While markets focus on short-term portfolio adjustments, leaders in the U.S. government are laying the foundation for long-term leadership in Bitcoin and digital assets.
Capital markets are funding the AI buildout at historic scale: ~$400B over 6 months. Bitcoin ETFs have seen ~$4B of outflows since May 14, pressuring $BTC. This is a capital rotation, not a Bitcoin impairment. Volatility creates opportunity.
Four ideologies shape the Bitcoin community. Maximalists bring conviction. Capitalists bring integration. Technologists bring innovation. Fundamentalists bring preservation. Bitcoin reaches its full potential when these four forces work in harmony.
Excelente entrevista do @FlavioBolsonaro para a famosa @prageru.
Flávio é a única alternativa para o Brasil deixar para trás o passado de censura e perseguição política.
https://t.co/Vpf2P0eUXH
For decades, Cuba has been the world capital for radical left-wing terrorism. The regime in Havana has recruited, trained and backed violent Marxist and third-worldist movements across our hemisphere and beyond. Today, we are targeting the network that enables and funds Cuba's subversive and radical operations.
Pursuant to sanctions authorities created by President Trump’s groundbreaking Cuba Executive Order, I am designating the following entities:
1. Ministry of the Revolutionary Armed Forces of Cuba (MINFAR)
2. Cuban Institute of Friendship with the Peoples (ICAP)
3. Amistur Cuba S.A.
4. Committees for the Defense of the Revolution (CDR)
5. Minera La Victoria S.A.
Anyone providing services to these sanctioned actors is at risk of sanctions themselves. Foreign banks and other companies that provide services to these entities should freeze those activities.
The Trump Administration will no longer tolerate radical Marxist regimes in our hemisphere seeking to threaten U.S. national security and engage in influence operations to export their poisonous and evil “revolution” to our country and around the world.
Em 1984, um homem sentado diante de uma câmera descreveu o mundo em que vivemos hoje com uma precisão desconfortável.
Seu nome era Yuri Bezmenov.
Não era um personagem de romance de espionagem. Não era um teórico conspiratório. Era um ex-agente de influência soviético, jornalista ligado à agência Novosti e colaborador do aparato de inteligência da URSS. Durante anos participou daquilo que considerava a verdadeira arma do regime soviético: não os tanques, não os mísseis nucleares, não os agentes infiltrados, mas a capacidade de moldar a forma como uma sociedade interpreta a realidade.
Após desertar para o Ocidente, Bezmenov fez uma afirmação que parecia absurda para muitos na época: a maior parte do trabalho estratégico soviético não estava voltada para roubar segredos militares ou derrubar governos por meio da força. O objetivo era algo muito mais ambicioso. Alterar gradualmente a percepção coletiva de uma população até que ela se tornasse incapaz de distinguir seus próprios interesses de sua própria destruição.
Ele chamou esse processo de subversão ideológica.
Segundo Bezmenov, ele se desenvolvia em quatro etapas.
A primeira era a desmoralização.
A fase mais longa e mais importante. Levava entre quinze e vinte anos, o tempo necessário para formar uma nova geração. Não era preciso invadir um país. Bastava influenciar suas instituições formadoras: escolas, universidades, meios de comunicação, produção cultural e centros de opinião. O objetivo era produzir indivíduos que passassem a enxergar sua própria história como motivo de vergonha, sua cultura como fonte de opressão, suas tradições como obstáculos e sua identidade nacional como algo a ser desconstruído.
O aspecto mais inquietante dessa fase era que, uma vez consolidada, ela se tornava extremamente resistente aos fatos. A pessoa não apenas discordava da realidade. Ela passava a rejeitá-la. Evidências deixavam de ter importância quando entravam em conflito com a narrativa internalizada. O indivíduo acreditava estar defendendo a justiça justamente enquanto enfraquecia os pilares que sustentavam sua própria sociedade.
A segunda etapa era a desestabilização.
Mais curta, geralmente entre dois e cinco anos. Nesse estágio, os alvos já não são valores ou percepções, mas estruturas concretas. Economia, segurança, instituições, autoridade política, coesão social e confiança pública tornam-se objetos de contestação permanente. O que antes era fundamento passa a ser tratado como algo negociável, relativo ou dispensável.
A terceira etapa era a crise.
Pode acontecer em poucas semanas. Um evento traumático, uma ruptura institucional, uma convulsão social ou econômica. Nesse momento, uma população já fragilizada psicologicamente procura desesperadamente uma saída. E justamente por estar desorientada, aceita soluções que em circunstâncias normais rejeitaria.
Por fim vem a normalização.
Uma nova ordem é instalada e apresentada como progresso, estabilidade ou libertação. A ironia do termo vinha da própria experiência soviética na Tchecoslováquia após 1968, quando a repressão foi oficialmente chamada de "normalização".
Então veio 1991.
A União Soviética colapsou. O Muro de Berlim já havia caído. O Ocidente declarou vitória. Muitos imaginaram que as advertências de Bezmenov haviam se tornado relíquias de uma Guerra Fria encerrada.
Talvez esse tenha sido o maior erro.
Porque o desaparecimento da União Soviética não significava necessariamente o desaparecimento dos mecanismos que ela havia ajudado a disseminar. O foguete caiu. Mas a carga já havia sido lançada.
E uma vez que uma geração inteira aprende a reproduzir determinados padrões culturais e ideológicos, ela não precisa mais de um centro de comando. O processo ganha vida própria. Autorreplica-se. Alimenta-se das próprias instituições que transformou.
O que torna as reflexões de Bezmenov tão perturbadoras não é a história da URSS. É a semelhança entre sua descrição e fenômenos que observamos atualmente em diversas sociedades ocidentais.
Vivemos numa época em que muitos países ensinam seus jovens a enxergar sua herança cultural apenas através da culpa. Em que universidades frequentemente se transformam em espaços de acusação permanente contra a própria civilização que as criou. Em que o orgulho nacional é tratado como suspeito, enquanto o desprezo pela própria identidade é frequentemente celebrado como virtude.
Uma sociedade pode sobreviver a crises econômicas.
Pode sobreviver a guerras.
Pode sobreviver a desastres naturais.
O que nenhuma sociedade sobrevive indefinidamente é à perda do instinto de autopreservação.
Quando um povo passa a considerar sua continuidade algo vergonhoso, sua história algo condenável e sua existência algo que exige permanente pedido de desculpas, ele começa a perder a vontade de defender aquilo que o mantém vivo.
E é justamente nesse ponto que a advertência de Bezmenov continua relevante.
O grande conflito do nosso tempo talvez não seja econômico, militar ou tecnológico.
Talvez seja psicológico.
A disputa entre sociedades que ainda acreditam ter algo digno de ser preservado e sociedades que foram convencidas de que sua própria dissolução representa uma forma superior de progresso.
Uma civilização saudável é capaz de reconhecer seus erros sem odiar a si mesma.
É capaz de corrigir excessos sem renunciar à própria identidade.
É capaz de evoluir sem declarar guerra às suas próprias raízes.
Porque uma civilização que desaprende a amar aquilo que é não perde apenas sua memória.
Ela perde sua razão de continuar existindo.
E quando isso acontece, a queda já começou muito antes de qualquer colapso visível.
Foi exatamente esse o aviso que Yuri Bezmenov deixou há mais de quarenta anos.
E talvez o mais inquietante seja perceber o quanto ele ainda parece atual.
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