, são infundadas. A liberdade de expressão não é carta branca para a criminalidade nas plataformas de redes digitais — não vamos abdicar de proteger nossas famílias e nossas crianças contra a ganância de um punhado de tecno-oligarcas. Nosso sistema de pagamentos, o Pix, não discrimina empresas norte-americanas e é uma referência internacional de infraestrutura pública digital. O mundo inteiro sabe que, a partir de 2023, combatemos de forma incisiva os ilícitos ambientais e reduzimos drasticamente o desmatamento em todos os biomas brasileiros.
Respeitamos a soberania de outros Estados e negociamos com todos aqueles que saibam respeitar a nossa. A reciprocidade é a base de toda relação entre nações e temos mecanismos apropriados para assegurá-la.
Estamos prontos a continuar dialogando de maneira aberta e construtiva, como o relacionamento entre dois países como o Brasil e os Estados Unidos requer. Mas o destino do Brasil compete apenas aos brasileiros, sem interferência externa, nem subserviência.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva