@FBCDepressao@franca_milgrau Flamengo ao longo desses 5 anos tentou algumas coisas e não deu certo.
Franca acertou alguns, Panda, Nacho, Hinkle, Rodrigues.
Com o alto orçamento também fico na expectativa de um achado ou alguém bombástico.
Mas de novo, não tem tantos, por isso vão nos mesmos.
Há um livro muito interessante chamado “Factfulness”, de Hans Rosling, em que ele mostra como se constrói, por meio de um discurso de “superdramaticidade”, a justificativa para toda a sorte de emotivismo barato, sem objetividade e racionalidade, sem fundamento em dados honestos baseados em causas prováveis e verificáveis, permitindo toda bandalheira intelectual de vitimismo, de delírio argumentativo.
Esse caso aqui é um exemplo eloquente. Note como a jornalista articula um salto hermenêutico quântico de uma frase de Neymar sobe o árbitro estar de chico, menstruado, para alcançar o feminicídio, a violência contra a mulher e, nesse sarapatel de ideias desconjuntadas, sem lógica, como se faz toda uma patrulha da linguagem, um moralismo barato, para que surjam vítimas oprimidas e o monstro opressor, o homem.
E, para que homens fujam dessa imagem tosca criada por vitimismo idiotizante, começam alguns a querer provar que são machos desconstruídos, que são legais, que escutam mulheres (há os patetas que recomendam conversar com mulheres sobre as suas dores estruturais de um machismo opressor…), que censuram expressões gravíssimas como “chico”, “estar de boi” e essas coisas coloquiais de sempre.
Essa jornalista sente-se importante cagando regras, colocando-se na posição de vítima por ser mulher. Como se a condição de mulher fosse uma condição de vítima de antemão. É, insisto, uma misoginia reversa: para que seja relevante há que se vitimizar.
A cultura woke nos legou esse mal: há os que querem ser relevantes pelo que criam mais de hiperdramaticidade, de vitimismo. É um chico coletivo, afinal.
Infelizmente, essa fala do Neymar não repercute pois não é útil para pessoas pequenas validarem seu discurso e se auto afirmarem moralmente.
Mas deveria… Neymar acolheu.
E eu duvido que Paulo Nunes já tenha feito isso.