10 motivos para investigar, afastar e/ou prender um magistrado onipotente
1.
O magistrado editou duas vezes o contrato privado da esposa advogada com o banqueiro, que rendeu uma fortuna para a família dele, embora a do contratante tenha sido construída à base da maior fraude financeira da história do país, com dinheiro desviado de investidores e de fundos de previdência, ou seja, de aposentados.
2.
O magistrado foi beneficiário do uso de aeronaves da empresa do banqueiro como parte das negociações com sua esposa, como ficou comprovado até em vídeo.
3.
O magistrado foi um dos organizadores de uma degustação em Londres de whisky Macallan e charutos, patrocinada pelo banqueiro; e, para ela, convidou autoridades das quais o contratante de sua esposa gostaria de se aproximar, incluindo outro magistrado do mesmo tribunal que atribuiu expressamente ao colega esse convite.
4.
O magistrado conversava pelo WhatsApp com o banqueiro, que parecia receber dele informações de interesse e que lhe pedia para interferir junto a autoridades policiais e do Ministério Público presentes no clube do whisky, a fim de travar investigações em tese sigilosas a seu respeito, chegando a consultar o marido de sua contratada sobre fugir do país dois dias antes de ser preso.
5.
O magistrado utilizava um sistema de visualização única das mensagens trocadas com o banqueiro, tendo alterado a configuração do aplicativo para que os rastros fossem apagados a cada 24 horas, o que ele próprio, em voto condenatório no tribunal, considerou apagamento de provas.
6.
O magistrado utilizou um inquérito ilegal aberto há 7 anos e meio para atacar, com base em relatório apócrifo do qual ainda não explicou como tomou conhecimento, o relator do caso que retirou sigilo do relatório policial oficial, no qual ele foi identificado como destinatário das referidas mensagens do banqueiro contratante de sua esposa.
7.
O magistrado participou de sessão de julgamento sobre a abertura ou não de investigação a seu respeito, buscando intimidar o relator do caso com acusações - desprovidas de devido processo legal e de provas documentais - como a de que o colega exerceu pressão para que ele fosse implicado em colaboração premiada.
8.
O magistrado cobrou que, para abertura de investigação a seu respeito, houvesse pedido do atual procurador-geral da República, também envolvido em trocas de mensagens com o banqueiro com quem fumou charuto e foi fotografado no clube do whisky, embora esse mesmo magistrado tenha relatado por 7 anos e meio um inquérito aberto sem pedido da Procuradoria, cuja chefe, na época, defendeu seu arquivamento por ilegalidade.
9.
O magistrado trocou de celular sem jamais ter apresentado o conteúdo ou entregue às autoridades o aparelho e o chip daquele pelo qual conversou com o banqueiro contratante de sua esposa. Tampouco encaminhou a qualquer autoridade, na época das conversas, aviso ou solicitação de providências acerca dos pedidos de interferência em investigações a partir de informações sigilosas obtidas ilegalmente.
10.
O magistrado conta com a mobilização de aliados no tribunal (alguns dos quais ele ajudou a blindar no passado), na Polícia Federal, na Procuradoria-Geral e na presidência da República, além da ala chapa-branca da imprensa, para melar o processo na raiz, seja plantando vícios para colher nulidade, seja arrastando os demais colegas para a mesma lama. Ele também segue sendo sorteado, ou passível de ser sorteado, para relatar ações que envolvem o escândalo que o atingiu; e ainda poderá ser ser presidente da Corte daqui a um ano, concentrando ainda mais poderes para retaliar todos que ousaram enfrentá-lo.
Existe a PF que investiga.
Existe a “PF” que troca investigador de filho de presidente e faz pressão contra outros avanços inconvenientes.
E agora existe a “PF” que fornece relatório apócrifo a magistrado irritado com colega.
Todas elas são chamadas de PF na imprensa, mas é preciso saber identificar cada uma conforme o caso.
Já o PGR Paulo Gonet é um só.
Ele pediu nulidade do relatório oficial da PF que - sem diligências específicas contra autoridades do sistema de Justiça - mostrou sua intimidade e de Alexandre de Moraes com o banqueiro criminoso Daniel Vorcaro, a partir de dados extraídos do celular dele.
Agora esse mesmo PGR vai avalizar o relatório apócrifo usado pelo relator paralelo Moraes para pedir investigação sobre o relator oficial André Mendonça?
O pior caminho para conter alegadas extrapolações de um ministro do STF é usar um documento “sem valor probatório” no âmbito do inquérito das fake news, ele próprio o exemplo maior, há mais de 7 anos, de extrapolações cometidas no Supremo.
Essa utilização para blindagem pessoal é o enésimo motivo dado por Moraes para ser investigado pela verdadeira PF no caso Master. O problema, além do PGR com saudades de Vorcaro, é que a mais alta Corte do país virou o “STF Futebol Clube”, regado a charutos e whisky Macallan.
MALU GASPAR DETONA FOTO DE MINISTROS DO STF RINDO:
“É o deboche com a preocupação da população. Estamos falando dos guardiões da Constituição, que até outro dia se diziam heróis da democracia. Isso é um escárnio deliberado. Essa foto representa a atitude deles: dobrar a aposta contra a indignação da população. É dar risada na cara das pessoas porque acham que nada vai acontecer. O que estão dizendo é: ‘Dane-se, eu não estou nem aí, vou continuar rindo’. Não importa quantos milhões eu tenho recebido do Daniel Vorcaro, nem que a Constituição me coloque na posição de prestar satisfação às pessoas. Eu não vou ligar. Eu vou rir na cara dessas pessoas.”
“Em reunião com Lula, Gilmar orienta PF a reagir a ordens de Mendonça quando considerá-las ilegais.” Gilmar pode orientar a PF? E orientar à desobediência civil? Este país virou um esgoto.
https://t.co/ZbzavkgxhQ
Carinho de Paulo Gonet por Vorcaro compromete PGR: https://t.co/NNgoHvEw1E.
Assista à minha análise das mensagens ligadas a Gonet e ao diretor da PF, Andrei Rodrigues, além da nota da Transparência Internacional – Brasil sobre o escândalo.
Um país em que magistrado edita impunemente contrato milionário de sua esposa advogada com um banqueiro interessado em sua influência no sistema de Justiça, e com o qual bebe whisky no exterior e troca mensagens de WhatsApp, não pode ser um país sério.
Ainda mais quando o empresário pede ao magistrado atuação nos bastidores para blindá-lo contra investigações.
Tudo indica que o banqueiro visava a obtenção desses serviços informais ao fechar um contrato acima dos padrões de mercado, até porque advertiu assim o tesoureiro do banco em relação a atrasos nos pagamentos:
“Angelo. Pqp. Não pagaram Barci de Moraes. Não to entendendo isso. Contrato mais importante que temos te pedi pra não falhar. Surreal. Vamos ter problemas”.
É indecente, por si só, faturar com a geração tácita dessa expectativa de influência, que dirá manter em segredo os pedidos de obstrução de justiça feitos pelo contratante.
Que o Senado se omita em caso tão grave, é uma amostra de como uma indecência lava a outra na República do Escambo.
É óbvio que Dias Toffoli aproveitou a chance para retaliar Renan Santos por causa das manifestações convocadas pelo rapaz contra a participação do ministro no caso Master. É o modus operandi dessa gente autoritária.
Lembra do abraço aí? Logo depois seu irmão chocolateiro teve a sujeirada dele limpa. Quem entregou o país pra Suprema Corte foram vocês. Sem mentiras por aqui, covardao.
Ai Vorcaro, da o dinheiro pro Black Horse do Papai…
Canalhas!
Eu não tenho pena. Eles acharam que iriam me prender, prender o Carlos e até o Prof. Olavo de Carvalho. Agora reclamam do monstro que ajudaram a criar. Não foi por falta de aviso.
Dias Toffoli é o ministro blindado pela família Bolsonaro em 2019 contra CPI.
Ele paralisou investigações sobre rachadinhas de Flávio, senador que se omitiu por mais de 7 anos sobre os escândalos e abusos de poder do aliado.
Agora, Toffoli suspende a campanha do mesmo Renan Santos que ousou criticar suas relações financeiras com o grupo de Daniel Vorcaro e pedir seu impeachment.
Há políticos de rabo preso que se submetem ao sistema porque precisam de blindagem.
E há alguns outros, em menor número, que não se curvam, e que sofrem retaliações, sob pretextos tão ridículos quanto o atraso no registro de endereço de perfis.
Lula disse viver “o melhor momento da minha passagem pelo planeta Terra”.
Ele vive encastelado, com dinheiro e poder.
Quem vive inseguro são os brasileiros.
Entre escolher Merda liquida e Merda sólida prefiro não escolher nenhuma das duas. Plena admiração por quem vota nulo com essas duas opções. Tem mais três candidatos pra testar, não dá pra perder tempo com bandidos.
VOTAR NULO É PIOR DO QUE SER PETISTA
Votar nulo é votar em Lula.
Se você deixar de votar terá que pagar a multa de R$ 3.
O petista vai votar de graça e em ambos os casos são eleitores contribuindo para Lula.
O filme de ficção sobre um político que tentou combater o sistema, mas foi retaliado por ele, obviamente, nada tem a ver com a trajetória de Jair Bolsonaro.
O Bolsonaro real, quando veio à tona o funcionalismo fantasma da família, amarelou para o sistema e se aliou a ele contra o combate à corrupção e à impunidade de colarinho branco.
A prisão posterior de Bolsonaro, a despeito do juízo que se faça sobre a condução do processo e a pena imposta, nada tem a ver com combater o sistema, mas com atos resultantes de sua dificuldade de reconhecer a derrota eleitoral e sua necessidade de explorar teorias conspiratórias sobre as mesmas urnas eletrônicas pelas quais ele e seus filhos haviam sido eleitos.
O Bolsonaro real é aquele que distribuiu cargos a primo, advogado e aliados de Gilmar Mendes, que apoiou a campanha de seu irmão à Prefeitura de Diamantino, que mandou um filho esquecer qualquer crítica ao decano do STF e outro filho apagar a defesa da prisão em segunda instância em rede social, que abraçou Dias Toffoli em noite de sábado para celebrar a aprovação do apadrinhado de Ciro Nogueira para o STF, e que ainda avalizou que este mesmo Kassio Nunes Marques votasse a favor de Lula em processo da Operação Lava Jato.
Se a família Bolsonaro tivesse combatido o sistema a partir de 2019, recusando escambos e acordões em nome de princípios inegociáveis, não precisaria de uma ficção hollywoodiana bancada por um financiador do próprio sistema, como o “irmão” Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para se promover falseando a história do país. Bastaria a narração, ou o compilado, dos fatos objetivos.
Em certo sentido, no entanto, é preciso reconhecer que o filme sobre o cavalo azarão (de Troia) retrata perfeitamente o bolsonarismo: uma grande enganação, turbinada por outros enganadores.
Não apoiar com afinco o único candidato que pode vencer o filho da organização, aquele que o Presidente, preso político, torturado e censurado, @jairbolsonaro apontou há mais de 5 meses, é de uma desonestidade sem tamanho com todos. É mais uma demonstração de puro ódio ao Brasil e ao próprio país.
Qualquer pessoa entende a gravidade institucional do momento. Se Luiz Lula da Silva indicar mais quatro ministros ao Supremo, o desequilíbrio entre os Poderes acabará de vez com qualquer chance deste povo sofrido e de reação da política nacional.
Intercept, vocês são VAGABUNDOS!
NÃO EXISTE DINHEIRO DO VORCARO PARA MIM, LARGUEM DE SER MENTIROSOS!
E ainda botam no título da matéria: “o homem da grana”. Vocês são a escória do jornalismo.
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