Sebastião Bugalho:
📌 2023: O comentador criticava a direita por usar o mito das baixas qualificações dos imigrantes para os estigmatizar.
📌 2026: O eurodeputado e porta-voz do PSD não se importa de usar essa mesma falácia.
Blatter, antigo presidente da FIFA, arrasador:
"Os cartões vermelhos não são anulados por telefonemas políticos. São anulados por regras, provas e organismos independentes.
Se um presidente dos EUA intervir junto do presidente da FIFA, e um jogador for subitamente absolvido antes de um jogo da fase eliminatória do Mundial —, a pergunta é inevitável: Quo vadis, FIFA?
O futebol nunca deve tornar-se um campo de manobras para o poder político."
Jornalista: “Uma vez um homem sábio disse em janeiro de 2020 que o Irã nunca ganhou uma guerra, mas nunca perdeu uma negociação”.
Donald Trump: “Quem disse isso?”
Jornalista: “Donald Trump”.
Os problemas táticos de 🇵🇹 Portugal vs RD Congo 🇨🇩 🎥
A estrutura larga que torna a posse de bola estéril e fragiliza a transição defensiva, como Roberto Martínez cria dois blocos de ataque e não complementa os da frente e ainda uma organização defensiva permeável.
🇨🇮✍️ A emocionante carta aberta de Yan Diomande à sua irmãzinha, publicada pel The Players’ Tribune:
Querida Roxane,
Lembra quando alguém comprou uma camisa falsa do United para mim, e eu escrevi “Ronaldo 7” nas costas com um canetão preto? A gente não sabia o que era rico ou pobre. A gente só conhecia a felicidade.
Lembra das 25 pessoas dormindo em uma casa só lá em Abidjan? A mãe queria assistir às novelas dela. Todo mundo queria assistir filmes. Lembra como eu sempre fingia que estava dormindo e depois ia para a sala da TV depois da meia-noite? Eu colocava a TV bem baixinha. Tipo, só duas barrinhas de volume. Eu assistia futebol no escuro e sonhava.
Lembra quando os adultos me viram jogando futebol na terra e me deram o apelido de “Roberto Carlos” por causa da força com que eu chutava? E lembra como eu ficava secretamente com tanta raiva disso, porque o CR7 era o meu ídolo?
Lembra quando eu fui jogar tão longe de casa? Eu tinha 9 anos. Inter Foot Sud Comoé, lá perto da fronteira com Gana. Só um garotinho sozinho. Não sei se algum dia te contei essa história, mas eu e as outras crianças costumávamos ir até a vila e roubar batatas porque estávamos com muita fome. A gente fazia um “assalto a banco”. Duas crianças distraíam o dono da loja, e outras 18 saíam correndo com duas batatas. Elas nem eram boas. Mas tinham um gosto incrível. Hahahah. Até hoje é minha coisa favorita para comer. Batatas cozidas com um pouco de óleo. Isso me lembra daqueles tempos.
Lembra quando ganhei minhas primeiras chuteiras de verdade, e eu dormia com elas? Crescendo, eu sempre jogava com aquelas sandálias brancas de plástico. Mesmo quando volto para casa agora, ainda jogo com elas. É a nossa tradição.
Lembra quando eu voltava para casa, e você dizia aos meus amigos do bairro: “Por que vocês pararam de treinar? Yan não vai comprar carros para vocês. Vocês precisam continuar trabalhando.” Você tinha 10 anos, e já era minha agente.
Lembra como a gente sentava e sonhava em se mudar para a França? Como a gente iria fazer compras, ter nosso próprio apartamento, e eu seria um jogador rico, com carros e uma casa grande, e você não precisaria se preocupar com nada. Você era a pessoa que sempre acreditou que eu poderia ser o próximo Cristiano, quando todos os outros riam.
Lembra quando eu me mudei para os Estados Unidos para fazer o ensino médio, aos 15 anos, e senti tanta saudade de casa? Durante meses eu não entendia o que ninguém dizia. Me colocaram sentado ao lado de um garoto francês, e ele tentava traduzir tudo o que a professora falava. Lembra quando eu te liguei dizendo: “Você não vai acreditar, as crianças aqui discutem com os professores.” Lá em casa, você sabe, a gente nem ousaria piscar para os mais velhos.
Lembra quando eu não conseguia acreditar que os meninos fumavam depois da escola? Você costumava dizer que parecia que eu estava em uma série de TV americana.
Lembra quando me levaram para fazer testes no Bournemouth? No Chelsea, Rangers, Olympiacos, Crystal Palace? Eze e Olise chegaram até mim depois de um treino e disseram: “Ei, garoto, você é muito bom.”… mas, mesmo assim, não me contrataram.
Até os times B da MLS não me quiseram. Eu nem sabia o motivo. Eles nunca me deram uma razão. Os adultos cuidavam de tudo. Eles só continuavam me levando pela Europa inteira, e todo mundo continuava dizendo não.
Meu visto acabou. Meu sonho acabou. Eles me mandaram de volta para a África, e nós choramos juntos. Você foi a única que nunca deixou de acreditar. Algumas semanas depois, assinei com o Leganés, e choramos lágrimas diferentes.
Isso foi na época em que eu ainda tinha emoções. Agora, eu não sinto nada. É como se eu nem fosse humano. Desde que você morreu, eu sou só um vazio.
Even Hitler's Germany did not prevent athletes and officials from entering the country to take part in the 1936 Olympics.
This is pristine racism and @FIFAcom stands disgraced for allowing Trump to disfigure the beautiful game in this way.
Vcs já pararam pra pensar que o atleta negro americano Jesse Owens entrou mais fácil na Alemanha Nazista para disputar as Olimpíadas de 1936 do que o atacante iraquiano Aymen Hussein para disputar a Copa de 2026 nos EUA?
O Martim Fernandes jogou apenas uma vez no Estádio da Luz.
Perdeu 4-1.
Se a Luz é o salão de festas, o Martim é a badalhoca da festa (foi o pior jogador em campo).