pouco a pouco
as dores viram água.
viram memória.
as memórias vão com o tempo,
se desfazem.
mas algumas não encontram
consolo, só algum alívio.
você, é a minha
memória inconsolável
feita de pedra e de sombra.
e é dela que tudo nasce,
e dança… nas pequenas
brechas da poesia.