LAV Porto Aveiro da IP revela falta de estudo da realidade socioeconómica regional. Se avançar significa 3 eixos ferroviários no sentido norte-sul num espaço de 30km do mar. Só tem paralelo com 4 aeroportos previstos para sul de Santarem. @carlosgpinto@ruirochaliberal
https://t.co/juN6Kk1nig
Em vez de se torrar 500M € em estradas para Canha, completava se o arco ribeirinho sul em ferrovia ligeira. Começava-se por ligar Seixal-Barreiro-aeroporto-Montijo e posteriormente prolongava se até fogueteiro e pinhal novo +
Imposição de ciclovias inuteis gerou refluxo político por parte da população activa que usa o carro para sobreviver.
As ciclovias/trotivias segregadas/tunel tem que coexistir com manutenção de fluxo rodoviário.
É para isso que servem os Urbanistas.
https://t.co/sns6KfT6c8
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Quando a Porca Torce o Rabo.
A necessidade de mais casas para as famílias é consensual, em abstracto. Mas políticas públicas de urbanismo são capazes de condicionar uma cidade durante décadas.
A Infraestruturas de Portugal lançou um concurso de 620 mil euros para estudar a modernização de 22 quilómetros da Linha do Sul. A intervenção pretende melhorar a infraestrutura ferroviária, reforçar a segurança e preparar a linha para uma operação mais eficiente.
A China inova produtos.
Em Portugal continuamos com divisão distrital do século XIX para fins políticos enquanto já usamos divisão NUTS3 para efeitos estatisticos e de desenvolvimento.
Nem meras inovações administrativas se consegue fazer após 50 anos de NUTS3.
Humanoid robots compete in 51 events at the World Robot Games in Beijing, including sports and scenario-based challenges in factories, restaurants and emergency-response settings https://t.co/psGhXnR5Cb
@nunopgpalma_pt Basta haver um ranking online de duração média de processos por comarca ou tema.
Depois os jornais económicos publicam isso trimestralmente como se fossem estatísticas INE.
Resulta. Os visados, nomeadamente os piores classificados vão sentir-se observados.
Baixo QI habitual.
A Circunvalação é terra de ninguém: Formalmente da responsabilidade da @Infra_PT. Está ladeada por 2 autarquias que a consideram foram do âmbito de actuação.
Circunvalação sem passadeiras: https://t.co/noEYSvJYMp
@DiogoQuental Brilhante análise, muito completa.
E de facto falta muita literacia economi a aos jornalistas, pois a regra básica de rendimentos marginais decrescentes fazia fácil concluir por não construir.
Mas as obras para os amigos, as comissões e os lugares em futuras administrações?🤣🤣
Precisamos mesmo do novo aeroporto?
E se o problema de Lisboa não for falta de aeroporto, mas excesso de procura?
Há 57 anos que Portugal discute onde construir o novo aeroporto de Lisboa. A discussão começou formalmente em 1969. Desde então, foram estudadas e abandonadas 17 localizações.
A pergunta tem sido sempre: onde podemos pôr mais capacidade?
Mas deveríamos estar a fazer outra pergunta?
Lisboa passou de pouco mais de 16 milhões de passageiros em 2013 para 31,2 milhões em 2019 e 36,1 milhões em 2025. O aeroporto está congestionado e existe procura adicional por slots que não consegue satisfazer. A conclusão parece óbvia: precisamos de um aeroporto maior. Mas precisamos mesmo?
Quando uma pessoa começa a “rebentar pelas costuras”, normalmente não decide aumentar o tamanho das calças para poder continuar a engordar indefinidamente. Faz dieta, porque percebe que existe um ponto a partir do qual crescer mais deixa de ser saudável. Estamos certos de que num país deva ser diferente?
A Tailândia, por exemplo, definiu limites ao número de visitantes em zonas onde o excesso de turismo estava a degradar o ecossistema. Amesterdão implementou o Tourism in Balance, assumindo explicitamente a necessidade de encontrar um equilíbrio entre os benefícios do turismo e a qualidade de vida dos residentes.
Portanto, não parece desprovido de senso perguntarmos: qual é a quantidade ótima de passageiros e turistas para Portugal?
E, atingido esse nível, gerir a procura através de taxas aeroportuárias, fiscalidade e preço da escassez.
Não seria uma ideia revolucionária.
Sabemos que o turismo é extraordinariamente importante para Portugal. Em 2025 gerou €29,1 mil milhões de receitas externas. A questão não é saber se o turismo é bom ou mau. É saber se o próximo milhão de turistas ainda melhora a vida dos portugueses. É esta a análise marginal que deveríamos fazer sempre que analisamos propostas com impacto económico.
Que sintomas esperaríamos encontrar se já tivéssemos ultrapassado o ponto ótimo?
- Habitação cada vez menos acessível, também por via da alocação de imóveis a AL? Provavelmente.
- Centros urbanos orientados para visitantes em vez de residentes? Provavelmente.
- Maior pressão sobre os transportes e serviços públicos? Provavelmente.
- Empregos numerosos, sim, mas em sectores de produtividade relativamente baixa e baixos salários? Também.
Soa familiar?
Os preços reais da habitação em Portugal subiram 83% entre 2013 e 2023. Seria exagerado atribuir esse crescimento apenas ao turismo: há problemas graves de oferta, investimento estrangeiro, imigração e muitas outras variáveis. Mas seria igualmente estranho admitir que milhões de visitantes e o alojamento turístico não exercem qualquer pressão sobre os locais onde se concentram.
Acresce que o turismo, a hotelaria e a restauração precisam de muita mão-de-obra e estão entre os sectores com remunerações abaixo da média. Portanto, parece razoável admitir que o forte crescimento do turismo seja também um dos factores que aumentou a necessidade de importar mão-de-obra, sobretudo para sectores de baixa remuneração.
Faz sentido construir um modelo económico que expande continuamente sectores intensivos em trabalho e de produtividade relativamente baixa, e depois precisa de importar cada vez mais trabalhadores para os sustentar? Será que a nossa capacidade de integração social, cultural e institucional consegue acompanhar esse ritmo?
O novo Aeroporto Luís de Camões está projetado para 56 milhões de passageiros/ano na abertura e até 85 milhões no futuro. Lisboa teve 36,1 milhões em 2025.
Ou seja: capacidade para um volume de passageiros 55% superior ao tráfego de 2025 logo na abertura e, no limite, 135% superior.
Passageiros não são turistas, naturalmente, mas vale a pergunta: se utilizarmos toda essa capacidade, qual será o impacto na qualidade de vida de quem cá vive?
Também vale a pena perceber a escala do investimento: a estimativa oficial atual é €7,9–8,9 mil milhões. Não são €8,9 mil milhões do Orçamento do Estado, visto que a ANA prevê financiar cerca de €7 mil milhões através de dívida e taxas aeroportuárias. Portanto, não podemos simplesmente “gastar esse dinheiro noutra coisa”.
Mas podemos comparar prioridades.
Perante a escala deste investimento e a prioridade atribuída ao crescimento da capacidade aeroportuária e turística, não deveríamos pelo menos discutir com igual ambição medidas com impacto direto na qualidade de vida dos portugueses?
Por exemplo:
- Mais €400 de dedução de IRS por filho para um milhão de filhos durante 21 anos (contas ChatGPT)
- Um fundo público que garantisse aos senhorios o risco de incumprimento durante 12 meses em 100.000 contratos de longa duração, desde que as rendas fossem 25% inferiores ao preço médio local (contas ChatGPT)
- Premiar fiscalmente empresas que paguem salários acima da média do seu sector.
- Continuar a reduzir IRS e IRC.
- Apostar seriamente na cultura.
- Criar uma verdadeira política nacional de desporto, disseminando o desporto escolar e universitário por múltiplas modalidades.
São escolhas.
Não estou a dizer que Portugal não deve construir o novo aeroporto. Estou a perguntar algo que me parece extraordinário termos quase esquecido de discutir ao longo de 57 anos e que me parece agora premente face à degradação da qualidade de vida dos portugueses:
- O objetivo da política económica é maximizar o número de passageiros e turistas que conseguimos receber ou maximizar a qualidade de vida dos portugueses?
Crescimento não é um objetivo. É um instrumento; e como quase tudo em economia, a partir de determinado ponto os benefícios marginais diminuem e os custos marginais aumentam.
Talvez, antes de construirmos capacidade para 85 milhões de passageiros, valha a pena descobrir onde fica esse ponto.
@DiogoQuental O NAL não é necessário.
É apenas mais do mesmo para os beneficiários habituais, construtores e gestores, pagos com acréscimo de dívida publica para as gerações futuras.
Pode-se desviar procura do aeroporto actual para outros aeroportos existentes ou a construir.
Rio Fernandes tem razão: Se o objectivo fosse resolver problemas de Mobilidade dos Utilizadores, haveria parques de estacionamento no apeadeiro de Leandro (A3/A41) e em Coimbrões (A1) identicos ao Parque Maia/MdP https://t.co/gi5g2P5GEk
🛑✋Claro que sim.
Uma das poucas coisas genuinamente orgânicas e espontâneas do Porto, gente sentada na relva, a ver o Douro, sem bilhetes nem barreiras, tinha mesmo de acabar com portões, horários, regras e segurança.
Porque aparentemente até a relva precisa de controlo de acesso.
Vão vedar a noite do S. João ou festa do título do FCP só porque "Isto é uma lixeira doida, é uma vergonha" https://t.co/heYYYzv3sE
De mal a pior !!!!
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