📌O que Flávio Dino fez hoje nesse plenário foi uma cena horrorosa.
Com enorme domínio da palavra e da retórica, ele transforma o tumulto em aparente racionalidade, atropela o debate e ainda consegue vender tudo isso como defesa do rito e da instituição. E é justamente aí que mora o perigo: muita gente assiste, ouve aquela eloquência e compra a narrativa sem perceber o que está acontecendo diante dos próprios olhos.
Fachin foi completamente desautorizado. André Mendonça mal conseguia concluir o raciocínio. Gilmar Mendes e Dino passaram a dominar a sessão, interrompendo, desviando o foco e transformando o julgamento num circo.
E depois Dino diz que “a toga é igual para todos”.
Então que seja igual também na hora de respeitar a palavra do outro, o presidente da sessão e o próprio julgamento.
O que eu vi hoje foi retórica sendo usada para confundir os incautos e soterrar o objeto que deveria estar sendo discutido. Um espetáculo lamentável dentro do Supremo Tribunal Federal.
Alguém ainda acredita no STF?
Se você olhar os argumentos de quem defende o quarteto do mal, você tem a convicção que eles acham que o STF é um instrumento de dominação política.
Fazia muito tempo que eu não assistia a uma sessão do Supremo. Agora lembrei o motivo.
Faz mal para a alma ver o nível de CINISMO e SACANAGEM em que se transformou o que deveria ser o tribunal acima de qualquer suspeita, o defensor dos direitos fundamentais. Virou instrumento de proteção dos piores elementos do establishment.
Essa sessão é a prova definitiva do colapso moral, jurídico e político do Brasil.
NÃO SOU BEM-VINDO NO STF
Desde a última sexta-feira, solicitei que meu nome fosse incluído na lista de acesso ao Supremo Tribunal Federal. Hoje recebemos uma negativa.
Sou senador da República, representante eleito por milhões de brasileiros e integrante de um Poder constitucionalmente independente. Afinal, qual é o motivo para impedirem minha presença na Suprema Corte do país?
Mas deixo algo muito claro: onde eu realmente gostaria de estar amanhã é no plenário do Senado Federal, com as portas abertas, todos os senadores presentes e o processo de impeachment de Alexandre de Moraes colocado imediatamente em votação.
O Senado precisa assumir sua responsabilidade constitucional. O Brasil exige respostas, coragem e ação. Estou pronto para ocupar meu lugar no plenário e cumprir o mandato que milhões de mineiros me confiaram.
Agora, a pergunta é para o presidente Davi Alcolumbre: o senhor abrirá o plenário e permitirá que o Senado vote, ou continuará impedindo que o Brasil conheça a posição de cada senador?
Senador Carlos Viana
Carlos Alberto Sardemberg 👇
“Muitos analistas sugeriram que Alexandre de Moraes deveria renunciar ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) diante da revelação dos fortes indícios de relações impróprias com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Afastado, Moraes contrataria um bom advogado e se dedicaria a sua defesa. Seria, de fato, uma atitude republicana, levando em conta os interesses do país — dado o tamanho do caso — e preservando o próprio STF.
Se fizesse isso, Moraes se despiria da couraça que o protege — o poder do cargo — e perderia o foro privilegiado. Voltaria a ser um brasileiro comum, embora rico. Especulando: que condições deveriam estar presentes para que Moraes tomasse tal decisão? Duas: a convicção pessoal de que é inocente e a certeza de que teria um julgamento justo.
Tire o leitor suas próprias conclusões — mas Moraes não apenas permaneceu no cargo, como usou seus poderes para atacar, não para se defender. Atacou o ministro André Mendonça, que havia tornado público o relatório da Polícia Federal (PF) em que aparecem fortes indícios de que Moraes mantinha as tais relações impróprias com Vorcaro. Aliás, “relações impróprias” é a expressão mais leve que se pode aplicar ao caso. Pelos três grandes jornais brasileiros, muitos se referiram a Moraes como advogado, conselheiro ou funcionário do banqueiro que praticou a maior fraude financeira da História brasileira. (…)
Muitos juristas opinaram sobre o caso. Alguns disseram que a atitude de Mendonça pode ter atropelado o devido processo legal. Outros afirmaram que o ministro relator tem a prerrogativa de mandar investigar. Aliás, no inquérito das fake news, Alexandre de Moraes fez isso diversas vezes — e logo determinando mandados de prisão, busca, apreensão e censura. Mendonça não fez nada parecido. Não pediu a apreensão para perícia dos celulares de Moraes, onde podem estar as respostas a Vorcaro. De todo modo, depois do formal, resta o conteúdo — não contestado nem por Moraes, nem por Gonet. E o conteúdo é devastador.
De maneira que ficamos assim: de um lado, Mendonça recomenda a investigação de Moraes, com base no relatório (oficial) da PF que apanhou as 51 conversas entre o ex-banqueiro e o ministro. Os crimes apontados são advocacia administrativa, corrupção, prevaricação e exploração de prestígio. Dá cadeia. De outro, Moraes pede a investigação de Mendonça, por vícios formais no processo.
O presidente do STF, Edson Fachin, chamou os dois processos para seu gabinete. E deu prazo de cinco dias úteis para que todos os envolvidos se manifestem. O pessoal do abafa, a longa fileira de autoridades que se beneficiaram do dinheiro de Vorcaro, já está em campo. A tese: um caso anula o outro, um empate. Assim, segue o argumento, ou os dois ministros estão inocentados ou os dois devem ser punidos.
Não poderia haver ofensa maior ao povo brasileiro. Não há empate. Um ministro aparece como interlocutor e consultor de um fraudador do sistema financeiro. Esse é o conteúdo. Outro ministro talvez tenha ido além de sua autoridade formal. Parece claro, mas já ofenderam o povo tantas vezes.”
GRAVÍSSIMO! Mario Sabino afirma que nem no regime militar houve tamanha opressão estatal contra o jornalismo e a própria autocensura. Ele também diz que nunca houve tantas ligações para diretores de redações pedindo a cabeça de jornalistas.
Um relatório da Polícia Federal classificado como sem valor probatório e de baixa confiança foi usado contra André Mendonça.
Nos EUA, apareceu um registro falso de entrada de Filipe Martins que teve peso em decisões contra ele; e, ao mesmo tempo, novas controvérsias envolvendo documentos, mensagens e decisões continuam surgindo no entorno de Alexandre de Moraes.
Isoladamente, cada episódio já exigiria explicações; juntos, levantam uma pergunta incômoda que o Brasil não pode evitar: até que ponto informações frágeis, registros falsos ou documentos questionáveis foram usados para sustentar decisões de enorme impacto, e quem estava por trás disso?
Um juiz constitucional cercado por gravíssimos indícios de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça já representa, por si só, um risco institucional em razão da natureza de suas condutas. Mas torna-se um elemento ainda mais desestabilizador pelas medidas que pode adotar em busca da impunidade. É nisso que o ministro Alexandre de Moraes se transformou diante das revelações que apontam para suas condutas com Daniel Vorcaro e, sobretudo, diante de sua retaliação autoritária, colocando o Supremo Tribunal Federal no caminho de uma crise institucional sem precedentes.
O Brasil precisa priorizar a defesa de suas instituições e de seu regime democrático, neutralizando imediatamente essas ameaças. O ministro Moraes deve ser afastado de suas funções para que as investigações possam ser conduzidas sem riscos de interferência e sem que a crise escale ao ponto de uma ruptura institucional. Da mesma forma, toda a rede de autoridades potencialmente implicadas ou que esteja obstruindo os mecanismos constitucionais de responsabilização também deve ser afastada e investigada.
Se as vias naturais de resolução estão sendo bloqueadas pelo procurador-geral da República e pelo presidente do Senado Federal, cabe aos plenários do Supremo Tribunal Federal e do Senado, bem como ao Conselho Superior do Ministério Público, desobstruir os mecanismos previstos pela Constituição para o enfrentamento dessa crise.
As investigações dos esquemas do Banco Master e de outros casos de grande complexidade exigem a atuação coordenada dos órgãos de investigação, persecução criminal e julgamento, cada qual dentro de sua competência constitucional. Somente assim é possível assegurar o devido processo legal, a ampla defesa e a solidez das futuras responsabilizações, evitando que nulidades ou interferências comprometam a busca por justiça, reparação e recuperação da confiança pública nas instituições.
Em um contexto de grave tensão institucional, intensa circulação de desinformação e crescente instrumentalização política das investigações, especialmente durante o período eleitoral, a máxima transparência dos procedimentos torna-se ainda mais necessária e deve ser tratada como prioridade por todas as autoridades envolvidas.
Já estão em pleno curso as mesmas táticas que, no passado, foram empregadas com sucesso para enterrar investigações que alcançaram os mais altos níveis do poder no Brasil: a disseminação massiva de desinformação, a manipulação do debate público e a divisão da sociedade, impedindo que ela se una em defesa de seus próprios interesses. O Brasil precisa resgatar as lições do passado e impedir que a corrupção sistêmica volte a operar seus mecanismos de impunidade.
O que está em risco agora é muito mais do que a destruição das investigações sobre o maior caso de corrupção financeira da história brasileira. O que está em jogo é um colapso institucional na mais alta instância do sistema de Justiça, com potencial para contaminar o processo eleitoral e favorecer sua captura por forças populistas e autoritárias, em diferentes níveis, valendo-se da indignação popular.
A sociedade e as instituições precisam agir com responsabilidade, firmeza e respeito à ordem constitucional para conter a escalada da crise e preservar a integridade do Estado Democrático de Direito.
Davi Alcolumbre é um sujeito pequeno, muito menor do que o cargo que ocupa. Sua obsessão é reduzir o senado àsua altura. Se tiver que arrebentar o Brasil para isso, ele não vê problemas. Tem sido bem sucedido.
O Brazil Journal publicou o relato de dentro do jantar de Lula com 16 empresários no Alvorada, e ele explica o pregão de hoje melhor que qualquer pesquisa.
Na mesa, o roteiro de sempre. Esteves elogiando e repetindo que consertar o fiscal "é muito fácil de fazer". Mercadante admitindo que "não se derruba juros na canetada". O dono da Amil lembrando que "nenhum de nós chegou aqui de ônibus".
E o detalhe involuntariamente simbólico: quem deu o tom mais realista sobre as contas públicas foi Joesley Batista. "A preocupação já não é mais só da Faria Lima, ela já chegou às pessoas comuns."
Lula respondeu que "entende" a preocupação fiscal e recorreu ao passado: "o único presidente do G20 que entregou 8 anos de superávit primário". Sobre o futuro, nada.
Mas a frase que importa foi dita na saída, de um empresário pra outro, longe do protocolo:
"Ele vai perder a eleição. Não é que ele esteja velho, ele está desconectado. Ele não entende o tamanho do problema, e pode vir uma onda de direita na reta final."
É por isso que a bolsa sobe com pesquisa apertada. O smart money não espera o boletim de urna: janta no Alvorada na segunda e reposiciona a carteira na terça.
fonte: Brazil Journal (Geraldo Samor)
Vorcaro se reuniu com André Mendonça. Mendonça ouviu o banqueiro e depois mandou ele pra cadeia.
Moraes se reuniu, assinou um contrato com a esposa e depois passou informações sobre as investigações.
@ICLNoticias Comentário tendencioso, claramente essa argumentação de responsabilidade fiscal por parte do descondenado não se sustenta, seria a elite do empresariado brasileiro destituída de senso crítico ? Quanta asneira!
“Graças à persistência da PF, da imprensa e do ministro Mendonça, está seriamente ameaçado o pacto de impunidade que tem mantido Moraes isolado de prestar contas. Não há muito o que esperar da PGR, infelizmente. O procurador Gonet, que descaradamente pediu a nulidade do relatório policial, surge emaranhado na teia de afinidades do Master.”
A sociedade brasileira precisa se manifestar de maneira incessante contra o pacto de impunidade.