Até 2017, despachar uma mala era direito incluído na passagem aérea. A ANAC autorizou a cobrança separada da bagagem com uma promessa registrada em documento oficial. A mudança baratearia as tarifas, porque quem viaja leve não subsidiaria quem despacha. As passagens não caíram, a cobrança de bagagem virou uma linha de receita bilionária das companhias, e estudos posteriores, inclusive de órgãos públicos, confirmaram que o benefício prometido ao consumidor não se materializou. Toda tentativa do Congresso de restaurar a franquia esbarra no lobby do setor e no parecer da própria agência que fez a promessa. O passageiro perdeu a mala grátis e não ganhou a tarifa barata, e a agência reguladora segue defendendo o arranjo cujo resultado desmentiu sua justificativa.
@jessicabalbino Viajei de férias e estava na praia, sozinha, tomando minha cerveja e lendo meu livro. Numa das vezes que pedi outra cerveja, o garçom me pergunta: "A senhora gosta mesmo de ler, né?" Será que ele estava com dó de mim ou era admiração?
Soltar fogos de artifício é coisa de imbecil. Espero que todos os envolvidos nesse tipo de babaquice sofram muito em 2026! Feliz Natal um próspero ano novo para todo o resto.