🚨💣 BREAKING: Lucas Paquetá to Flamengo, here we go! Record deal agreed for €42m fee.
West Ham accept the proposal after direct contact with director José Boto today, Paquetá travels later today.
Five year contract. Paquetá volta pra casa. ❤️🖤
@Videos_Dryzinho Perdemos muito da ousadia do drible,hoje o futsal é muito tática que deixa o jogo engessado,talvez isso esteja atrapalhando a formação de nossos craques
Everton, hoje o vermelho e preto não são as cores que você defende, mas saiba que para sempre vai te acompanhar "e proteger como o Manto de Nossa Senhora", como você declarou uma vez. O Flamengo e a Nação te desejam muita força e uma pronta recuperação, @evertonri.
O silêncio conveniente e o peso da camisa rubro-negra
É curioso como o futebol brasileiro tem o dom de criar narrativas seletivas. De um lado, o Flamengo — sempre transformado em vilão, apontado como egoísta, soberbo, “malvadão” que só pensa em si. Do outro, uma cortina de fumaça que encobre contradições, interesses cruzados e operações nebulosas quando os protagonistas são outros clubes. A semana que passou talvez seja o exemplo mais cristalino dessa disparidade de tratamento.
Comecemos pelo episódio que envolveria qualquer manchete de escândalo, se o protagonista fosse o Flamengo. No mesmo dia em que Vasco e Palmeiras entravam em campo, foi anunciado que a Crefisa, empresa de propriedade da presidente do Palmeiras, emprestaria nada menos que 80 milhões de reais ao clube cruz-maltino. Não se trata de um patrocínio, mas de um empréstimo com cláusulas no mínimo espinhosas: o direito de veto a uma futura venda da SAF do Vasco. Em bom português, significa colocar o clube sob a tutela direta de uma credora que é, ao mesmo tempo, dirigente de um concorrente direto na Série A.
Se fosse o Flamengo que tivesse qualquer relação semelhante — imaginemos a Brahma emprestando dinheiro ao Fluminense com cláusulas que afetassem sua governança — a manchete seria uma só: “Conflito de interesses ameaça a integridade do campeonato”. Mas como o episódio envolve Palmeiras e Vasco, a régua do debate cai drasticamente. O silêncio impera, as manchetes se escondem, e o assunto, que deveria ocupar editoriais e pautas de comissões de ética, é tratado como nota de rodapé.
E o contraste não para aí. Justamente nesta mesma semana, a presidente do Palmeiras, autoproclamada guardiã da moral no futebol brasileiro, preferiu apontar o dedo para o Flamengo, acusando o clube de pensar apenas em si mesmo. O detalhe que não passa despercebido é que sua própria empresa responde a questionamentos pesados na crise do INSS, mas isso tampouco mereceu espaço proporcional nas manchetes. É sempre mais fácil, e conveniente, canalizar a narrativa de “egoísmo” no Flamengo do que examinar os próprios telhados de vidro.
O caso revela duas hipocrisias. A primeira, do ambiente político do futebol, que normaliza operações financeiras que, em qualquer liga organizada, seriam alvo de investigação imediata. A segunda, da imprensa, que escolhe quem vai carregar o rótulo de vilão e quem terá suas ações suavizadas por uma narrativa benevolente. Flamengo pode abrir mão de datas, aceitar regulamentos draconianos, bancar investimentos que fortalecem toda a liga, e ainda assim será visto como “o malvadão”. Enquanto isso, empréstimos com cláusulas que praticamente transferem soberania de clubes para rivais diretos são tratados como mero detalhe administrativo.
A verdade é que o Flamengo é cobrado porque é grande demais para passar despercebido. Seu poder esportivo, econômico e político incomoda. A camisa pesa não apenas dentro de campo, mas fora dele, porque obriga outros a se medirem por padrões mais altos. E, quando não conseguem, preferem a tática mais antiga da política e do futebol: atacar o líder para desviar os holofotes de seus próprios problemas.
E, para coroar a semana de incoerências, a escolha do árbitro para Flamengo x Cruzeiro não foge ao mesmo padrão. Escala-se um juiz conhecido por polêmicas seguidas contra o Rubro-Negro, decisões contestadas e histórico nada favorável ao clube. Onde está a preocupação com a “ética” e a “lisura” tão cobradas quando se trata do Flamengo? O silêncio, mais uma vez, ensurdece.
No fim, a hipocrisia se revela em todos os ângulos: nas finanças, nas declarações e até no apito. Mas se existe algo que a história ensina é que o Flamengo, acostumado a carregar pesos e narrativas contra si, transforma cada obstáculo em combustível. E se é para ser o “malvadão”, que seja: porque no Brasil do futebol, só quem incomoda tanto merece esse papel.