Esse danado do Haaland é imparável, conseguiu empatar o jogo nos últimos minutos.
Que bom que tinhamos Neymar JR, que enfim teve companheiros a altura para fazerem a parte deles, e obviamente como sempre no fim ele iria fazer o dele para garantir a vitória. 🙏
Só trocaria bellingham na do Bruno Guimarães, kolasinac fez uma copa absurda na primeira fase, munoz tambem, gostei de todos os jogos do laimer da Áustria mas acho que nao entraria por agora, James rodrigues fez 2 jogaços e nao seria loucura te lo ali, assim como Olise, enfim
Minha seleção da fase de grupos. Qual a sua?
🇨🇭 Kobel
🇨🇴 Muñoz
🇨🇻 Diney Borges
🇦🇺 Circati
🇧🇦 Kolasinac
🇸🇳 Pape Gueye
🇧🇷 Bruno Guimarães
🇫🇷 Dembélé
🇦🇷 Messi
🇧🇷 Vinícius Jr
🇫🇷 Mbappé
@EdisanderNasci1@gmilagre França jogou vs Senegal, quem é um time 10x melhor que o Haiti, e controlou bem o jogo, no segundo tempo voltou com mais vontade e poderia ter feito 5 ou 6. Não tem nem comparação
Lá estava eu.
Cretáceo Superior, planície perto do grande rio. Eu, um Compsognathus de 1,65 metros em dia de sorte (contando a cauda), pele marrom opaca, braços curtos pra caralho, maxilar fraco e barriga que ainda aparecia mesmo correndo o dia inteiro atrás de lagartos pequenos. Trabalhava como vigia da manada — basicamente ficava olhando se tinha algum predador enquanto os outros comiam.
Tinha conseguido chamar a atenção da Lila, uma Parasaurolophus fêmea linda: crista colorida, pele verde brilhante, quadril largo e um canto que fazia todo mundo do vale parar pra ouvir. Ela andava comigo nas últimas semanas, rindo (com aquele som de trombeta) das minhas piadas sobre “ser pequeno mas ágil”. Talvez hoje eu consiga*, pensei enquanto bebíamos água no rio. *Eu aqui com meus bracinhos ridículos e 1,65 m... e ela ainda do meu lado.
Foi quando o chão tremeu.
As árvores balançaram. Os pterossauros voaram todos de uma vez. Até os triceratops pararam de pastar.
Lucas Bergvall chegou.
Não era um dinossauro qualquer. Era um Spinosaurus** de 1,98 metros na cernelha (sem contar a vela dorsal absurda), escamas douradas brilhando sob o sol, olhos azuis penetrantes como hunter eyes, mandíbula longa e perfeitamente alinhada, braços enormes com garras que pareciam espadas, corpo musculoso que fazia o rio parecer menor. A vela dorsal dele era tão imponente que projetava sombra em metade da margem.
Ele caminhou devagar até a beira do rio, cada passo fazendo a terra vibrar. Lila parou de beber água. O olhar dela travou nele.
Eu, tremendo, tentei me posicionar na frente dela como “proteção”. Ele parou na nossa frente, baixou a cabeça gigantesca e falou com aquela voz grave que ecoou pelo vale:
— Boa tarde, irmão. Sedento hoje, né?
Enquanto ele abaixava pra beber, um pedaço de âmbar fresco caiu da dobra da pele dele. Peguei com meus bracinhos ridículos pra devolver.
Era um Exame de Hormônio Fossilizado.
Testosterona: 14.670 ng/dL
Feito há 8 minutos atrás (o âmbar ainda tava quente e com resina fresca). Os paleontólogos ancestrais tinham gravado: “Nível que faz os tiranossauros parecerem filhotes”.
Fiquei paralisado, olhando o âmbar brilhante. Ele virou a cabeça enorme pra mim, sorriu (mostrando dentes perfeitos) e disse:
— É recente. Pode ficar se quiser estudar, irmão.
Lila se aproximou dele devagar, olhos brilhando, crista inflando de excitação. Em menos de dois minutos ela já estava roçando o pescoço nele, fazendo aqueles sons de acasalamento que nunca fez pra mim.
O resto da manada ficou olhando. Alguns machos menores se afastaram respeitosamente. Eu fiquei ali, segurando o âmbar quente, sentindo todos os olhares de pena.
Quando o sol começou a baixar, vi os dois indo embora juntos pra floresta. A vela dorsal dele brilhando ao pôr do sol, Lila colada nele.
Eu voltei pro meu canto da planície, sozinho, caçando lagartos pequenos com meus bracinhos inúteis.
Nem na era dos dinossauros escapei.
Nem com 65 milhões de anos de antecedência.
It's over.
Brutal.
fui completamente moggado na americanas, não seja eu...
finalmente tinha chamado a mina dos sonhos pra sair
-american blonde
-blue eyes
-pink nails (pintado recente)
-beautiful eyelashes
-skinny big-breasted
chamei pra assistirmos um filme no cinema, quando pensamos em passar na americanas pra comprar alguns lanches, chegando lá ela apontou pra um salgadinho Doritos que tava na primeira prateleira mais alta a uns 1.90, e eu com minha humilde skin de maranhense surrado pela vida.
-black dwarf
-1,59 (com coturno do atacarejo)
-one-eyed
-ugly as sin
-beard failing
-pig breath
olhei pra ela com uma tristeza nos olhos, eu não conseguia alcançar aquela altura pra pegar o salgadinho nem se eu tivesse de bota militar com 10cm de altitude, mas tudo iria piorar...em um breve momento as luzes começam a piscar, o ar-condicionado se tornou mais gélido, o ventilador começou a girar mais rápido, o wi-fi ficou mais potente, o lucro da americanas triplicou em ações naquele exato segundo, todos ficaram em choque quando uma presença se apresentou na entrada da loja...era ele...a presença imponente...
-1,93 de altura (Soccer player height)
-Olhos azuis (Siberian Husky Eyes)
-Jawline definida
-Godzillla Hands
-Ogro’s feet
-Rich Man (no mínimo 500k como renda de emergência)
-23 cm de big baseball bat (mole)
ele se dirigiu ao corredor aonde eu estava, seus passos fizeram até às prateleiras tremerem...
-haha, quer ajuda my brother?
disse ele com facilidade pegando o doritos, sequer precisou erguer os braços, um verdadeiro alfa moggando o beta...a garota que estava ao meu lado já havia sido hipnotizada, a loja estava cheia e todos viram a tamanha humilhação, o pior foi quando por acidente ele deixou cair uma nota fiscal do laboratório em que tinha feito exames de manhã, e detrás da nota fiscal uma informação que fez minha pressão cair, olhos lacrimejar e a testa suar...9.876 de testosterona, exame recentes 09:00 da manhã...o pior foi quando entrou uma equipe de jornalistas e perguntou como ele se sentia ajudando os mais necessitados, justamente no momento em que ele me oferecia o Doritos, HUMILHADO EM REDE NACIONAL, ACABOU PRA MIM! a garota que me acompanhava sumiu na multidão, e então eu tive o que me sobrou...nada!
Lá estava eu.
Primeiro dia de aula presencial depois da pandemia, curso de Direito na UFMA, São Luís. 1,66 m de pura vergonha alheia, pele de quem trabalha de entregador de bike no sol de 42°C, camiseta do Flamengo desbotada de 2019, tênis com sola soltando e uma mochila que já tinha mais remendos que dignidade.
Sentei na terceira fila, tentando não ser notado. Foi quando ela chegou atrasada: a loira de olhos verdes do interior do Maranhão que todo mundo já tava de olho desde o Enem. Sorriso fácil, perfume que chegava antes dela, voz macia que fazia até o Código Penal parecer interessante. Ela sentou bem do meu lado. Começamos a trocar ideia sobre a matéria, sobre a loucura de morar em república e sobre como o calor de São Luís mata qualquer vontade de estudar. Ela riu das minhas piadas. *Caralho*, pensei, *talvez esse ano eu consiga ao menos uma chance... eu aqui com minha cara comum, maxilar negativo, mãos pequenas de quem só segura guidão... e ela me dando atenção.*
A porta da sala abriu de novo.
Não era o professor.
Era **Lucas Bergvall**.
1,97 m de altura absurda, loiro nórdico brilhando mesmo na luz fria da sala, hunter eyes com canthal tilt positivo que pareciam mirar a alma de cada um, jawline tão definida que dava pra raspar coco com ela, ombros largos, braços com veias saltadas como se o cara tivesse acabado de sair de um treino com os deuses. A camisa polo justa mal continha o físico. Ele caminhou até o meio da sala como se fosse o dono do prédio.
A sala inteira ficou em silêncio. A loira do meu lado parou de falar no meio da frase.
Ele sentou duas carteiras na nossa frente. Eu já tava me comparando mentalmente: *eu com 1,66 m e postura de quem leva chinelada desde criança, ele com 1,97 m e frame de quem nasceu pra dominar... eu com barriga de cerveja barata, ele com gomos que pareciam feitos de aço sueco...*
O professor chegou e mandou formar grupos de 4 pra um trabalho imediato sobre Constituição. Claro que ela quis ir pro grupo dele. Eu fui arrastado junto. Enquanto discutíamos, Bergvall falava com calma, citando artigos de cabeça, com sotaque sueco charmoso misturado com português perfeito. A loira não tirava os olhos dele. Eu tentava contribuir alguma coisa, mas minha voz saía fina e tremida.
Em certo momento ele se inclinou pra pegar uma caneta que caiu. A camisa subiu um pouco. Vi o abdômen definido. *Meu Deus*, pensei, *eu aqui com shape de quem come miojo todo dia, ele com isso...*
No final da aula, quando tava todo mundo saindo, ele deixou cair um papel do bolso. Eu, idiota, peguei pra devolver. Era um exame de sangue recente. Testosterona: **11.234 ng/dL**. O laboratório tinha colocado um asterisco e a frase “valores fora da curva humana”.
Fiquei paralisado. Ele virou, sorriu com aqueles dentes perfeitos e disse com voz grave:
— Obrigado, irmão. Pode ficar com ele se quiser estudar.
A loira olhou pra mim, depois pra ele, e riu baixinho. Eu devolvi o papel com a mão tremendo, sentindo minhas peixeira hands contra as gorilla hands dele.
Voltei pra república de ônibus lotado. Cheguei, abri o notebook velho pra tentar adiantar o trabalho. Sem querer abri o Instagram da turma. Primeiro story: foto dele no pátio com a loira do meu lado, legendada “Grupo já formado 💪”. Segundo story: alguém filmou ele jogando bola no gramado da universidade — dominando com uma mão só.
Fechei o notebook. Deitei na rede rangendo. Fiquei imaginando como seria ser ele. Como seria ter aquela genética, aquele dinheiro, aquela presença. Como seria não ser invisível.
Acordei no meio da noite suando. Tinha sonhado que ele me pegava no colo no corredor da faculdade, me chamava de “man” com sotaque sueco e me levava pra enfermaria enquanto eu olhava hipnotizado pra jawline e hunter eyes dele.
Olhei pro teto rachado da república.
Amanhã tem apresentação oral.
Ele provavelmente vai tirar 10.
Eu vou gaguejar.
It's over.
Brutal.
🗿🚬
Lá estava eu.
Sábado à noite na Praia do Calhau, São Luís do Maranhão. Segurança temporário de um evento de forró, 1,65 m em dia de sorte, uniforme apertado marcando a barriga de cuscuz com ovo, mãos calejadas, maxilar negativo e pele de quem descasca babaçu no sol.
A noite tava boa. Juliana, a mina que sempre sorria pra mim, veio sozinha. Conversamos, ela riu da minha piada idiota. Talvez hoje eu consiga um número, pensei. Eu aqui com minha cara de betinha, voice fina, 1,65 m em dia de sorte... e ela parando pra falar comigo.
Foi quando o vento parou. O forró baixou. As pessoas abriram caminho.
Lucas Bergvall chegou.
1,98 m descalço, loiro platinado, hunter eyes azuis, jawline afiada, ombros largos, braços com veias grossas como mangueira. A camisa branca justa parecia pintada nele.
Ele passou na minha frente. Tremendo, fiz a revista:
— Abre os braços e pernas, senhor.
Passei a mão nos braços dele. Era concreto quente. Desci pro abdômen. Gomos blindados. Comecei a suar frio. Eu com minha barriga mole, 1,65 m em dia de sorte... ele com isso.
No bolso da bermuda, minha mão achou um papel ainda quente. Tirei. Era um exame de sangue.
Testosterona: 11.847 ng/dL
Feito há 5 minutos atrás. Horário exato. O laboratório colocou emoji de fogo e “fora da escala humana”.
Fiquei congelado. Ele olhou pra mim, sorriu e falou com voz grave:
— É recente. Pode ficar se quiser, irmão.
Entreguei o papel com a mão tremendo. Eu com meu exame de 3 anos atrás dando 187... ele tirando teste de testo 5 minutos antes só pra me moggar...
— Pode passar, senhor — murmurei.
Dois minutos depois Juliana seguiu ele pra dentro sem nem olhar pra trás.
Mais tarde vi os dois no meio do povo. Ela rindo alto, mão no braço dele. As outras meninas orbitando. Eu voltei pro posto destruído.
Quando o evento acabou, ele saiu com Juliana e mais duas. Entraram num carro importado. Eu fui embora de moto, tanque na reserva.
Cheguei em casa, deitei na rede. Abri o WhatsApp. Story dela com ele. No grupo das amigas: “Esse homem é reprodutível demais... vontade de carregar filho dele”.
Desliguei o celular.
Fiquei olhando o teto, pensando no domingo descascando babaçu.
It's over.
Brutal.
🗿🚬
Se eu fosse o Lucas Bergvall... nada disso estaria acontecendo comigo.