Costumo me referir a esses criminosos como pessoas com conduta abusiva, e não utilizar rótulos clínicos como psicopatas ou narcisistas. Não é meu papel diagnosticar, mas é nossa responsabilidade reconhecer comportamentos.
Não é preciso um parecer técnico para identificar ciclos de violência. Informação sobre sinais, padrões e formas de atuação já permite perceber quando há ameaça.
Homens que agridem, intimidam, controlam, perseguem e manipulam não estão apenas “em crise”. oferecem risco concreto. Não precisamos de termos técnicos para admitir o essencial, indivíduos perigosos existem.
Há um grave problema social quando se insiste na ideia de que todos irão “melhorar” apenas porque foram detidos ou punidos. Sem medidas eficazes e proteção real, muitas mulheres seguem vulneráveis.
Falar sobre isso não é radicalismo, é prevenção. Precisamos encarar os fatos com clareza.
Mulheres continuam sendo mortas de maneira alarmante!