É estarrecedor, mas também revelador, como Alexandre de Moraes pode permanecer no STF e continuar julgando e prendendo pessoas depois que todos vimos as provas de que Vorcaro/BM pagou à empresa de sua família pelo menos R$ 80 milhões. Tudo isso sob um contrato obsceno de R$ 129 milhões que sua esposa negociou e enviou diretamente a Vorcaro, e o casal então comprou dezenas de milhões em novos imóveis.
O tratamento extremamente favorável do STF em relação ao BM começou quando Dias Toffoli — cuja família também recebeu enormes quantias de dinheiro de pessoas ligadas ao banco — viajou em um jato particular para uma partida de futebol no Peru com o advogado petista @augustodeAB, que representava diretores da instituição. Poucos dias depois, Toffoli ordenou que todo o processo do Banco Master fosse mantido em sigilo absoluto.
Você não encontrará um advogado respeitável que diga que R$ 129 milhões é uma quantia razoável ou compreensível para qualquer profissional, mesmo o mais renomado, quanto mais para uma advogada comum como Viviane de Moraes. Além de seu papel como esposa do ministro, ninguém consegue explicar o que poderia justificar essa riqueza geracional transferida ao casal por esse banqueiro bilionário, corrupto e ladrão.
E esqueceu-se, embora não devesse, que a Globo noticiou que Vorcaro conversou com Alexandre de Moraes no dia de sua prisão sobre uma operação, e que Xandão também se encontrou com ele nas festas.
Não há escândalo judicial pior em nenhum lugar do mundo, pelo menos na última década. Mesmo assim, ele permanece impassível, com o mesmo imenso poder sobre o país e a vida das pessoas, como se nada disso tivesse acontecido.
Erika Hilton é uma das farsas mais evidentes da política brasileira: finge defender os marginalizados — com sua equipe de maquiadores e cabeleireiros pagos com dinheiro público — enquanto garante seus ingressos VIP para o show da Beyoncé em Paris. Suas únicas preocupações reais são ela mesma, sua fama e dinheiro.
No entanto, as regras da política identitária — que funcionam como uma religião para o PSOL — impedem que qualquer pessoa do partido a conteste ou sequer a questione, já que ela detém, de longe, a maior pontuação na escala de opressão demográfica do grupo.
Agora, ela concretiza o projeto de Boulos de destruir o PSOL por dentro, transformando-o em um braço submisso do PT. De quebra, rotula a direção do partido como racista, intolerante, transfóbica e misógina, simplesmente porque se recusam a lhe conceder milhões a mais em verbas partidárias, além do montante já obsceno que ela ja está recebendo.
Sempre achei, e continuo achando, saudável a existência do PSOL como uma dissidência de esquerda em relação ao neoliberalismo e à corrupção do PT. Contudo, a própria obsessão do PSOL pela política identitária está levando o partido à autodestruição — como ocorreu com tantos outros partidos e grupos de esquerda ao redor do mundo —, e a culpa é exclusivamente dele mesmo.🤷♂️
Lula governou três anos com a segunda maior taxa básica de juros do mundo e A MAIOR TAXA AO CONSUMIDOR do mundo, DEZ VEZES MAIOR que a segunda colocada, endividou as famílias brasileiras e agora quer colocar a culpa nas Bets QUE ELE REGULOU, e que explodiram em seu governo.
O Senado, em votação inédita e democrática, rejeitou a indicação de Jorge Messias para o STF. Lamento o resultado, por se tratar de profissional sério e qualificado, mas registro o caráter histórico e legítimo da decisão. Que sirva de combustível para a faxina necessária no tribunal.
Trouxe hoje os dados da remuneração de servidores em relação às despesas totais do governo geral, com base no relatório Government at a Glance 2023, da OCDE.
Como vocês podem reparar na imagem, o Brasil está MUITO longe do Top 10 dos países que mais gastam com o funcionalismo público. Na verdade, dos 43 países analisados, ocupamos apenas a 37ª posição (com 19,2%), ficando abaixo até mesmo da média da OCDE (20,1%).
Será que esse dado contribui para acabar com o mito de que gastamos uma fortuna apenas para manter a máquina funcionando?
É evidente que há desigualdades inaceitáveis no serviço público brasileiro (como os super salários do topo do judiciário e legislativo) que devem ser sanadas. Mas resolver isso passa longe do discurso raso e pronto de que é só "reduzir a máquina", como muitos tentam vender por aí. O buraco é mais embaixo.
Recebi uma intimação do tribunal de justiça de São Paulo. A família do ministro Alexandre de Moraes está me processando por suposto dano moral. Eles alegam que em uma entrevista ao SBT News eu teria afirmado que eles receberam dinheiro do PCC. Essa alegação é falsa, como se pode verificar simplesmente assistindo a própria entrevista. Eu afirmei, e é fato notório e confessado, que eles receberam dinheiro do Master, que é um grupo criminoso. Essas tentativas de intimidação se somam às ameaças e ofensas dos ministros Toffoli e Gilmar e são sintomas de um quadro grave, onde uma elite se julga intocável. Vou seguir trabalhando com tranquilidade e firmeza para que o Brasil seja um dia um país onde a lei é igual para todos.
E para situar: mesmo que essa Terrabras fosse adiante, o projeto era apenas dar novo nome ao Serviço Geológico do Brasil, e criar um regime de partilha para a exploração das terras raras. Acabava nisso.
Não era, nem de longe, uma nova Petrobras.
LULA NÃO É GETÚLIO.
O ministro Gilmar Mendes dobra a aposta. Nenhuma explicação sobre os fatos graves que são públicos, como as caronas de jatinho, os contratos milionários e a proximidade com investigados, e cada vez mais ameaças e ofensas diretas contra mim e agora também contra o ex-governador de Minas @RomeuZema. Essa conduta descontrolada aponta que estamos no caminho certo: é preciso seguir questionando e cobrando, sempre com o devido respeito, que todos devem ser iguais perante a lei. Uma república democrática não admite intocáveis.
#OqueaFolhapensa | Para um ministro do Supremo Tribunal Federal, há dois modos de lidar com a crise de credibilidade que atinge o colegiado. O mais razoável é admitir que existem problemas de condutas de juízes e de excesso de poder da corte e, a partir daí, entabular uma agenda para corrigi-los com cuidado e equilíbrio. O segundo é o encastelamento. Faz-se de conta que toda crítica a um colega ou ao modo de operação do tribunal compõe um complô para acabar com a democracia. A partir daí, a receita manda contra-atacar, valendo-se de todo o amplo arsenal hoje acessível a um integrante do STF.
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📷Adriano Machado - 10.dez.25/Reuters
#EDITORIAL
O QUE A FOLHA PENSA | Ameaça de Gilmar Mendes a senador é desproporcional. Reação do ministro do STF viola o princípio constitucional que protege palavras e votos dos parlamentares.
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Aguardo agora a retratação da @AdvocaciaGeral de @jorgemessiasagu e de @ErikakHilton :
1. Não sou e jamais fui parte de uma "rede de desinformação", como consta em documento oficial do governo.
2. Não me referi a um PL da Misoginia fingindo ser o aprovado, esclareci que era o correto.
3. Não me referi a um projeto arquivado, o projeto a que me referi foi arquivado depois que expus seu ridículo.
É o mínimo que pessoas decentes fariam depois de tentar assassinar a reputação de alguém que, coincidentemente, expõe como Erika Hilton persegue sistematicamente mulheres brasileiras.
A @AdvocaciaGeral de @jorgemessiasagu desistiu de me censurar com base em desinformação inventada por @ErikakHilton e endossada por irresponsáveis que fazem parte dos quadros da AGU.
No entanto, ainda estão devendo o desmentido.
Numa tentativa de assassinato de reputação, fui acusada falsamente de fazer parte de uma "rede de desinformação".
Não há uma única prova de que as pessoas censuradas pela AGU façam parte de qualquer rede, há apenas uma mentira de Erika Hilton endossada pelo governo.
Se o órgão de combate à desinformação da AGU está promovendo desinformação para intimidar quem critica o governo, é gravíssimo.
Quando se recusa a limpar a honra daqueles cuja reputação tentou assassinar, é mais grave ainda.
A representação apresentada pelo ministro Gilmar Mendes, na condição de suposta vítima de abuso, será respondida com absoluta tranquilidade e dentro do rigor técnico devido. É cristalino que um senador, ao manifestar sua avaliação jurídica sobre fatos concretos em voto proferido no âmbito de uma CPI, não comete abuso de autoridade e está resguardado pela imunidade parlamentar. Ameaças e tentativas de constrangimento não vão mudar o curso da história.