Tomar a mansão do Richarlison falsificando documento é crime de falsidade ideológica. Mas o que me intriga é como um político sem lastro de renda vai empilhando mansão e negócio torto na cara dura e ainda está solto. Pior: tem a petulância de querer ser presidente da República.
Num misto de puto com as pessoas deduzindo reação de narrador/comentarista com torcida (o que é a coisa mais imbecil que tem), mas ao mesmo tempo, feliz com essas críticas porque quem sabe a CazéTV tire essa patacoada de react em vídeo dos narradores na hora do lance
Um saco isso da pessoa ser obrigada a torcer contra Europeu por causa de passado colonialista, heim!?
Quando a Itália voltar pra Copa (um dia 😅) não vai ter força na Terra que me impeça de torcer por eles.
Pessoa fica querendo exibir virtude até nisso!
O que Bósnia e Herzegovina (não) mostrou nessa Copa é mais um tapa na cara da Itália.
A Itália caiu na repescagem não porque a Bósnia e Herzegovina fosse um adversário intransponível, mas porque chegou completamente sem rumo. Era um time mal treinado, desorganizado nas ideias, frágil defensivamente e, principalmente, pressionado. Os jogadores claramente não estavam lidando bem com o peso do momento. Carregavam nas costas o trauma de duas Copas perdidas e ainda tiveram de conviver com o vazamento, pela RAI, do vídeo em que Dimarco comemorava o fato de a Itália enfrentar Bósnia e Herzegovina, e não País de Gales.
A eliminação foi consequência de uma série de erros. Da demora para demitir Spalletti, que já deveria ter caído depois da Euro, da escolha de Gattuso para substituí-lo e, acima de tudo, de uma federação que não tinha a mínima ideia de quais caminhos seguir. Faltava planejamento, estratégia, um projeto decente de formação de atletas e coordenação quase zero entre as seleções de base, que vivem ganhando títulos, e a seleção principal.
E isso transparece em campo. Uma seleção do tamanho da Itália não pode chegar a um jogo contra Bósnia e Herzegovina cercada de incertezas. Convicção exagerada pode até virar arrogância, mas na medida certa é confiança no trabalho. Algo que nem um título europeu e um recorde de invencibilidade no futebol de seleções deu, ao menor sinal de desgaste do trabalho de Mancini, ainda em 2022.
Nem mesmo boa parte da geração campeã da Euro parecia entrar em campo convencida de que sua obrigação era passar por cima de Bósnia e Herzegovina. É como se o título europeu, encerrando um jejum de mais de 50 anos, nunca tivesse sido suficiente para curar o trauma de ficar fora das Copas de 2018 e 2022. Até os mais experientes estavam com cara de que estavam em filme de terror em Zenica. Até quando a Itália ainda ganhava o jogo.
A expulsão de Bastoni oriunda de uma estúpida falha coletiva foi importante, claro. Mas uma seleção desse porte, já em vantagem no placar, precisava saber controlar o jogo com um homem a menos. Não soube. Também não matou a partida quando teve a oportunidade.
Mais uma vexame para a Itália, agora por proxy.
Na semana que vem, a nova gestão da federação deve anunciar novo diretor técnico e novo treinador.
Vivo tentando explicar isso pras pessoas. Que o time da Itália é melhor do que muitos desses europeus que tão jogando a Copa.
Mas fica realmente difícil com eles pipocando tanto. Me sinto defendendo uma Itália hipotética.
O foda é que a Itália não perdeu pra essa Bósnia porque é ruim, perdeu porque é pipoqueira e que se borraria pra enfrentar o sub-15 de San Marino, a Itália se borra no ato de ouvir o hino deles mesmos
Historicamente, a maior arma dos patrões pra reprimir grevistas não é conceder o que é pedido, mas jogar o povo contra os grevistas.
Greve por conta de salário de fome? Condições de trabalho insalubres? E daí, mete um jornal populesco pra falar que a falta de ônibus tá deixando trabalhador na mão. Faz o povo se revoltar contra os motoristas, não contra as condições de trabalho fornecidas.
São anos e anos assim. Nunca muda.
A publicidade de bets no Brasil é implacável, de uma ferocidade sem precedentes, e não respeita qualquer limite. Está instalada sem freios em quase todas as artérias desse adoentado corpo da comunicação profissional. A tragédia das bets tem um arco só dela, não comparável com outros vícios, sobretudo os limitados há décadas por rígido regulamento de publicidade, como o tabaco, outro drama nacional. Tem quem se proteja atrás de factoides para, na ausência de uma terapia profissional em dia, usar os seguidores como se terapeutas fossem. Os meus eu trato como amigos, e pra amigo eu digo: não aposte, não normalize, olhe ao redor, evite ao máximo a (inevitável) exposição a esta máquina publicitária de força inédita no país, mantenha os mais jovens informados, se atente aos mais velhos e solitários também. E, se achar que deve, busque a plataforma de autoexclusão do Governo Federal, que ainda tem muito, muitíssimo a fazer nesse tema, mas algo já faz.
Vocês podem reparar: os alvos mais falados sempre são Vinícius Jr e Lucas Paquetá.
Só que Vini Jr tá destruindo nessa Copa, então sobra pro Paquetá.
A coincidência é que ambos são crias e identificados com o Fla, mas é coincidência.
A pior contribuição do jornalismo no debate esportivo brasileiro é a ideia de 'time da CBF'. Um conceito pobre, superficial, um termo que só cabe na boca de quem não gosta de futebol -- até acompanha, mas não sente mais porra nenhuma. Bobagem.
Dos "não torço pelo Neymar" do gênero, eu sempre lembro da mentalidade dos ultras de clubes italianos, que eu concordo:
Lá não existe bandeira pra jogador (a menos que você seja um Maradona no Napoli), porque se diz que "se torce pelo time, não por jogador".
Recomendo.
Escarraram na convocação do Danilo. Debocharam. Disseram que entrou "pela cota da resenha".
Tá aí. Por isso foi convocado.
Titular absoluto e sólido em campo.
Lateral direito e de qualidade.
Pode se deixar levar pelo ódio, pode xingar TODO ARROMBADO que desmerecia o Vini Jr
Pode mandar a família se foder, perder amizade, pode cair na porrada com otário que falava merda dessa LENDA RUBRO NEGRA E BRASILEIRA
CRAQUE CRAQUE E CRAQUE
MELHOR DO MUNDO
“Ninguém que você segue está interessado na sua opinião!”
No #Provoca desta terça (23), Daniel Furlan, o Craque Daniel do Falha de Cobertura, faz um desabafo contundente sobre os mendigos de like e engajamento na internet. Confira!
#TVCultura#SomosCultura#FalhaDeCobertura
Today brings a World Cup encounter between Brazil and Scotland — a meeting of two nations that, having suffered deeply in their own ways, learned that redemption is often found through celebration.
I warmly recommend this piece, especially to my dear Scottish friends, for whom I have the greatest respect.
The Beat of the Samba Drum and the Call of the Pipes: A Geography of Defiant Joy
If we could place a Rio trickster and a Highlander in a room lined with mirrors, what would they say to one another? Perhaps they would not need words at all. A shared drink, a handshake, and the silent recognition of those who have survived by singing and dancing beneath the weight of the world would suffice.
There exists a geography that maps, in their cold precision of borders and coordinates, insist upon overlooking. It is a cartography drawn not by diplomatic treaties, but by the pulsing rhythm of a people's heart and the cadence of communal celebration. If you silence the frantic noise of the modern world and listen carefully to the essence of two seemingly opposite peoples — the Brazilian, bathed in tropical light and shaped by the Atlantic's diasporic syncretism, and the Scot, carved by the sharp winds of the Highlands and the eternal mist of the northern isles — you begin to hear a strange yet undeniable resonance.
The deep, ancestral beat of a samba drum echoing through Rio's Sambadrome and the hypnotic, unbroken, melancholic sound of the Great Highland bagpipe carry within them the very same cry of identity.
One cannot understand a people's joy without first understanding the burden they carry. Both Brazilians and Scots are heirs to histories marked by subordination to greater powers that, at different moments, sought to diminish their language, their traditions, their faith, and their sense of self.
Scotland endured centuries under the pressure of English dominance, facing traumatic episodes such as the Highland Clearances, which not only displaced families from ancestral lands but also sought to dismantle the clan system — the backbone of social organisation and communal dignity. Brazil, meanwhile, forged its identity upon the ashes of a brutal colonial system and a legacy of slavery whose scars remain painfully visible. African traditions often survived only by retreating into the shadows and hidden corners of everyday life.
Yet the response to cultural domestication was remarkably similar in both lands: the transformation of suffering into celebration.
Where the oppressor expected resignation, silence, or despair, these peoples answered with festivity. Scots preserved their identity through ceilidhs, gatherings where music, dancing, storytelling, and whisky became acts of cultural resistance and clan affirmation. In Brazil, samba and countless popular celebrations — many deeply influenced by Afro-Brazilian spiritual traditions — became trenches of survival. Within those spaces, submission gave way to the absolute freedom of the moving body.
For both peoples, celebration was never escapism. It was, and remains, an act of defiance — a declaration that says, "We are still here."
CONTINUED →
(@scotball_)