CLUBE DE LEITURA! No mês de março, o clube do livro do Jornal Nota, o "Sonâmbulos, vai viajar para o Egito para ler uma das escritoras mais importantes do século XX.
Trata-se de Nawal El Saadawi, publicada aqui no Brasil pela @editoratabla.
Nawal nasceu em 1931 na cidade de Kafr Tahla, no Egito. Formou-se em medicina em 1955 pela Universidade do Cairo e obteve o título de mestre em saúde pública pela Universidade de Columbia, em 1966.
Primeira mulher a denunciar os efeitos nefastos de práticas culturais opressivas e do patriarcado na saúde física e psíquica das mulheres, ela fundou, em 1981, a Associação de Solidariedade das Mulheres Árabes, combinando feminismo e panarabismo. Saadawi descrevia a si mesma como uma “socialista-feminista”.
Publicou mais de trinta títulos (entre romances, contos, peças teatrais e ensaios), traduzidos para vários idiomas. Nawal El Saadawi faleceu em 2021.
Neste mês, vamos ler o romance Duas mulheres em uma, obra que narra a história de uma jovem em sua jornada para ser quem verdadeiramente é, e não como todos à sua volta esperam que ela seja: uma mulher esforçada, de conduta e modos impecáveis ou livre e determinada?
A personagem principal é Bahiya Chahin, uma jovem estudante de 18 anos que vive no Cairo e questiona constantemente seu papel na sociedade, rejeitando as expectativas de submissão e obediência.
Ela busca sua verdadeira identidade, resistindo às pressões familiares e sociais que tentam moldá-la conforme os padrões tradicionais.
Nessa trajetória, enfrenta fortes sentimentos internos que conflitam com o ambiente externo. Seu desejo de libertação significa se tornar parte do mundo e isso só pode ocorrer com a luta por um Egito livre.
Publicado originalmente em árabe em 1968 no Egito, "Duas mulheres em uma" é uma narrativa transgressora e vanguardista, cuja protagonista desafia abertamente os papéis de gênero estabelecidos.
Quer ler com a gente? Deixa um oi nos comentários ou manda um inbox! 📖✨
IMPORTANTÍSSIMO! 🚨 O escritor palestino Ibrahim Nasrallah venceu o prestigiado Prêmio Neustadt Internacional de Literatura, refletindo um reconhecimento global da cultura palestina! ❤️🇵🇸🎉
O escritor será homenageado no Festival Literário Neustadt em outubro de 2026.
A sua representação no júri foi feita por Shereen Malherbe, com o romance Tempo dos Cavalos Brancos, elogiado por Salma Khadra Jayyusi como a "Ilíada Palestina".
No Brasil, sua obra foi publicada pela @EditoraTabla.
Quer conhecer mais sobre a literatura da África e do Oriente Médio? Que tal usar o cupom COPA20 no site da Tabla? Assim, você tem 20% de desconto em todos os livros da editora!
Confira aqui o catálogo: https://t.co/PHNCSRpmGb
Quem venceu nosso sorteio de "Marraquexe Noir", o quarto feito em parceria com a @EditoraTabla, foi Pedro Henrique Carvalho dos Santos.
Parabéns, Pedro! Em breve entraremos em contato para pegar as informações de envio!
Lembramos também que estamos dando cupom de desconto de 20% em todo o site da Editora Tabla!
Acesse https://t.co/PHNCSRpmGb e use COPA20 para conhecer a literatura da África e do Oriente Médio!
Para concorrer, é só assinar o Copa Além da Copa em qualquer faixa de apoio!
Acesse https://t.co/Tx3mE1qWKO, assine, colabore com o nosso trabalho e concorra!
Uma das principais obras de Mahmud Darwich é o livro "Diário da Tristeza Comum", lançado no Brasil pela @EditoraTabla.
Em parceria com a Tabla, sortearemos hoje, após o jogo entre Espérance e Chelsea, um exemplar do livro entre os nossos assinantes!
Em mais de uma ocasião, Darwich, que também era grande fã de futebol, colocou dezenas de milhares de pessoas em estádios.
Um de seus principais temas era a causa palestina, afinal, a vila de sua infância foi evacuada por Israel em 1948 e repopulada por colonos judeus.
Eventualmente, as mensagens políticas aparecem em estádios quando eles estão ocupados por eventos que não são o futebol.
O poeta palestino Mahmud Darwich tinha o costume de fazer grandes leituras de poesia em estádios.
Em tempos recentes, torcedores do Espérance levam com frequência mensagens pró-palestina ao estádio. Elas são vistas em faixas, bandeiras, cantos, sinais e declarações.
Os torcedores vão além e já organizaram até envio de ajuda humanitária a Gaza.
A conexão entre Tunísia e Palestina é tanta que a OLP, Organização pela Libertação da Palestina, chegou a ser sediada em Túnis na década de 1980.
Fica fácil, portanto, entender o porquê dos torcedores do Espérance sempre lembrarem da Palestina.
Fundado por nativos em um país colonizado e semente do nacionalismo local, o Espérance é hoje o maior e mais famoso clube da Tunísia, que tem 95% de árabes.
É um clube que se transformou com o tempo em quase uma instituição política da Tunísia.
Faixas, bandeiras, cantos, sinais, declarações.
Por toda a história, estádios sempre foram locais de exposição de causas políticas.
Podendo fazer história hoje na Copa do Mundo de Clubes, o Espérance tem em sua torcida uma propagadora da causa palestina.