Estou triste porque Lula ganhou? Com certeza. Estou triste porque Flávio perdeu? Não. São dois candidatos péssimos e o povo escolheu.
É da democracia, vamos em frente, todos os olhos agora no STF.
Lula reeleito, mas o Brasil não venceu com isso e nem venceria se Flávio tivesse ganhado essas eleições.
População precisa urgentemente criar vergonha na cara e parar com essa bipolaridade política, um candidato não deve representar uma parcela, mas todo o Brasil.
Parem de falar que fulano é de esquerda e que sicrano é de direita.
O que vejo são pessoas lulistas e pessoas bolsonaristas. Seitas são perigosas para a saúde mental, são perigosas para a sociedade.
Diante do inevitável, qualquer decisão é apenas um convite para a desordem 🥹
Sobre hoje, lembrem-se da profetisa: “Não acho que quem ganhar ou quem perder, nem quem ganhar nem perder, vai ganhar ou perder. Vai todo mundo perder.”
O país precisa urgentemente reconstruir o nacionalismo.
Reconstruir o nacionalismo longe de bolsonarismo e lulopetismo.
Reconstruir o nacionalismo longe de ongueiros.
Reconstruir uma nova força política nacional.
Lulopetismo e bolsonarismo apenas se retroalimentam. Chega!
Hoje será um dia histórico.
O dia que Dilma previu lá atras e todo mundo zombou.
Hoje é o dia que ninguém vai ganhar - o dia que todo mundo vai perder.
De um lado, discursos sobre Deus, pátria, família.
Do outro, discursos sobre democracia, justiça social, direitos humanos.
Em ambos os lados, um histórico de corrupção, acordão, impunidade, medidas autoritárias e farras, em frequências e graus variados, bem como de indiferença ao sofrimento dos outros, sejam eles alvos de tiros, vírus, retaliações, censuras, ou da pobreza permanente.
Os brasileiros escolhem hoje quem terá maior poder de barganha neste sistema alheio a slogans eleitorais de cooptação de massa.
Eles já escolheram, embora com um ou outro freio pontual, manter esse sistema em funcionamento, em nome de uma polarização de fachada que satisfaz suas necessidades de pertencimento a uma coletividade irracional qualquer, onde todas as verdades comprometedoras sobre seus líderes são interpretadas automaticamente como mentiras de seus críticos e adversários.
Agora decidem se um canastrão idoso permanece no poder com amigos no STF, mas um Senado razoavelmente hostil; ou se um canastrão jovem chega ao poder com um Senado amigo, para promover uma “mudança” que ninguém sabe exatamente detalhar qual é.
Haverá festa de um lado e velório do outro, com a mistura de cinismo perverso e ingenuidade atroz que marca a disputa entre dois grupos populistas - os eternos profetas do apocalipse -, cada qual atravessado por um ódio muito maior aos rivais do que à corrupção, à impunidade, ao autoritarismo, e por um amor muito maior por políticos de estimação e pela identidade tribal que por soluções efetivas a problemas do país.
Sem dúvida, o perdedor terá merecido a derrota e o vencedor terá de ser vigiado, para se lembrar de governar não para a sua bolha, mas para o povo, e para não ampliar sua blindagem e a de seus comparsas, ligados a tantos esquemas.
Que as mentes deslumbradas e moralmente anestesiadas se curem logo deste vexaminoso período histórico de culto a impostores.