Boa, Janja!!! Nada de recuar, desaparecer, calar-se! Deixa a Katia Abreu pra lá! Queremos vc participando ativamente da campanha, falando de improviso, espalhando aquele carisma que seu enteado conhece bem!!!
@aguedescartoon O Flávio nem assumiu e a @miriamleitao leitão já fala em governo antidemocrático. Que absurdo. Aguentar 4 anos de críticas por qq besteira. Nunca ler um “melhora”, apenas “despiora”. Essa gente é um atraso, faz de tudo para atrasar o país.
ENTRE O VOTO NULO E O STF, FIZ MINHA ESCOLHA
Eu disse que anularia. E não tenho vergonha nenhuma de admitir que estou reconsiderando.
Não mudei de opinião sobre o passado de Flávio Bolsonaro. Não virei bolsonarista, não esqueci aquilo que critiquei e não vou transformar defeitos em virtudes só porque chegamos ao segundo turno.
O que mudou foi a dimensão da escolha.
Meu maior receio deixou de ser quem ocupará o Planalto pelos próximos quatro anos. É o que poderá permanecer no STF por décadas.
Tenho críticas profundas à atuação do Supremo e considero que decisões tomadas nos últimos anos ultrapassaram limites que uma democracia saudável deveria preservar. Diante da possibilidade de o próximo presidente influenciar profundamente a composição futura do Tribunal, comecei a me perguntar se anular ainda seria, para mim, a atitude mais responsável.
E cheguei a uma conclusão desconfortável: não posso passar anos denunciando aquilo que considero abusos do STF e, quando chega o momento de fazer uma escolha que pode alterar esse rumo, simplesmente lavar as mãos.
Portanto, se eu abandonar o voto nulo e apoiar Flávio, não será um pedido de desculpas ao bolsonarismo, muito menos um cheque em branco.
Não confio em Flávio. Sei que é um mitômano e não acredito que vá cumprir sequer metade do que promete. Mas, minha esperança está também na nova composição do Senado e na possibilidade de existir uma maioria capaz de exercer de verdade seu papel constitucional: analisar com independência as futuras indicações ao STF que Flávio Bolsonaro indicar, e, dar andamento aos pedidos de impeachment contra ministros que hoje permanecem engavetados.
Não quero um Senado submisso ao Planalto, ao Centrão, à esquerda ou ao próprio STF. Quero um Senado que cumpra a função que a Constituição lhe atribuiu.
Será uma escolha circunstancial, crítica e sem entusiasmo.
Continuarei cobrando Flávio amanhã exatamente como o critiquei ontem. Meu apoio não compra meu silêncio.
Às vezes, coerência não é repetir eternamente a mesma decisão. É manter os mesmos princípios quando as circunstâncias mudam.
Dito isso, continuo acreditando que o futuro só será verdadeiramente glorioso com a nova política que a Missão propôs ao Brasil. Esse é o projeto no qual acredito e que continuarei defendendo. Mas, até lá, a realidade se impõe: são estes os ovos — mesmo que podres — que temos para fazer a omelete.