Fora de brincadeiras:
Estou solidário c aquele homem q teve de se esconder naquele restaurante de fast food. Apenas posso imaginar o nível de pânico q é necessário atingir para uma pessoa chamada Lima Mayer entrar voluntariamente num McDonald's
O controlo de rendas é sempre uma estrada para Havana!
O Instituto + Liberdade publicou, sem filtros, um diagrama que documenta as consequências reais de duas leis de controlo de rendas em Berlim — e os resultados são devastadores.
A Mietendeckel (o tecto de rendas) criou, de forma imediata, uma classe de privilegiados: os inquilinos com contratos anteriores a 2014, que beneficiaram de reduções artificiais. Todos os outros, que entraram no mercado a partir dessa data, enfrentaram o pior dos dois mundos: rendas a disparar e oferta a desaparecer de forma precipitada. A lei foi mais tarde declarada inconstitucional — não pelo conteúdo da medida, mas pela incompetência do Estado de Berlim para a decretar. Resultado prático: os inquilinos tiveram de devolver as reduções de que tinham beneficiado. Menos oferta, rendas a continuar a subir e um mercado ainda mais distorcido. Um desastre completo.
A segunda lei, a Mietpreisbremse (o travão de rendas), em vigor desde 2015, proíbe que as novas rendas ultrapassem em mais de 10 % a média local. Outro fracasso. Os proprietários responderam exactamente como a teoria económica prevê: passaram a arrendar apartamentos mobilados, a fazer contratos de curtíssima duração ou a recorrer a arrendamentos locais para escapar ao tecto. A fiscalização revelou-se impossível — e bem. Nenhum Estado democrático está equipado (nem deve estar) para policiar cada contrato de arrendamento entre cidadãos.
O padrão é claro: a regulação absoluta num mercado livre produz ineficácia absoluta. Reduz a oferta, cria privilégios para uns e exclusão para outros, gera evasão e acaba por piorar o problema que pretendia resolver.
Os exemplos históricos confirmam-no sem margem para dúvida: as filas para o pão na União Soviética, os quinze anos de espera por um carro de plástico na RDA, ou o estado miserável do parque habitacional de Havana — já degradado muito antes de qualquer embargo recente. O controlo de rendas não “protege” os inquilinos. Destrói o mercado que deveria servir-lhes.
Algumas reflexões de domingo à tarde.
1.Da última vez que estive numas festas de aldeia nos arredores de Coimbra (ou, há mais tempo, nos bailaricos de verão na zona da Covilhã), havia mais gente do que a que estava ontem na Praça D. João I e no Rossio.
2. As ditas “assembleias populares”, para além do ridículo do conceito, têm menos gente do que as RGA da Faculdade de Direito no meu tempo de estudante.
3.O direito constitucional à habitação, tal como o direito ao trabalho, não é um direito a morar no centro de Lisboa ou do Porto. Também não é o direito a receber uma casa à borla quando nem sequer se trabalha.
Há muitas casas no interior do país, várias a preços módicos, e, já agora, também há emprego.
4.Os media organizam muitas vezes debates sobre o seu próprio futuro. Pela cobertura destas manifestações, percebo que essa reflexão é mesmo necessária.
Com raras exceções, mesmo muito raras, o que tenho visto nos comentários em direto é exagero, e exagero óbvio. Algumas perguntas não são mais do que ações de verdadeiros agentes provocadores e tenho testemunhado que alguns dos jornalistas têm um talento particular para o teatro.
5.Já vimos cargas policiais em Portugal, por exemplo há anos na Ponte 25 de Abril, e vemo-las hoje em França. O que vimos ontem não foram cargas policiais.
6.Este movimento precisa tanto de se fazer de vítima que já está a esgotar os adjetivos e os superlativos. Quem ouve a rapaziada do Bloco de Esquerda até fica com a ideia de que estamos em plena guerra, tal é a dramatização e o exagero.
Ninguém enche a Luz
A habitação é um problema sério. Ninguém discorda, e é precisamente por ser sério que não merece ser sequestrado por uma minoria.
Comecemos pelas contas. As contas policiais para a manifestação em Lisboa ficam entre 10 e 15 mil, já com optimismo. No Porto, alguns milhares. Somando Lisboa e Porto, nem com a generosidade dos promotores se enchia a Luz numa jornada banal do campeonato. A rua tem todo o direito de se fazer ouvir. Não tem o direito de se fazer passar pelo país.
Há, no entanto, um sítio onde estes manifestantes têm maioria absoluta: as redacções.
Pela intensidade da cobertura, pelo tom das perguntas, pela proximidade de quem pergunta.
Neste momento, o largo em frente à Assembleia da República parece cheio na televisão. Pareceu igualmente cheio quando lá estiveram os polícias, e quando lá estiveram os bombeiros.
Aquele largo, tal como o Rossio, tem esse talento: poucos milhares, bem enquadrados pela câmara, parecem uma nação inteira.
Depois, o método, que não é novo nem é nacional. A acampada e a assembleia popular são uma franquia da Puerta del Sol, com escala pelas praças francesas, importada com guião, vocabulário e, em boa parte, com os próprios porta-vozes, vários deles vindos de Espanha.
O ciclo também é conhecido. Escolhe-se uma causa justa, constrói-se um "nós contra eles", provoca-se a pequena infracção (a tinta, o graffiti, o contentor, a tenda que fica depois da hora) até haver reacção policial. Com a reacção vem a vitimização. Com a vitimização chegam os partidos.
E chegam todos. O Bloco esteve desde o primeiro dia. Outros apareceram mais tarde, quando perceberam que a ausência se notava e que convinha estar por perto para ver, e controlar, aquilo em que a coisa se transformava.
O PS descobriu agora uma polícia desproporcionada, depois de oito anos a governar a crise da habitação que hoje denuncia e de ações naturalmente semelhantes da mesma polícia.
Nada disto tem a ver com casas.
Tem a ver com o governo ser de outra cor.
E o mais sério. Dos palcos destas assembleias ouviram-se apelos à revolução e a deitar abaixo "esta democracia". Uma assembleia de praça, de microfone aberto e braço no ar, decidiu levar as tendas para a porta do Parlamento em plena votação do Orçamento.
Com todo o respeito pela praça, o Orçamento vota-se lá dentro, por quem foi eleito pelo povo para isso. Chama-se democracia representativa e é a única que temos.
A outra, a "popular", tem uma história longa e nenhum final feliz.
Romantiza-se o espírito de resistência. Resistência a quê?
Não há ditadura, nem censura, nem eleições suspensas. Há um calendário eleitoral que funciona. Quem quer mudar de política tem as urnas. Quem quer mudar de regime traz tendas.
Há uma juventude acampada no Rossio. Há outra, muitíssimo maior, que àquela hora está a trabalhar, a estudar ou a dormir para se levantar cedo. Essa não tem direito a directos.
O Presidente da República disse hoje que não gostou do que viu. Ninguém gostou. Mas as imagens têm uma ordem, e quem só comenta a segunda esquece a primeira: a polícia só interveio porque houve quem decidisse que a lei não se lhe aplicava.
Seguro lembrou, e bem, que lei e liberdade não são incompatíveis, para as autoridades como para os cidadãos.
É pena que a frase tenha ficado soterrada debaixo do "não gostei".
Chamou ainda aos jovens uma "geração bloqueada".
Os jovens do Rossio não são os jovens portugueses. São uma parte, e pequena.
E basta ler o caderno reivindicativo para perceber o que se pede: tectos às rendas, mais habitação pública, o Estado a travar, a comprar, a atribuir.
É a velha ideia do Estado como patrono, a quem cabe resolver as necessidades de cada um.
A crise da habitação é real e grave. Mas não se resolve fazendo do Estado senhorio universal, e muito menos com manifestações cujas mensagens mais audíveis já nada têm a ver com casas e tudo têm a ver com política.
(Continua 1o comentário)
@SergioSilvestre@RuiMCB Não queria colocar como "Era inevitável" mas "Torna-se inevitável" A culpa tem vários nomes. O PS de Costa que preferiu 3.2 mil milhões na TAP que na habitação (por sobrevivência política", da AD com a Troika que dizimou um setor, do Estado por pagar tarde e a más horas....
@RuiMCB@SergioSilvestre Portugal tem uma fatia muito grande de trabalhadores com salário mínimo ou até 10% acima. E com 1) desinvestimento em habitação publica nos últimos 15 anos 2) com empreiteiros a virar a atenção para empreendimentos de luxo e 3) +10% da população... Era inevitável
@SergioSilvestre@RuiMCB O Fabian Figueiredo (deputado do BE) ontem esteve em Lisboa e pediu aos manifestantes que tirassem as tendas. Até o BE entende que a causa não ganha nada com a manutenção das tendas durante a noite.
Última hora: Zelensky aceita que a Ucrânia perca 25% do seu território, ficando assim reduzida a 75%.
Parabéns a todos os que apoiaram a morte de ucranianos e russos para obter este resultado!
@SergioSilvestre@RuiMCB Somos dos países da europa coma maior nuyde habitação própria (e por consequência com peso de dívida nas famílias) porque o mercado de arrendamento não era alternativa. Agora não existe alternativa publica (ou mista) os preços disparam. É microeconomia básica)
A Mariana Costa devia ser Ministra com o pelouro da Habitação
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Já foi? E correu bem?
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Não fez nada e piorou a situação?
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Se calhar não é a melhor pessoa para ouvir.
Muito bem a Marina Gonçalves no debate da habitação na @SICNoticias.
Disse aquilo que é evidente, o foco do debate tem que ser principalmente sobre soluções de curto prazo porque as pessoas precisam de casas AGORA. E a única forma de garantir isso é mexer no lado da oferta.
@SergioSilvestre@RuiMCB Após o grande investimento do final dos anos 80 e 90 - onde se acabou com a grande maioria dos bairros de lata - estivemos 26 anos a fazer zero pós modelos de habitação publica. E não existindo um preço mínimo de acesso a habitação hoje andamos todos a chorar.
Woke French student mocked owners who lost stores in riots - then her jet-set life was revealed: 'Your little shops, that's cute' https://t.co/4vR8tqsqbO
A minha avó materna até falecer tinha o receio que os comunistas chegassem ao poder e lhe ficassem com a casa.
Parece que as ideias antigas ganhem espaço fértil em novas mentes.
Bom dia. Mais um tuga da AIMA a apelar à violência… e a culpa, claro, é da “extrema-direita”.
A facilidade com que estes energúmenos se deixam guiar por estrangeiros é inacreditável.
Continuem a votar nos mesmos✊️🥀🤘
Polska nie powtórzy błędów innych europejskich państw, nie będzie też za nie płacić. Twardo bronimy granicy przed nielegalną migracją, mamy własną politykę azylową (nie przyjmujemy wniosków), deportujemy tych, którzy łamią polskie prawo. W kwestii bezpieczeństwa będziemy bezwzględni. To usłyszeli ode mnie liderzy Europy w Brukseli.
Salvador Sobral: “Sou senhorio em Lisboa, inquilino em Barcelona. Tenho conflitos com os meus privilégios. É difícil ser socialista” https://t.co/5jHI1fX0Ov