A minha frustração diante do que vivemos na Europa é enorme. Não fosse por razões familiares, deixaria o continente para trás. Não posso. Tenho de ver tudo cair ao meu redor, impotente, e aceitar o destino.
Não se trata de uma reacção imediata a algo circunstancial, mas de um sentimento crescente que se acumula há mais de duas décadas baseado em factos, no conhecimento da História e na experiência. Tratarei de explicar da maneira mais breve possível.
Ainda na passagem do milénio, ingénuo e crente de que o projecto europeu poderia ser reformado pois via o perigo que as brechas abertas pelo Tratado de Maastricht representava, adverti a todos a respeito do perigo muito maior que o Tratado Constitucional, depois transformado no tal Tratado de Lisboa, encerrava. E nem vou falar dos artifícios para a sua aprovação.
Alertei para o desastre que traria a moeda única. E vimos o que se passou. Os tais Critérios de Maastricht foram logo deixados de lado para que a Bélgica e a Itália nela entrassem.
Pouco depois, a Alemanha e a França quebraram o pacto, e Prodi, em nome da 'união', deixou as regras de lado. No seguimento disto, as comportas se abriram. As nações posteriormente designadas por PIGS seguiram o mau exemplo, enquanto as agências de rating afirmavam que estava tudo bem, e anos mais tarde, após a crise do sub-prime, suas dívidas são classificadas como lixo e elas são submetidas a um protectorado. Tentei, nessa altura, mobilizar gente para que saíssemos do euro. Era possível pois tínhamos, e ainda temos, uma carta na mão. Quanto à capitais, todos sabemos quem hoje pode financiar Portugal num primeiro momento para garantir a estabilidade da moeda, caso seja necessário. Em dez anos, Portugal mudou por completo. A algarvização chegou a todos os pontos do país. Os jovens, formados a grande custo, foram embora. Para ocupar os empregos em sectores de baixa produtividade, importou-se gente numa escala e velocidade jamais vista.
Desde então, vimos o que aconteceu durante a histeria sanitária, vimos o golpe eleitoral em França e vimos o golpe eleitoral na Romênia. Vimos a guerra aberta contra a Hungria. Vimos um atentado contra Robert Fico. Assistimos ao papel de Bruxelas na Guerra da Ucrânia, cuja actual crise começa com um evento chamado Euromaidan. E nem vale a pena mencionar a Geórgia, a Moldávia e a Arménia, ou as declarações de diversos eurocratas a admitir que fragmentar a Rússia é um objectivo 'europeu'.
Assistimos calados as sanções sendo usadas como instrumento sumário e extra-judicial de tortura e morte social, e morte física lenta, contra cidadãos que não se calam.
Por todo o lado, preparação para a 'inevitável' guerra. Em Bruxelas, mais pacotes para se acabar com o voto por unanimidade em todas as matérias, e mais propostas de censura e controle social.
Eu avisei, mas de nada serviu. Os defensores da União prometeram que ela traria paz, prosperidade, liberdade e relevância ao continente. Trouxe o oposto, e trará a destruição final pois a Europa é pequena demais para a eurocracia universalista e expansionista e a superpotência nuclear russa, que não vai querer a repetição de 1812 ou 1941...
Vivemos, neste momento, algo semelhante ao que aconteceu no seguimento do Incêndio do Reichstag. Nada foi acidental. Há método por detrás disso e os objectivos são claros.
Da minha parte, chegou a hora de sairmos da União, custe o que custar. Sem isso, qualquer tentativa de resistência a uma medida tirânica trará apenas um alívio fugaz.
Delenda est Bruxelae!
BEAST GAME EPISODE 3 IS OUT NOW!
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@marta_temidops@PSnaEuropa@psocialista “Pediste”… A democracia foi interrompida durante a pandemia e voltará a acontecer caso apareça outro “vírus mortal”