🚨Marta é a maior artilheira da história da Seleção Brasileira, entre homens e mulheres. Com 119 gols, superou Pelé (77) e Neymar (80), mas recebeu bem menos reconhecimento que grandes nomes do futebol masculino🇧🇷💔
Luísa Sonza relembra processo por racismo:
“Não foi uma coisa que tive intenção. Eu tinha 18 anos, muitos anos atrás. Eu estava cantando, me virei e aconteceu isso. Aí, depois, você vai… Você não entende, mas não é sobre mim, é sobre o outro, como o outro se sente. (…) A melhor desculpa são as atitudes, e isso eu sempre busquei. Hoje eu perdoo a ignorância da Luísa de dez anos atrás e entendo como eu devo me portar em relação a todas essas questões. Não é porque eu não tô na sua pele que eu não deva sentir sua dor. Nós, como mulheres brancas, temos que entender que o problema do racismo é com a gente, não com as pessoas pretas.“
BOTOU NA MESA! Luísa Sonza compartilha momento que se RECUSOU a viajar no mesmo avião que Jair Bolsonaro e volta a COBRAR marcas e EXPOR bastidores:
“Pelo jeito ninguém quer se comprometer antes das eleições. Estamos em um momento que apoiar determinadas causas passou a ser tratado como ‘queimação’ para empresas, grandes veículos e pessoas… Deixou de ser visto como necessidade e passou a ser visto como questão econômica, ou talvez sempre tenha sido. ‘Agrada’ um lado e ‘desagrada’ o outro. Ou então: ‘Queremos fechar publicidade com gente neutra, que não se posiciona’. É isso que se tem ouvido nos bastidores. A Parada aconteceu hoje, mas com muito esforço para garantir uma estrutura mínima. A redução de patrocínios também é um reflexo dos discursos conservadores da extrema direita.”
Pelo jeito ninguém quer se comprometer meses antes das eleições... A Parada LGBTQIAPN+ é sem dúvidas, um dos eventos mais importantes do país para dar visibilidade à comunidade, defender direitos e etc. E isso, se vê completamente esvaziado pelas próprias marcas q um dia estiveram ali. Algo que um dia, estava em "alta" onde todas as marcas queriam estar, hoje se vê um silêncio ensurdecedor da grande maioria. É revoltante ver que muita gente, e também muitas marcas, só entram nessas pautas quando é conveniente. Nos últimos anos, vimos uma queda significativa nos investimentos em ações voltadas para a população LGBTQIAPN+, para pautas raciais e para outras causas sociais. Isso não acontece por acaso. Estamos em um momento em que apoiar determinadas causas passou a ser tratado como um "risco" ou uma "queimação" para as empresas, grandes veículos e pessoas. Para muitos, especialmente marcas, defender diversidade, inclusão etc, deixou de ser visto como necessidade e passou a ser visto apenas como uma questão econômica - ou talvez sempre foi vista como econômica. “Agrada" um lado e "desagrada" o outro... Ou "queremos fechar publicidade com gente que é neutra, que não se posiciona," é isso que se tem ouvido nos bastidores. E óbvio, que muitos se mantém neutro, sem querer se comprometer e ajudar a vida das pessoas. A Parada aconteceu hoje, mas com muito esforço para garantir uma estrutura mínima. A redução de patrocínios também é um reflexo dos discursos conservadores da extrema direita, discursos criminosos sendo naturalizados e como consequência, as empresas não querem se comprometer. Algumas agem minimamente com pautas de diversidade, mas nada muito evidente. E indo ainda mais além, também é um clássico ver marcas, empresas, personalidades que pagam de "diversos" ou “militantes" nas propagandas, discursos etc. Mas por trás da câmera o mesmo de sempre: um monte de gente hipócrita, branca (especialmente homem comandando do mesmo jeito que um dia foi, sem incluir diversidade e mudar, de fato, o que precisa ser mudado. E é justamente por isso que eventos como esse seguem sendo necessários e ainda mais importantes. Direitos não avançam sozinhos. Quando parte da população não se posiciona, não briga, não levanta a voz em relação aos direitos de todos, direitos básicos, é aí que a gente começa a retroceder. A vitória do fim da escala 6x1 por exemplo só aconteceu porque houve pressão, houve exposição, e ninguém deixou que o contrário fosse feito sem retaliação.
Que a gente aprenda a não brigar entre si, e sim contra quem é contra a gente. A causa LGBTQIAPN+, precisa de atenção o ano inteiro, não só em junho, assim como outras pautas sociais. Acredito que agora nosso dever é pressionar AINDA MAIS todos aqueles que se dizerem neutros ou se absterem de querer dignidade humana pra TODA população. Encerro dizendo que amo e apoio cada um vocês e iremos vencer, mais uma vez.