Hoje vi a reprise do primeiro jogo do Brasil na Copa de 70, contra a antiga Tchecoslováquia. Foi a primeira vez que vi um jogo do Pelé na íntegra. Passei a entender essa imagem.
Saiu o EXCELENTE guia de todos os jogadores da Copa do The Guardian. Um parágrafo bonito sobre a história de cada reservinha de Cabo Verde ou Curaçao. Vale salvar nos favoritos pra dimensão do que vem aí.
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Lembro de, em uma das noites naqueles anos em que trabalhei com José Trajano, uma vez por semana juntos comentando futebol em podcast e duas ou três vezes por semana produzindo o seu programa de TV na sala de sua própria casa, me perguntar: como é que esse cavalheiro, que viu ao vivo a Copa de 70, ainda tem tanta energia pra se envolver com a sexta rodada do campeonato brasileiro de, sei lá, 2019? Talvez eu não tivesse saco pra tanto goleiro fingindo lesão, tanto juiz egocêntrico, tanto cartão amarelo por comemoração de gol. O Zé fala de futebol e o olho muda. Tive uma camisa do América. Dei a ele, não sei se coube legal. O vermelho lhe cai muito bem.
É curioso observar, nos últimos tempos, a intensificação desse, digamos assim, "conceito": o Zé Trajano fanático pelo Arsenal contrasta com aquele nosso possesso de alma gentil que, por décadas, não parecia se importar tanto assim com o futebol daquela ilha. O negócio dele era a cobertura de um Brasil profundo, de histórias locais, do nosso rame-rame e das pelejas inglórias, sol a pino, jogadores horríveis e nem sempre esforçados, militando pelas divisões intermediárias do futebol carioca. Tudo aquilo que justifica estádios vazios, mas que a gente não larga a mão, porque ama. O Zé achou, muito bem achado, o conceito da coisa, que é um pouco o fio da vida: o futebol é um abraço. E abraço a gente dá, não proíbe.
Abraço de pai e filho, nesse caso. De um pai que vê o filho vivendo em outro país, amando outro clube, e sentindo, ali, a mesma conexão que nós temos quando vemos nossos pais sofrendo por um esporte que nem entendemos ainda. Não é complexo de entender. A história natural, na ampla maioria dos casos, traz os filhos para escolherem torcer pelo mesmo time do pai - muitas vezes nem sequer é uma escolha, já que somos tão crianças na hora de forjar esse encanto, e os pais e mães nem sempre são democráticos. Por qual motivo deveria ser difícil de entender que o pai também pode escolher o time do filho? Se o destino final é o abraço, por quê seria inviável forjar, depois de muita estrada, um afeto tardio em nome de estar com o filho? Meu amigo-irmão Paulo certa vez me disse: "se acabar o futebol, acaba 90% do meu assunto com meu pai". Tenhamos assunto, pois.
É muito bonito que o coração de José Trajano, depois de tanta pancada em transmissões amadoras, tenha vivido, no telão do Estádio dos "Gunners", essa paixão honesta e esperançosa por um clube que é acima de tudo uma outra chance. Bonito também que o Arsenal tenha se acomodado lá dentro como se na Tijuca estivesse. Clubes de futebol são instituições generosas, maleáveis, aceitam eventuais desaforos e sempre abraçam novos adeptos, mesmo aqueles "que vieram de longe". No fim, no rigor máximo, é tudo um pretexto pra gente dividir o tempo com quem ama - afinal, definitivamente, por obviedade matemática, não é um hobby que traz mais alegrias que frustrações. Quem leu Nick Hornby em Febre de Bola sabe bem disso. Hornby conta como, ao redor dos jogos do Arsenal, a sua vida foi tecida. Quem o leu, fez uma espécie de faculdade para torcer por aquele clube, já está habilitado para tal. Um clube especial, por sinal, inclusive na dor.
Mais uma vez escapou o título europeu do Arsenal - talvez seja um traço esquisito do destino do Zé, o futebol lhe deu poucas taças, radicalizando a lição que ele tem pra dar. João e José, filho e pai, assistiram juntos. O pai, tenho certeza, cruzou o oceano para o abraço, mais do que para o jogo, ainda que o jogo tenha sido o pretexto para o abraço. Eu também tenho dois clubes, um pequenininho e um grandalhão, no mesmo coração. Muitos de nós temos. E não, não é legal amar um time que só apanha, que não reage, que nem bravata tem pra soltar. Então a gente delira outros delírios. Vi uma semifinal de Copa do Mundo no sofá do Trajano, França x Bélgica, e também o vi tentando conectar um Youtube na TV pra assistir o Ameriquinha numa jornada vespertina safada pelo estadual. Via, nas duas ocasiões, o mesmo homem que ama futebol e me contagia, no mais nobre jogo e no quase anônimo duelo. Eu amo o amor que o Zé Trajano tem pelo futebol. E contemplo comovido o quanto esse esportezinho danado faz por nossas relações humanas e afetivas.
Viva @ultrajano , viva @j_castelobranco.
Quando uma causa é justa, sua força é irresistível! A faixa no Maracanã lembra que o fim da jornada 6x1 é de todas as torcidas - só os bolsonáricos e os super ricos estão contra.
🔴 Wikileaks kurucusu Julian Assange, Cannes Film Festivali’ne üzerinde İsrail’in Gazze’de öldürdüğü çocukların isimlerinin yazılı olduğu tişörtle katıldı.
1/ A partir de hoje, começamos a divulgar pesquisa Genial/Quaest em 10 dos maiores estados do Brasil. Começando pelo Rio de Janeiro, Paraná e Pará!
Veja os resultados no fio abaixo…
O Clube de Regatas do Flamengo aposentou oficialmente a camisa 14 do basquete em homenagem ao eterno Oscar Schmidt, maior nome da história do basquete brasileiro. Como parte das homenagens, Giorgian de Arrascaeta vestirá a 14 neste domingo, diante do Bahia, no Maracanã.
O legado do Mão Santa seguirá inspirando gerações. 🖤✨
Walter Firmo foi o olhar por trás de umas das fotos mais famosas do fotojornalismo brasileiro.
Tirada na casa de Pixinguinha, com o maestro embalando seu saxofone numa cadeira de balanço.
Esse é o resultado do encontro de dois gênios.
📷Walter Firmo, 1967
Meu novo livro trata de diversas dimensões das eleições presidenciais no Brasil (2002-22): as mudanças do eleitorado; o perfil de quem vai votar; as bases sociais do voto; a relação entre conservadorismo religião e voto; a polarização política.
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“Estou próximo do povo libanês nestes dias de dor, de medo e de esperança em Deus. O princípio da humanidade, inscrito na consciência de cada pessoa e reconhecido nas leis, implica a obrigação moral de proteger a população civil dos efeitos atrozes da guerra.” (Papa Leão XIV)
🇱🇧 Recebi um áudio do meu tio Roger Feghali, direto do Líbano.
Ouvir a voz dele, em árabe, atravessando o mundo até chegar aqui, me atravessou também. Aqui compartilho um pedaço da minha história, da minha família, das minhas raízes.
Ele fala de orgulho. Fala de mim, do Brasil, de tudo que construímos aqui. Mas fala, principalmente, do que está acontecendo lá.
Um país inteiro vivendo com a sensação de que não existe mais lugar seguro. O Líbano que ele descreve é um país triste. E isso dói, porque o Líbano que eu aprendi a amar sempre foi o contrário disso.
Eu sigo acreditando que a única saída possível é a diplomacia. Que nenhum povo merece pagar o preço de conflitos de interesses imperialistas.
E sigo desejando, como ele, que o Líbano volte a ser o lugar onde nossas histórias começaram.
La más literaria de las vidas: en Argentina ya se escribieron al menos 130 libros sobre Maradona. Y el número crece año a año. En @tiempoarg: https://t.co/ZAQ4cmv0GO